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A constelação de Eridanus

A constelação de Eridanus é uma das maiores do céu noturno, localizada no hemisfério sul celeste , entre longitudes que vão do signo de Peixes até Gêmeos. Ela representa um rio mítico, que “nasce” nos pés de Órion, próximo de Rigel, e que após percorrer um caminho sinuoso, deságua indo em direção ao extremo sul do céu. O nome da constelação é o mesmo que o antigo nome do Rio Pó na Itália, rio que nasce nos alpes e atravessa o norte da Itália desaguando próximo de Veneza.

É uma constelação que não forma asterismo muito claro , e também não tem muitas estrelas brilhantes. As mais destacadas são as que marcam as extremidades, Cursa, a nascente, e Achernar, a foz do rio. A melhor maneira de encontra-la é localizando a costelação de Orion, e olhando na direção sudeste do céu a partir de Rigel, a estrela mais brilhante de Orion.

Mitologia Associada a constelação de Eridanus

A origem da constelação é babilônica, e o nome original era Mulnunki, que significa “Estrela de Eridu”. Eridu por sua vez foi uma das cidades mais antigas do mundo , fundada pela civilização Suméria e era dedicada ao deus das águas Enki-ea, por se localizar numa região pantanosa, no delta do Tigre e Eufrates.

Na Grécia antiga originalmente essa constelação não representava um rio, mas o caminho percorrido por Faeton, o filho do deus Sol Hélios, quando ele pegou emprestada a carruagem solar do seu pai. Faeton perdeu o controle e traçou um caminho errático no céu, e estava colocando todo o mundo em risco de ser consumida pelas chamas do sol, até que ele foi acertado por um trovão enviado por Zeus, que finalmente o matou.

Os Egípcios viam ali o seu rio Nilo , enquanto os Atenienses viam ali um rio que cruzava a cidade, até que o nome da constelação mais tarde passou a designar o Rio Pó na época do Império Romano. É uma constelação que representa os rios de uma maneira geral, elementos geográficos fundamentais na constituição das civilizações ao longo da história.

Anatomia da Constelação de Eridanus

Eridanus é a sexta maior constelação do céu, com 1138 graus quadrados de área. Ela toca em diversas outras constelações ao longo do seu caminho: Orion, Touro, Cetus, Lebre, Pomba, Cinzel, Relógio, Tucano, Fênix e Fornalha. Esse rio nasce próximo do equador celeste e vai em direção ao leste , fazendo uma curva acentuada e se voltando para o oeste, onde faz uma segunda curva e desce em direção ao sul.

Não é uma tarefa fácil identificar essa forma no céu noturno ,mas a referência de Orion ajuda a saber onde a constelação começa. O hemisfério Sul é o melhor local para observação dessa estrela, especialmente a partir de novembro, quando ela ja está inteira no céu logo no começo da noite. Em latitudes superiores a 30° Norte ela será vista parcialmente , e acima dos 60° norte ela é invisível.

Achernar Alpha (α)15°36′ de Peixes
Acamar Theta (θ)23°33′ de Áries
Angetenar Tau (τ2) 02°55′ de Touro
Azha Eta (η)09°02′ de Touro
Zibal Zeta (ζ)14°07′ de Touro
Rana Delta (δ)21°09′ de Touro
Zaurak Gamma (γ)24°09′ de Touro
Beid Omicron (ο129°43′ de Touro
Theemin Upsilon (υ100°10′ de Gêmeos
Keid Omicron (ο)00°28′ de Gêmeos
Sceptrum 5305°32′ de Gêmeos
Cursa Beta (β)15°34′ de Gêmeos

A moderna constelação de Fornax, a Fornalha, fazia parte de Eridanus originalmente.

Estrelas de Eridanus em Peixes e Áries:

Achernar, Alpha (α) Eridani, É uma estrela localizada na foz do Rio Eridanus. Esse título antigamente pertencia a Acamar, porque Achernar não ascende na latitude da Grécia. O nome significa “boca do rio”.

Acamar, Theta (θ) Eridani, é uma estrela localizada próxima ao fim de Eridanus. Para os gregos a constelação terminava ali , porque a estrela Alfa Achernar era invisível daquela latitude. Por isso ela recebia o nome que é dado pra Achernar. Os árabes porém adotaram outra forma para o nome, Acamar, mas o significado é o mesmo: O fim do rio.

Estrelas de Eridanus em Touro:

Angetenar, Tau (τ2) Eridani, é uma estrela localizada no rio Eridanus. Ela fica na região da curva mais acentuada do rio, próxima a constelação de Cetus. O nome dela significa literalmente “a curva do rio”, e vem do árabe.

Azha, Eta (η) Eridani, é uma estrela localizada na constelação de Eridanus. Por se localizar numa região onde ficava um asterismo árabe chamado “ninho de avestruzes”, seu nome significa literalmente isso. Os persas consideravam ela fazendo parte de Cetus e a chamavam de “As tetas da baleia”.

Zibal, Zeta (ζ) Eridani, ela também compunha o asterismo do ninho de avestruz onde hoje temos a curva de Eridanus próxima a Cetus. O nome significa “filhote de avestruz”.

Rana, Delta (δ) Eridani, é uma estrela em Eridanus o Rio. O nome é latim e significa rã; é o Nome científico do gênero das rãs inclusive.

Zaurak, Gamma (γ) Eridani, é uma estrela da constelação de Eridanus. O nome é o termo árabe para barco.

Beid, Omicron (ο1) Eridani,  é uma estrela de Eridanus que fazia parte do ninho de Avestruz árabe. O nome significa Ovo de Avestruz.

Estrelas de Eridanus em Gêmeos:

Theemin, Upsilon (υ1) Eridani, é uma estrela localizada na segunda curva de Eridanus. O nome é uma corruptela da palavra árabe para Avestruz.  

Keid, Omicron (ο) Eridani, é mais uma estrela de Eridanus que fazia parte do asterismo obsoleto do ninho de Avestruz. O nome significa “casacas de ovos”.

Sceptrum, 53 Eridani, é uma estrela a leste da nascente de Eridanus, e o termo latim no nome significa cetro. Esse nome é referência a uma constelação obsoleta, criada no século XVII.

Cursa, Beta (β) Eridani, é a estrela que marca a Nascente do rio Eridanus, um pouco acima de Rigel da constelação de Orion. O nome vem do árabe, e significa “trono”.

Significado Astrológico da Constelação de Eridanus

A constelação de Eridanus tem natureza de Saturno, o que não significa que ela seja maléfica por isso. Na realidade os significados dela são positivos: Ela indica busca por conhecimento ao longo da vida, bom senso, sabedoria, e uma vida marcada por viagens e aprendizado. Existe humildade e a capacidade tanto de ensinar quanto de aprender. Ela indica ainda gosto e envolvimento com coisas ligadas a água, como navegação , e risco de acidentes na água e afogamentos.

Achernar, a estrela Alfa, está associada a fé, ética, compaixão e religiosidade. Indica sucesso em questões religiosas, científicas, acadêmicas ou estudantis em geral. Como a foz do rio, a pessoa está preocupada em compartilhar com o mundo o que ela sabe e se sente feliz quando pode contribuir para o coletivo.

Cursa, a estrela Beta, marcando a nascente do rio indica também sucesso em questões estudantis, acadêmicas, científicas ou religiosas, mas fala principalmente de uma pessoa cuja natureza é intuitiva e criativa. É o local de onde as “águas” do rio brotam.

A constelação de Gêmeos

A constelação de Gêmeos (ou Gemini) é uma das constelações do zodíaco localizada na porção Norte do planisfério celeste, por onde passa a linha da eclíptica (o caminho anual percorrido pelo Sol) . Esta constelação atualmente marca o solstício de Verão no hemisfério Norte e o solstício de Inverno no hemisfério sul, correspondendo na realidade, em grande parte, com o signo de Câncer nos dias atuais.

Ela é facilmente reconhecível por ter um asterismo identificável, estrelas suficientemente brilhantes, e por ser vizinha de constelações ainda mais marcantes. Gêmeos fica próxima de Touro, Auriga, Órion, Cão Maior e Cão Menor, uma região particularmente importante do céu que conta com algumas das estrelas mais brilhantes.

Mitos associados a Constelação de Gêmeos

Egito, Mesopotâmia e Índia.

Na Mesopotâmia, mais precisamente entre os Assírios, existia uma dupla de divindades conhecida como Lugal-irra e Muslamta-ea que eram gêmeos e associados a portas, portões, caminhos , estradas e passagens. Eles guardava as portas do submundo , e eram responsáveis por cortar a ligação dos mortos com seus corpos para que eles pudesse entrar no submundo. Essa é a origem da representação dos Gêmeos para esta constelação , que depois foi assimilada na Grécia e na Índia.

Os egípcios em tempos antigos enxergava duas cabras nesta constelação. Eram associadas ao Deus Khnum, que tinha uma cabeça de cabra e foi uma das divindades antigas do rio Nilo, relacionado as suas cheias, adorado principalmente em Elefantina (atualmente Assuã). Com a influência Assíria e depois greco-romana, os egípcios modificaram sua representação da constelação e passaram a adotar os gêmeos divinos de outras culturas.

Na Índia existe uma dupla de Gêmeos que também é associada a essa constelação. A diferença é que os gêmeos indianos são de sexos diferentes. Um deles se chama Yama e a outra se chama Yami. A palavra yama significa gêmeo em sânscrito. Yama na mitologia hindu foi o primeiro homem a morrer, e em virtude do seu “pioneirismo”, tornou-se regente dos mortos.

O principal paralelo que encontramos entre Yama e Yami e a mitologia grega está no mito de Hades e Perséfone. Dessa forma, Os gêmeos, numa perspectiva hindu seriam os equivalentes ao que conhecemos por Hades e Perséfone, com a diferença de que além de Yama e Yami formarem o primeiro casal de todos, eles eram também irmãos gêmeos.

Mitologia Greco-Romana

Os gêmeos quase sempre são retratados como irmãos e jovens guerreiros. Na mitologia Greco-Romana a constelação de Gemini corresponde aos gêmeos Póllux e Castor, que por sua vez dão o nome para as principais estrelas da constelação. Também é relacionada a Hércules e Apolo, que não são gêmeos, mas são meio irmãos e talvez os dois filhos preferidos de Zeus. Apolo por sua vez tem uma irmã gêmea, Ártemis deusa da lua e da caça que frequentemente é associada ao signo oposto a Gêmeos, Sagitário.

Polux e Castor

Castor e Polux na mitologia grega são irmãos gêmeos filhos da mortal Leda, porém de país diferentes. Polux era filho de Zeus (sendo assim imortal) e Castor era filho de Tíndaro (Rei de Esparta), sendo assim um mortal. Inseparáveis, os dois irmãos eram chamados as vezes de Dióscorus (filhos de Zeus, apesar de somente um deles o ser de fato), as vezes de Castores. Etimologicamente seus nomes estão relacionados diretamente ao animal Castor da natureza, conhecido pela sua engenhosidade (é aquele animal que constrói represas com gravetos).

Leda era a rainha de Esparta, esposa de Tíndaro. Era uma mulher muito bela e íntegra, e por isso chamou atenção de Zeus, que se metamorfoseou em um Cisne para conquista-la. Zeus apareceu pra Leda na forma de Cisne quando ela se banhava em um lago. Encantada com a beleza do animal, ela o colocou no seu colo. Foi o suficiente pra que Zeus conseguisse fecunda-la. Existe uma constelação no céu (Cygnus, o Cisne) que representa Zeus metamorfoseado, simbolizando este evento peculiar.

Desse intercurso, nasceram 4 criança colocadas em 2 ovos que continham cada um deles um casal de irmãos: Pollux e Helena (filhos de Zeus) e Clitemnestra e Castor (Filhos de Tíndaro). Os filhos de Zeus foram adotados por Tíndaro e foram todos criados juntos e eram muito unidos. E a constelação de Gemini, representando especificamente Pollux e Castor por que eles eram figuras populares, considerados protetores dos navegantes.

Os Dióscorus eram como padroeiros de uma das cidades mais expressivas da cultura grega clássica, Esparta. Eram adorados ainda em diversas outras regiões da Grécia, em especial no Peloponeso. Pollux e Castor eram guerreiros muito valentes e um dos seus maiores feitos foi a expulsão dos piratas da costa da Grécia, onde lutavam completamente desarmados. Por esse motivo eram tidos como protetores dos navegadores.

Fizeram parte também da comitiva dos Argonautas na busca pelo velo de ouro. Como Castor era mortal, quando este morreu Pollux implorou por sua vida a Zeus solicitando que ele também lhe concedesse a imortalidade. Dessa forma Zeus teria os colocado no céu na constelação conhecida como Gemini.

Hércules e Apolo ou Hermes e Apolo

Hércules foi filho de Zeus com a mortal Acmena e é associado a Polux, o gêmeos imortal. Hércules foi um semideus e como tal, possuía poderes extraordinários como sua incrível força. Mas ele era mortal, e conquistou a imortalidade por conta de suas façanhas. É o herói que mais acumula mitos na Mitologia grega, e muitas constelações se relacionam com ele direta ou indiretamente como Câncer, Leão, Centauro e a própria constelação de Hércules.

Já Apolo é filho de Zeus com a deusa da maternidade Leto, e tem uma irmã gêmea, Ártemis. Ele costuma ser associado a estrela Castor. A ilha de Delos foi o local de nascimento de Apolo, e ele também presidia sobre o oráculo de Delfos. Delfos e Delos eram os dois principais locais de peregrinação na Grécia antiga, com complexos de templos dedicados a diversos deuses, mas sobretudo a Apolo e Ártemis. Eles eram assim venerados principalmente porque governavam sobre a saúde, Apolo dos homens, e Ártemis das mulheres.

Outra representação Grega enxergava nessa constelação os deuses Hermes e Apolo. Neste caso, Hermes seria Polux, e Apolo seria Castor. Esses dois deuses estão muito relacionados ao sentido do signo de Gêmeos em si. Hermes por ser o deus associado ao planeta que rege este signo, e Apolo por ser tido já como o guardião deste signo entre os romanos.

Anatomia da Constelação de Gêmeos

A constelação de Gêmeos é relativamente fácil de se localizar e a época em que fica mais visível no céu é a partir do mês de janeiro quando se ergue no horizonte logo após o por do sol. Continua ótima de se observar pelo menos até abri. Ela desaparece por volta do mês de Julho e passa a ser vista ascendendo antes do nascer do sol a partir do mês de agosto. Em Outubro ela ascendente por volta de meia-noite sendo possível observar essa constelação durante a madrugada.

Tem 514 graus quadrados de Área, sendo uma constelação de tamanho mediano e apresentando estrelas de brilho importante. Vejamos as estrelas com nome próprio que fazem parte desta constelação:

Propus eta (η)03°43′ de Câncer
Tejat Posterior mu (μ)05°35′ de Câncer
Alhena gamma (γ)09°23′ de Câncer
Mebsuta epsilon (ε)10°13′ de Câncer
Alzir xi (ξ)11°30′ de Câncer
Mekbuda zeta (ζ)15°16′ de Câncer
Wasat delta (δ)18°48′ de Câncer
Castor alpha (α)20°31′ de Câncer
Pollux beta (β)23°30′ de Câncer
Longitude calculada para 01/01/2021

Propus, eta (η) Geminorum, também chamada de Tejat prior, é uma estrela localizada no pé esquerdo de Castor, o gêmeos que fica à esquerda. Propus significa “pé à frente”.

Tejat Posterior, mu (μ) Geminorum, é uma estrela localizada na canela esquerda de Castor, bem próxima a Propus. Aparece com outros nomes como Dirah e Nuhatai. A palavra Tejat não tem um significado conhecido, mas vem do árabe.

Alhena, gamma (γ) Geminorum, é uma estrela localizada no pé Esquerdo de Polux, o gêmeos que fica à direita. O nome é uma corruptela de um termo árabe, Al maisan, que significa “aquele que marcha orgulhoso”.

Mebsuta, epsilon (ε) Geminorum, é uma estrela localizada no joelho direito de Castor. A palavra vem do árabe al Mabsuta, e significa “o estendido”.

Alzir, xi (ξ) Geminorum, é uma estrela localizada no pé direito de Pólux. O nome é árabe, al azir, e significa “o botão”

Mekbuda, zeta (ζ) Geminorum, é uma estrela localizada na Perna direita de Pólux. O nome é árabe , al Makbudah, e significa “pata contraída”. Esse nome estranho deriva do fato de que em tempos mais antigos, os árabes tinham uma constelação gigantesca chamada “Asad” que era um Leão que englobava estrelas das constelações de Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Auriga e Bootes, dentre outras. O nome da estrela Mebsuta parece vir disso também.

Wasat, delta (δ) Geminorum, é uma estrela localizada no braço direito de Castor. O nome da estrela é árabe, al wasat, e significa “o meio”. Isso se relaciona tanto ao fato dessa estrela ficar no meio da constelação quanto ao fato dela passar muito próxima da eclíptica. Foi passando próximo dessa estrela que o planeta Plutão foi descoberto em 18 de fevereiro de 1930, no auge da grande depressão.

Castor, alpha (α) Geminorum, é uma estrela localizada na cabeça do gêmeo da esquerda. É conhecida também como Apollon, nome dado pelos gregos, e Rasalgeuze de maneira mais incomum. Castor era o gêmeo mortal, e que foi imortalizado na constelação, e Apolo era um dos principais deuses da Grécia antiga, então o significado dessa estrela perpassa a mitologia dessas duas figuras.

Pollux, beta (β) Geminorum, é uma estrela localizada na cabeça do gêmeo da direita. Era chamada de Heraklees pelos gregos , e recebeu ainda outros nomes como Pugil, em referência ao fato de Pólux ser pugilista. Hércules , apesar de ser um mortal, conquistou a imortalidade em função de suas façanhas e era muito mais cultuado do que alguns deuses olímpicos como o próprio Ares por exemplo. Pólux era o gêmeo filho de Zeus e portanto imortal, mas escolheu passar a eternidade ao lado do seu irmão na forma de constelação.

Significado Astrológico da constelação de Gêmeos

Essa constelação tem significado positivo de uma maneira geral. Ela simboliza o equilíbrio entre mente e corpo. Um dos gêmeos simboliza a força física (Polux) e o outro a habilidade e a inspiração artística (Castor). Um é o herói grego conhecido pela sua força descomunal (hércules) e o outro é o deus da beleza, das artes e da medicina, e fonte do oráculo mais respeitado de toda a Grécia.

Evidentemente os nativos não serão necessariamente deuses em termos de força ou habilidades, mas as estrelas dessa constelação prometem sucesso nos esportes, em assuntos militares, assim como em questões estudantis e artísticas também. São pessoas versáteis e talentosas de uma maneira geral. Vale lembrar que essas estrelas ocupam atualmente longitudes zodiacais que correspondem ao signo de Câncer.

Pelo menos 5 estrelas são muito importantes: Propus, Alhena, Wasat e obviamente Castor e Pollux.

Propus é o pé de Castor localizada mais ao norte na constelação. Indica proeminência, grande capacidade de discernimento e habilidade pra se expressar de diversas maneiras.

Alhena é uma estrela que significa habilidades físicas e artísticas. A pessoa pode ser uma boa dançarina e ser muito inspirada em outras expressões artísticas.

Wasat , no meio da constelação, se localiza em um ponto da constelação de Gêmeos em que os braços dos dois gêmeos se unem. Ela seria um indicativo de preguiça e de habilidades que existem mas são desperdiçadas.Tendem a ser pessoas particularmente gregárias , com muitos amigos.

Castor é a estrela alfa da constelação de Gêmeos e está localizada na região onde fica a cabeça de um dos gêmeos, Castor (ou Apolo). É uma estrela que prenuncia muitas viagens, habilidades diversas e inteligência em múltiplas áreas. Tem natureza de Mercúrio e Júpiter e pode significar o risco de ferimentos em um dos braços. A pessoa pode ter um talento natural para música, poesia, teatro ou literatura de uma maneira geral.

Pollux é a estrela Beta da constelação de Gêmeos e está localizada na região que corresponde a cabeça de Pollux (Hermes, ou ainda Hércules). Sua natureza marciana casa com a analogia feita com Hércules. Indica um comportamento agressivo, força física, resistência, mãos habilidosas o que seria indício de habilidade para artes marciais e esportes em geral. Podem ser pessoas literalmente fortes como Hércules, podendo ter sucesso em esportes como fisiculturismo. Pode indicar sucesso com questões militares e facilidade em lutas marciais. A pessoa poderia estar muito sujeita às provocações, se encolerizando com facilidade, e direcionar essa agressividade para os esportes seria a saída mais inteligente.

A constelação de Aquário

A constelação de Aquário, ou Aquarius, fica localizada no hemisfério sul celestial , próxima da eclíptica , e é uma das constelações zodiacais. Em algum momento entre o século XX e o século XXII, o ponto vernal vai migrar para esta constelação, dando início a chamada “Era de Aquário”. Fica próxima de Peixes, Pegasus, Cetus, Peixe Austral e Capricórnio,pra citar os vizinhos mais importantes.

É importante lembrar porém, que a criação das era com base na precessão dos equinócios, é algo relativamente novo. Foi proposto por teosofistas e rosacrucianos no final do século XIX, sem base nenhuma na astrologia tradicional. O maior problemas dessas eras é que elas esbarram na arbitrariedade da definição da área de cada constelação. É por isso que existem tantos cálculos diferentes , varia de acordo com o planisfério celeste que se adota como base, além de diferentes métodos de cálculo.

Mitos associados a constelação de Aquário

Aquário é uma constelação muito antiga. No Egito era associada a divindade andrógina Hapi que era uma das personificações do rio Nilo. Na Mesopotâmia, ao deus Ea da Babilônia , o deus das águas, e era associada as enchentes dos rios Tigre e Eufrates, que eram frequentemente muito destrutivas. Na Grécia antiga, estava relacionada a dois personagens: Ganimedes, o príncipe troiano raptado por Zeus para viver no Olimpo, e Deucalião, o sobrevivente do grande dilúvio que foi enviado pelos deuses para a destruição da terra. Para os árabes tinha um significado muito afortunado porque apontava a época em que chovia nos desertos da Arábia.

Egito

No antigo Egito essa constelação está relacionada ao próprio rio Nilo, fonte da vida e também da destruição para aquele povo, cujos ciclos de vida estavam ligados as enchentes daquele rio. O Nilo era personificado por uma divindade, Hapi, que era um homem com características femininas: Tinha seios e uma barriga pronunciada, ao mesmo tempo em que usava uma barba cerimonial em suas representações.

Era um símbolo da fertilidade do próprio Nilo e a adoração a esse deus era importante porque era a ele a quem se pedia por uma colheita favorável e fartura de peixes. Os egípcios associavam secas ou enxentes destrutivas a uma adoração insuficiente a Hapi. Na época do Egito antigo (ao redor de 2000 AC) o solstício de inverno ocorria com o sol nessa constelação, e ela era uma das que ficava mais ao sul, sendo associada a nascente do próprio Nilo que fica em direção ao sul de Mênfis e Assuã, principais centros culto.

Mesopotâmia

Na Mesopotâmia , essa constelação era associada ao deus das Águas, Enqui. Essa divindade Sumeriana governava a água doce e estava relacionado aos rios e chuvas , e portanto tinha um link evidente com noções de fertilidade. Era a água que fertilizava os solos mas era também a água que causava as por vezes violentas cheias dos rios Tigres e Eufrates, que deformavam a geografia da região e arrasavam vilarejos inteiros.

Mais tarde esse deus ficou conhecido como Ea pelos Acadianos e posteriormente babilônicos, e é representado na constelação de Aquário como o Aguardeiro que fertiliza e que também destrói.

Grécia

Uma das representações desta constelação é Ganimedes. Ganimedes era o mais belo dentre os mortais, um jovem príncipe Troiano que chamou a atenção de Zeus pela beleza. Zeus era famoso por não poupar nem mulheres e nem homens de sua infinita disposição para a cópula. Algumas versões do mito falam que Zeus envia uma águia para raptar Ganimedes, outras versões falam que o próprio Zeus se transformou em águia.

O fato é que Zeus raptou o jovem Ganimedes e o levou para viver no Olimpo, onde ele passou a eternidade servindo o vinho para os deuses. Em agradecimento ao serviço prestado aos deuses, Ganimedes teve a honra de ser eternizado na forma da constelação de Aquário. A águia que o raptou está na constelação da Águia, que fica relativamente próxima.

Outro mito grego associado a esta constelação é o mito de Deucalião. Deucalião era filho de Prometeu , que ouviu sobre o descontentamento dos deuses com a raça dos mortais e do plano deles para a sua destruição. Zeus queria convocar uma tempestade tão grande que inundaria completamente o mundo, não permitindo nenhum sobrevivente. Prometeu, um inveterado transgressor, que já havia roubado o fogo dos deuses e o dado de presente para a humanidade, correu para alertar o seu filho.

Sabendo do que aconteceria, Deucalião construiu uma arca e assim sobreviveu ao dilúvio. Ele e sua esposa foram os responsáveis pela repovoação do planeta. O paralelo com a mitologia hebraica e Arca de Noé é notório, e haviam lendas sobre dilúvios apocalípticos em várias outras culturas. Zeus , não sabendo que Deucalião tinha um informante, ficou admirado com a a proeza dele em sobreviver aquela danação, e o transforma na constelação de Aquário.

China

Na astronomia Chinesa, o que era visto nesta constelação era uma das maiores constelações dos chineses , formada por quase todas as estrelas da constelação de Aquário: Yu-lin-kiun , o exército do Imperador Yu-Lin. Como as estrelas dessa região são pouco brilhantes, mas numerosas, os antigos associavam ela a um exército. Os chineses se imaginavam donos do exército mais numeroso da face da terra, e a julgar pelo fato de sempre terem ostentado a maior população desde a antiguidade, provavelmente não estavam muito distantes da realidade nesta crença.

Anatomia da constelação de Aquário

Aquário é décima maior constelação do céu, com 980 graus quadrados de área. É uma constelação completamente invisível para as áreas do polo norte da terra. Ela começa a ficar observável a partir do outono do hemisfério sul, ascendendo antes do sol. A melhor época para observação é a partir de agosto quando ela começa a ascender logo após o por do sol, ficando bem visível de agosto até janeiro. Em dezembro essa constelação se encontra no zênite assim que o sol se põe.

Aquário é uma constelação de pouco destaque em função do baixo brilho de suas estrelas e pela ausência de um asterismos de fácil identificação. O melhor ponto de referência que podemos encontrar é a constelação de Pegasus com seu quadrado característico. Se encontrar Pegasus, significa que a constelação de Aquário já está completamente visível, posicionada um pouco mais a frente, já que a estrelas de Aquário ascendem antes de Pegasus. Outra constelação que ajuda a identificar Aquário é Capricórnio que forma um asterismo em formato aproximado de triângulo, e que sempre ascende antes de Aquário.

Uma curiosidade é que existe uma chuva de meteoros periódica na constelação de Aquário que é resquício da última passagem do cometa Halley em 1986. Vejamos as principais estrelas de Aquário:

Albali epsilon (ε)12°00′ de Aquário
Sadalsuud beta  (β)23°41′ de Aquário
Ancha theta (θ)03°33′ de Peixes
Sadalmelik alpha (α)04°01′ de Peixes
Sadalbachia gamma (γ)07°00′ de Peixes
Skat delta (δ)09°09′ de Peixes
Situla kappa (κ)09°42′ de Peixes
Hydor lambda (λ)11°52′ de Peixes

Albali, epsilon (ε) Aquarii, é uma estrela localizada na mão esquerda do Aguadeiro. Ela fica bem próxima a constelação de Capricórnio. O nome vem do árabe, Al Sa’d al Bula’, e deriva dessa proximidade com Capricórnio: O Asterismo triangular de Capricórnio era visto como uma boca aberta que engolia essa e outras estrelas ao redor da mão esquerda do aguadeiro. Significa literalmente “A sorte do engolidor”

Sadalsuud, beta  (β) Aquarii, localizada no ombro esquerdo do Aguadeiro, essa é a estrela mais brilhante da constelação. O nome é árabe, Al Sa’d al Su’ud, “A sorte das sortes” e essas referências a sorte são uma constante nas estrelas de Aquário e também de outras constelações próximas. Esse local era visto como afortunado porque demarcava os raros momentos de chuva no deserto árabe ao final do inverno e início da primavera. Outros nomes pra ela são Kakkab Namax na babilônia, “a estrela do futuro poderoso” e Fortuna Fortunarum no latim.

Ancha, theta (θ) Aquarii, é uma estrela localizada no quadril do Aguadeiro, e significa literalmente “quadril”.

Sadalmelik, alpha (α) Aquarii, é uma estrela localizada no ombro direito do Aguadeiro, aquele que suporta o vaso com água. O nome vem do árabe , Al Sa’d al Malik ,e significa “a sorte do rei”. Apesar de ser a estrela alfa da constelação, não é a mais brilhante. O equador celeste passa a 1° de distância dela.

Sadalbachia, gamma (γ) Aquarii, é uma estrela localizada na mão direita, que segura o vaso com água do Aguadeiro. O nome é árabe Al Sa’d al Ahbiyah, significando “a sorte das coisas escondidas”.

Skat, delta (δ) Aquarii, é uma estrela localizada na canela direita do Aguadeiro . O nome significa “perna”. Era associada ao herói sobrevivente do dilúvio mítico dos babilônicos.

Situla, kappa (κ) Aquarii, é uma estrela localizada no vaso cuja água o Aguadeiro derruba. O nome significa balde, e vem do latim.

Hydor, lambda (λ) Aquarii, é uma estrela localizada na água derrubada pelo Aguadeiro. O nome é grego e significa literalmente “água”.

Significado Astrológico das estrelas da Constelação de Aquário

A maioria das estrelas é atribuída a natureza de Saturno e Mercúrio, e é uma constelação com uma reputação positiva. Poucas estrelas porém devem ser consideradas, porque a maioria delas possui um brilho pouco expressivo. Essa constelação indica pessoas que tem sucesso nos seus relacionamentos, tanto íntimos quanto os mais informais. Também está relacionada a engenhosidade e inteligência.

Sadalsuud, por ser a mais bilhante, é evidentemente a mais importante estrela da constelação. Note porém, que ela é a mais brilhante num contexto de estrelas muito tímidas. De maneira geral, é uma estrela de magnitude alta (o que implica em brilho baixo). Ainda assim é visível a olho nu. Ela significa civilidade, boa educação, boa aparência, sorte nas questões sociais e no casamento, mas dificilmente alguém que se destaca ou que é reconhecido, sendo destinado a uma vida tranquila. É reputada como uma estrela ruim para reis ou reinos. Fica ao redor de 23° de Aquário atualmente.

Sadalmelik, é a estrela alfa e a segunda mais brilhante da constelação de Aquário. Note que ela ocupa quase a mesma longitude de uma outra estrela excepcionalmente afortunada, Fomalhaut , ambas localizadas atualmente em 04° de Peixes. Sadalmelik expressa os significados positivos de Aquário, indicando civilidade e boas relações sociais, mas Fomalhaut tende a intensificar os benefícios , prometendo sucesso material e uma boa reputação, além de sabedoria e inteligência.

A constelação de Pegasus

Também chamada de Hippos pelos gregos, a constelação de Pegasus é associada ao cavalo alado da mitologia grega, filho de Medusa e Posseidon. É uma constelação localizada no hemisfério norte do céu, próxima a Andrômeda, Aquário, Peixes, Cavalo Menor, Delphinos, Lacerta e vulpecula.

Sua principal característica é um asterismo bem definido que acaba se destacando pelo fato de a maioria das constelações ao redor de Pegasus serem formadas por estrelas pouco brilhantes. Esse asterismo é formado pelas 3 principais estrelas de Pegasus e mais a Alfa de Andrômeda, que já apareceu no passado integrando Pegasus. Esse asterismo tem o formato de um quadrado e é muito útil para localizar as constelações de Andrômeda, Peixes e Aquário.

Neste artigo também abordaremos a constelação de Cavalo menor, ou Equuleus, que é uma pequena constelação adjacente a Pegasus, que não tem estrelas muito brilhantes sendo bem difícil de se encontrar a olho nu.

Mitos sobre a Constelação de Pegasus

De acordo com um dos mitos sobre a Medusa e que relatam o nascimento de Pegasus, ele é o fruto do estupro cometido por Posseidon contra Medusa. Ela ainda era humana quando isso aconteceu, e foi punida pela deusa Atena pela transgressão de entrar no templo da deusa não sendo mais uma virgem. Quando Perseu decapitou Medusa, do sangue derramado em contato com o solo emergiu Pegasus, já adulto.

Uma das características mais emblemáticas de Pegasus , além de suas asas, era o fato de que todo o solo que ele tocava se fertilizava. A região onde Pegasus nasceu era inóspita, mas assim que ele tocou aquele solo, a região transformou-se num bosque primaveril. Isso talvez se deva ao fato de que a primeira aparição matutina de Pegasus ocorria durante os primeiros dias da primavera no hemisfério norte.

Pegasus foi eventualmente domado pelo herói da cidade de Corinto, Belerofonte, com ajuda de Atena e Posseidon, seu pai. Na verdade, Belerofonte e Pegasus eram irmãos de acordo com algumas versões do mito de nascimento de Pegasus. Cavalgando Pegasus, Belerofonte conseguiu matar a monstruosidade conhecida como Quimera, transformando-se em herói.

Com o tempo e depois de várias outras proezas, Belerofonte começou a se tornar arrogante, e teve a ideia de voar com Pegasus até o monte Olimpo. Ofendido com a hubris do heróis, Zeus envia uma vespa para picar Pegasus e assim derrubar Belorofonte. A deusa Atena porém considerou que a morte não era punição suficiente para o transgressor, fazendo com que o chão fique macio e amortecendo o impacto, que não mata, mas o aleija. Belerofonte terminou seus dias mendigo e aleijado, procurando por Pegasus.

Zeus guardou Pegasus em seu estábulo e lhe conferiu a responsabilidade de carregar os seus raios. Finalmente ele foi transformado em constelação como forma de agradecimento de Zeus pelo seu serviço.

Mitos sobre a constelação de cavalo menor

A constelação do Cavalo menor costuma ser associada ao cavalo mitológico Celeris, filho ou irmão de Pegasus. Este cavalo foi dado de presente pelo deus Mercúrio ao Herói Castor, um dos Dióscoros. Ele também é referido como o cavalo oferecido por Posseidon a cidade de Atenas durante a disputa pela soberania sobre a cidade, que foi vencida pela deusa Atena.

Anatomia de Pegasus e Cavalo Menor

Pegasus é a sétima maior constelação do céu, com 1121 graus quadrados de área. Apresenta um asterismos em forma de quadrado , o que a torna fácil de se localizar. Ela é visível em todo o território brasileiro, se localizando na parte mais ao norte do céu. O Melhor momento pra observa-la é quando o signo de Peixes ocupa o meio do céu. Isso ocorre em dezembro assim que o sol se põe. A melhor época para observação é a primavera do hemisfério sul, outono do hemisfério norte. Em setembro ela ascende após o por do sol, e se torna mais visível na medida em que se aproxima a meia-noite.

A constelação de Equuleus, ou Cavalo menor, é a segunda menor constelação do céu, e tem estrelas pouco brilhantes. Ela está sempre à frente de Pegasus.

Abaixo as estrelas que são nomeadas nas constelações de Equuleus e Pegasus:

Kitalpha Alpha (α) Equulei23°24′ de Aquário
Enif Epsilon (ε) Pegasi02°10′ de Peixes
Biham theta (θ) Pegasi07°07′ de Peixes
Jih kappa (κ) Pegasi 09°13′ de Peixes
Homam zeta (ζ) Pegasi16°26′ de Peixes
Sadalpheretz lambda (λ) Pegasi23°21′ de Peixes
Markab alpha (α) Pegasi23°46′ de Peixes
Sadalbari mu (μ) Pegasi24°40′ de Peixes
Matar eta (η) Pegasi26°00′ de Peixes
Scheat beta (β) Pegasi29°39′ de Peixes
Kerb tau (τ) Pegasi01°20′ de Áries
Algenib gamma (γ) Pegasi09°26′ de Áries
Posição calculada para 01/01/2021

Kitalpha, Alpha (α) Equulei, É a principal estrela da constelação do Cavalo menor. Não se trata de uma estrela muito brilhante, mas é a mais brilhante daquela constelação. O nome vem do árabe Al Kitah al Faras, e significa “parte do cavalo”.

Enif, Epsilon (ε) Pegasi, é uma estrela localizada no focinho de Pegasus. O nome vem do árabe, Al Anf , que significa “o nariz”.

Biham, theta (θ) Pegasi,é uma estrela localizada na cabeça de Pegasus . O nome tem origem persa e signfica afortunada (dentre os cavalos).

Jih, kappa (κ) Pegasi,é uma estrela localizada ao norte da constelação de Pegasus, marcando um dos seus cascos.

Homam, zeta (ζ) Pegasi, é uma estrela localizada no pescoço de Pegasus. O nome vem do árabe Sa’d al Humam, e significa a afortunada estrela do herói, talvez porque era no pescoço que Belorofonte se agarrava enquanto montava Pegasus, que não aceitava rédeas.

Sadalpheretz, lambda (λ) Pegasi, é uma estrela localizada no peito de Pegasus, bem próxima de Sadalbari. Significa “sorte do cavalo”.

Markab, alpha (α) Pegasi, é uma estrela localizada no lombo de Pegasus, onde ficaria a sela de montaria. A palavra Markab é árabe e significa sela. Essa é a estrela mais brilhante da constelação.

Sadalbari, mu (μ) Pegasi, é uma estrela localizada no peito de Pegasus. O nome vem do árabe Sa’d al Bari, “a boa sorte do extraordinário”.

Matar, eta (η) Pegasi, é uma estrela localizada no joelho direito de Pegasus. O nome vem do árabe , Al Sad al Matar, e significa “a chuva afortunada”.

Scheat, beta (β) Pegasi, é uma estrela localizada na perna direita de Pegasus, no que seria o “ombro” do cavalo. É a segunda estrela mais brilhante da constelação, e se localiza na parte do corpo dos cavalos que é a sua maior força e ao mesmo tempo ponto fraco. Outro nome para esta estrela é Menkib. Scheat é um nome derivado do árabe, Al Sā’id, e significa Ombro.

Kerb, tau (τ) Pegasi, é uma estrela localizada no abdomen de Pegasus.

Algenib, gamma (γ) Pegasi, é uma estrela localizada na ponta das asas de Pegasus. O nome pode derivar de Al Janah, “a asa”. Integra o asterismos quadrilátero de Pegasus assim como Markab e Scheat.

Significado astrológico de Pegasus e Equuleus

A primeira coisas que precisamos observar sobre Pegasus, é que no planisfério celeste, ela aparece de ponta-cabeça. Isso é uma alusão ao fato de que belerofonte é derrubado da constelação. Pegasus é fruto da união entre Medusa, que personifica a absoluta frieza e racionalidade de Atena , e Posseidon que representa as emoções arrebatadas e caóticas simbolizadas pelo mar e as tempestades.

As estrelas de Pegasus simbolizam ambição e engenhosidade para lidar com desafios, temeridade, ousadia e ao mesmo tempo arrogância e humilhações decorrentes dela. A vida de quem tem essas estrelas em evidência pode ser comparada a uma montanha russa com vitórias legendárias seguidas de quedas brutais, e com motivações estúpidas e vergonhosas.

Belerofonte e Pegasus são um dos casos mais emblemáticos da mitologia para ilustrar o conceito grego de Húbris, que é a infração cometida por alguém que ignora os limites entre quem se é e até onde se pode ir, e termina cometendo um excesso. Quem comete húbris o faz ao ir em direção a algo que não está em seu destino ou que não é de sua alçada, e termina sendo punido pelos deuses pela arrogância. A pessoa é forçada, geralmente por uma humilhação, a retroceder para dentro de seus limites. Geralmente ela não perde nada que ela de fato possuía, mas sim aquilo que não era de sua alçada.

É o que acontece com Belerofonte, que não entendia que ele em si mesmo não possuía poder algum: O poder quem possuía o tempo todo era Pegasus. Ao atingir o cúmulo da arrogância, que é um mortal ousar ascender até o Olimpo sem ser convidado pelos deuses, ele foi punido exemplarmente, e Pegasus foi viver no Olimpo.

Estrelas mais importantes de Pegasus e seus efeitos

As estrelas mais importantes em Pegasus são Markab, Scheat e Algenib: alfa, beta e gamma Pegasi. São as três estrelas de Pegasus que integram o asterismo em quadrado, com a outra sendo a alfa de Andrômeda.

Markab expressa de maneira típica os significados de Pegasus: Grande ambição e capacidade de lidar com crises terríveis, e ao mesmo tempo uma arrogância que pode levar a queda da pessoa. Essa queda porém não precisa ser definitiva, e deve ser encarada pela pessoa como uma oportunidade de aprender sobre humildade.

Scheat é aparentemente a de natureza mais maléfica: A impetuosidade da pessoa pode colocar ela em risco não apenas de humilhações, mas de situações que ameaçam sua vida. Podem haver comportamentos de auto-sabotagem pronunciados. É uma estrela associada ao suicídio ou a comportamentos que dilapidam a saúde da pessoa e a expõe a riscos desnecessários.

Algenib é a que tende a produzir os autos e baixos mais expressivos. Afinal, ela marca justamente as asas de Pegasus. Indica sucesso nos esportes ou em carreiras marciais , e ao mesmo tempo a possibilidade da pessoa ser resumida em alguns momentos a depender da generosidade de amigos e familiares, para ascender novamente logo depois.

A constelação de Touro

A constelação de Touro (ou Taurus), a que deu origem ao nome do signo de Touro é uma das mais importantes desde tempos imemoriais. É também uma das mais fáceis de se localizar, por conta da presença de 2 aglomerados estelares que tornam a região dessa constelação especialmente estrelada. Além disso, a estrela Aldebaran (Alfa desta constelação) é bem fácil de se identificar no céu, por ser bem brilhante e ter uma tonalidade alaranjada. Por conta disso era conhecida entre os gregos como Tocha.

Caso queira saber rapidamente onde está o touro, basta procurar pelas três marias (cinturão de Órion) , e olhar em linha reta em direção a esquerda (do ponto de vista do hemisfério sul) e procurar por uma estrela laranja bem brilhante. A própria forma da constelação de Touro é inconfundível, pois tem o formato aproximado de um Y. Na verdade Os dois chifres do touro correspondem as linhas paralelas superiores deste Y, O aglomerado das Híades corresponde a cabeça do touro (estando Aldebaran localizado onde estaria um dos olhos do Touro) com as Plêiades estando localizadas na região do corpo deste touro.

Mitos Relacionados a Constelação de Touro

Na antiguidade o Touro era um símbolo de abundância e fartura, especialmente porque sua fêmea, a vaca , dava o leite, além da carne em abundância e do couro. Junto das cabras, porcos, ovelhas e cervos, o Touro e sua versão castrada, o boi, eram muito usados em sacrifícios aos deuses. Entre os romanos , egípcios e gregos, o Touro era sempre sacrificado em homenagem a divindade principal. Zeus no caso dos Gregos, Júpiter no caso dos Romanos, Ossíris no caso dos egípcios.

Os templos de Zeus por exemplo, tinham altares com montanhas de cinzas que restavam destes sacrifícios. Era na realidade uma grande festa comunitária, porque comodamente, os deuses tinham preferência somente pelas partes do animal que não são consumidas por humanos (como ossos, tendões e camadas mais grossas de gordura). Esses rituais de sacrifício eram na realidade uma boa oportunidade pra se comer refeições ricas em proteína.

Mitologia Grega

O Touro referido nesta constelação pode ser o próprio Zeus, Deus dos deuses, disfarçado neste animal pra seduzir a bela Europa, filha de Cadimo, um rei Fenício da cidade de Tiro (que hoje fica no Líbano). Zeus transformou-se em touro principalmente pra que sua esposa, Hera, não percebesse mais esta sua aventura romântica. Zeus levou Europa, ainda transformado em Touro, até a ilha de creta pelo mar. Um dos principais atributos de Zeus é a fertilidade, ele foi o grande pai do Olimpo tendo incontáveis amantes de todos os sexos e procedências e tendo gerado muitos filhos. Em Creta, Zeus e Europa tiveram 3 filhos, dentre eles Minos, o que teria sido o primeiro dos reis de Creta.

O reinado de Minos estava sob disputas e para sair vitorioso de suas contendas, Minos decidiu fazer um acordo com o Deus Posseidon, pedindo que este fizesse um Touro emergir do oceano, que seria sacrificado em sua honra pra assim o deus ajuda-lo com suas disputas políticas. Posseidon aceitou o acordo e enviou para Minos o Touro mais belo, mais forte, mais robusto e mais manso que ja existiu. Encantado pela criatura, Minos decidiu trair a confiança de Posseidon, tentando engana-lo ao colocar o Touro presenteado escondido em seu estábulo e sacrificando um outro em seu lugar. Como punição, Posseidon fez com que o Touro enlouquecesse, tornando-se incontrolável. Afrodite também quis punir a desonestidade de Minos fazendo com que sua esposa, Pasífae, ficasse perdidamente apaixonada pelo touro.

Para que ninguém soubesse de seu desejo secreto pelo animal, Pasífae recebeu ajuda de um famoso inventor ateniense, Dédalo(pai de Ícaro), que estava naquela altura exilado em Creta devido ao seu envolvimento em um assassinato em Atenas. Dédalo ajudou Pasífae em sua “história de amor” com o Touro criando para ela uma máquina que possibilitaria a cópula entre ela e o Touro de Minos, em segredo. Era uma vaca de madeira onde ela se esconderia pra receber seu amado. Pasífae engravidou do Touro e o filho viria a se tornar a criatura conhecida como Minotauro. Ela cuidou dele durante a infância mas com o tempo ele cresceu revelando-se uma fera terrível, incontrolável e canibal. Minos mandou que Dédalo construísse então um labirinto onde este monstro seria mantido cativo, até ser morto pelo herói Teseu com ajuda da filha do próprio Minos e irmã do Minotauro, Ariadne.

Mitos bíblicos

Outro Mito importante relacionado ao Touro vem dos Hebreus. Durante a passagem do êxodo dos israelenses que saíam de anos de escravidão no Egito retornando para a Judeia sob liderança de Moisés, em dado momento o povo firmou um acampamento no meio do deserto de Sinai, enquanto Moisés se retirou durante vários dias para conversar com Deus, que lhe entregava as tábuas dos 10 mandamentos e lhe passava as instruções pra construção do templo de sua adoração.

Como Moisés demorava, sem ele o povo construiu um Bezerro feito de Ouro ao qual adoravam em meio a danças, orgias e bebedeiras. O bezerro de ouro é uma figura icônica e faz referência ao culto ao prazer e a matéria e também ao antigo culto ao deus Moloch, que levou a destruição das cidades de Sodoma e Gomorrah pela fúria divina. Este bezerro pode ser também influenciado pelo culto egípcio ao touro Ápis.

Levante e Mesopotâmia (Fenícia, Babilônia, Assíria…)

Moloch, Marduk e Baal eram divindades adoradas na região da mesopotâmia e Levante por diferentes povos, tidos como deuses supremos de diferentes civilizações. Zeus , Júpiter e Osiris podem ser considerados sincretizações desses deuses. Moloch era adorado pelos caldeus e sua representação é exatamente igual às representações artísticas do Minotauro: tinha corpo de homem e cabeça de Touro, com longos chifres. Vem dele a associação que os judeus e cristão fizeram entre chifres e demônios, que perdura até hoje. Alega-se que o culto a Moloch envolvia o sacrifício de bebês recém nascidos, o que pode ser ou não verdade, porque a prática de propaganda difamatória de guerra não é uma coisa exatamente nova.

Eram construídas grandes estátuas de Moloch em seus altares que apresentavam uma cavidade onde supostamente os bebês ou outros tipos de sacrifício eram colocados. Dentro da estátua funcionava uma fornalha e os recém nascidos eram colocados vivos para serem queimados ali. Cronos (o saturno romano) foi sincretizado pelos gregos a partir da figura de Moloch, o devorador de crianças, mas teve um mito muito mais elaborado e uma aparência mais humanizada.

Egito

O Touro Ápis dos egípcios é uma personificação da própria Terra. Era uma deidade relacionada a agricultura e o trabalho. Era adorado principalmente na cidade de Mênfis. Era tanto uma encarnação do Deus Ptah (patrono de Mênfis) quanto do grande deus Ossiris. Sendo assim a constelação de Touro era fortemente associada a esse deus e também a sua esposa, Isis. Etimologicamente, a palavre Touro em suas origens tem parentesco com a palavra terra. Terra é a palavra latina para Géia, ou Gaia, a deusa terra, mãe de toda criação, sendo o próprio planeta. A constelação de Touro pode ter relação portanto com esta deusa tão fundamental.

A deusa Hator, divindade da fertilidade tinha cabeça de vaca. Era esposa de Rá, um deus supremo de um período mais arcaico do Egito, que mais tarde transformou-se em Amon-Rá. Hator as vezes era representada com forma humana, mas usando chifres de vaca como adereço e um disco solar para simbolizar sua ligação com Rá. Ela era encarada como a mãe simbólica dos deuses e dos Faraós.

Índia

Na Índia, entre os que praticam o hinduísmo, as vacas são reverenciadas e protegidas até hoje. Encontrar vacas vagando sozinhas pelas ruas de uma grande cidade é impensável na maior parte do mundo, mas era uma cena comum em diversas culturas da antiguidade e é algo comum até hoje na Índia. Elas estão sob proteção de Krishna, e são o veículo de montaria do próprio Shiva.

Atacar uma vaca é considerado crime na Índia até hoje, com alguns estados aplicando pena de prisão perpétua em quem mata um desses animais. Vários casos de linchamento fatais são cometidos contra quem é acusado de ferir, mesmo que acidentalmente uma vaca. Muçulmanos sendo as maiores vítimas. Mas essa proteção toda tem uma explicação material muito simples. As vacas sempre foram muito valorizadas em função do leite que elas fornecem, que é um alimento fundamental da dieta indiana. Elas valiam tanto quanto ouro antigamente, então essa associação religiosa tinha uma clara conexão com questões econômicas e de sobrevivência também.

Simbolismo Moderno

Dado tudo o que vimos sobre a adoração dos Touros, não é a toa que em frente a bolsa de nova York nos dias de hoje encontramos a escultura de um touro. O Touro é o simbolo da segurança material pelo seu simbolismo de fertilidade. Está também relacionado a entrega aos prazeres carnais. E é também o símbolo do otimismo na bolsa de valores, símbolos dos investimentos crescentes e de uma economia fértil. Seu “culto” nos dias de hoje só perde para o culto direto as notas de dólar, que são “regidas” por ele.

Anatomia da Constelação de Touro

A constelação de Touro apresenta dois aglomerados estelares: As Plêiades e as Híades.

Plêiades

As plêiades são chamadas também de “setestrelo”, é um aglomerado composto por 7 estrelas, das quais somente 6 são visíveis a olho nu. Se localizam na região do corpo do Touro. Elas são filhas do titã Atlas, exatamente aquele que segura a abóboda celeste em suas costas, com Pleione, filha de um outro titã, Oceano. Veja abaixo a lista com todas elas.

Electra 1729°42′ de Touro
Celaeno 1629°43′ de Touro
Taygeta 1929°51′ de Touro
Maia 2029°58′ de Touro
Merope 2329°59′ de Touro
Asterope 2100°01′ de Gêmeos
Alcyone Eta (η)00°17′ de Gêmeos
Atlas 2700°38′ de Gêmeos
Pleione 2800°40′ de Gêmeos

As plêiades são 7, mas a olho nu só se consegue identificar 6 estrelas no aglomerado. A justificativa mitológica reside no fato de que Mérope teria se casado com um mortal, por isso estava no setestrelo, mas não podia brilhar. Séculos mais tarde, Galileu apontou o telescópio para a direção das plêiades e constatou a existência de 7 estrelas, e não 6. Além das Pleiades, um pouco fora do Aglomerado estão duas estrelas, uma correspondendo a Atlas e outra a Pleione. Vamos conhecer cada uma delas.

Electra, 17 Tauri, diferente da personagem Electra de uma tragédia grega que leva o mesmo nome, é uma das plêiades , que teve com Zeus 2 filhos , e apesar de ser visível a olho nu, é considerada a Plêiade perdida. Ela teria mergulhado em profunda tristeza após a destruição do reino de um dos seus filhos, e se exilou no Polo Norte.

Celaeno 16 Tauri, Com Posseidon ela teve vários filhos, incluindo Tritão. Com Prometeu ela teve Deucalião de acordo com alguns autores.

Taygeta, 19 Tauri, teve com Zeus um filho, Lacedaemon, que é o rei mítico fundador de Esparta. Ela da nome a uma cadeia de montanhas na Lacônia conhecida como Taygetus.

Maia, 20 Tauri, é a mais velha das Plêiades. Com Zeus foi a mãe de Hermes, o mensageiro dos deuses, guardião das encruzilhadas e protetor dos mensageiros, comunicadores, comerciantes e ladrões.

Merope, 23 Tauri, é a Plêiade que não pode ser vista a olho nu. Isso é justificado na mitologia pelo fato dela ter se casado com um mortal, Sísifo, perdendo ela mesma a imortalidade. Porém uma simples luneta revela a existência cintilante de Merope.

Asterope, 21 Tauri, teve com Ares um filho chamado Oenomaus, que se tornou rei fundador de Pisa (onde ficava Olympia, onde eram realizados os jogos olímpicos em homenagem a Zeus e Hera), localidade que mais tarde integraria a região de Elis.

Alcyone, Eta (η) Tauri, é a Plêiade mais importante do ponto de vista astrológico em função de sua magnitude. Ela teve diversos filhos com Posseidon, deus das águas. É comum que se considere somente a longitude de Alcyone para marcar a posição das Plêiades.

Atlas, 27 Tauri, é uma estrela bem próxima as plêiades que representa seu pai, o titã Atlas , condenado a suportar a abóboda celeste em suas costas pela eternidade, associado a cadeia de montanhas Atlas, localizada no Norte da África.

Pleione, 28 Tauri,é uma estrela bem próxima as plêiades que representa a mãe delas, Pleione, uma oceânide, filha do Oceano e casada com o Titã Atlas.

Híades

As Híades São outro Aglomerado aberto, este localizado na região da cabeça do Touro. Na mitologia, as Híades são filhas de Atlas com uma ninfa. Serviam ao deus Dionísio, e eram perseguidas por Hera por sua beleza. Foram homenageadas por Zeus e transformadas em constelação em agradecimento aos cuidados que estas prestaram ao deus Dionísio. Híades significa chuva.

Aldebaran fica na mesma direção das Híades mas não é considerada como fazendo parte do aglomerado. As híades fazem parte do asterismo principal da constelação de Touro, compondo um v oblíquo que é projetado em y com outras estrelas da constelação. Veja abaixo as estrelas nomeadas que compõe as híades, incluindo Aldebaran:

Prima Hyadum Gamma (γ) 06°05′ de Gêmeos
Hyadum II Delta (δ)07°06′ de Gêmeos
Chamukuy Theta (θ)08°14′ de Gêmeos
Ain Epsilon (ε)08°45′ de Gêmeos
Aldebaran Alpha (α)10°04′ de Gêmeos

Prima Hyadum, Gamma (γ) Tauri, é a Principal estrela a compor o aglomerado das Híades. Significa Primeira Híade.

Hyadum II, Delta (δ) Tauri, é uma estrela que compõe as híades, com o nome significando simplesmente segunda Híade.

Chamukuy, Theta (θ) Tauri, é um par de estrelas que integra o aglomerado das Híades. Cada estrela tem designações numéricas. O nome é de origem Maia, e significa pequeno pássaro.

Ain, Epsilon (ε) Tauri,é uma estrela que compõe as híades, localizada na região do olho esquerdo do Touro. É chamada também de oculus Boreus (diferenciando da estrela oculus, da constelação de Capricórnio).

Aldebaran, Alpha (α) Tauri, é a principal estrela da constelação de Touro, uma das mais importantes para astronomia e astrologia, uma das estrelas reais dos Persas. Alguns astrônomos incluíram essa estrela junto às Híades, mas oficialmente é considerada não fazendo parte do aglomerado. Ela se localiza no rosto do Touro também, na região do olho direito. O nome vem do árabe, Al Dabaran, e significa o seguidor. Ela costumava ser a designação árabe para as Híades, mas hoje se tornou apenas designação desta estrela. Na Grécia antiga era chamada de Omma Boos, e em latim, Oculus Tauri.

Os Chifres e Corpo do Touro

Como dito, as Híades formam um v, e essas estrelas que serão listadas abaixo, prolongam todos os vértices formando um y e completando o famoso asterismo da constelação de Touro. Elas estão nas extremidades leste e oeste da constelação:

Al Hecka  Zeta (ζ)25°04′ de Gêmeos
El Nath Beta (β)22°52′ de Gêmeos
Ventri Tauri Omicron (ο)21°27′ de Touro
Sadral Tauri Lambda (λ)00°55′ de Touro

Al Hecka,  Zeta (ζ) Tauri, é uma estrela localizada na constelação de Touro, localizada no chifre que fica mais ao sul.

El Nath, Beta (β) Tauri, é uma estrela localizada na constelação de Touro, localizada no chifre que fica mais ao norte.

Ventri Tauri, Omicron (ο) Tauri, É um sistema composto de 4 estrelas elipsantes, com Magnitude variável, localizada na barriga do touro.

Sadral Tauri, Lambda (λ) Tauri, É uma estrela que outrora fez parte das híades, e que agora marca o peito do Touro.

Significado Astrológico da Constelação de Touro

Todas as estrelas das Plêiades e todas as estrelas da Híades são associadas por diversas culturas com chuvas, e a ideia básica que acompanha a chuva é a fertilidade. A palavra Híade vem do grego e corresponde ao termo usado pra chuva naquela língua. A associação genérica que se faz a constelação de Touro está relacionada a fertilidade e a intensa sexualidade, por ser a constelação que marca tradicionalmente o coração da Primavera, quando se celebrava o festival de Beltane. Especificamente a região desses aglomerados é apontada como indicador de uma sensualidade e uma sexualidade muito intensa. Alguns autores apontam como indício inclusive de comportamentos promíscuos, infidelidade no casamento e bissexualidade ou homossexualidade. Isso se deve ao elemento da fertilidade presente no simbolismo do Touro, animal forte, potente e que não pode ser contido.

Essas estrelas podem indicar por exemplo popularidade, e podem despertar o sentimento de posse em amigos ou atrair pessoas dominadoras. De modo geral, a literatura não descreve as plêiades e as Híades com muita generosidade, associando elas com desgraças e vergonha. Isso pode estar relacionado ao fato de que antigamente imperava uma visão mais moralista ou cristã em relação ao sexo, e como essas estrelas falam fundamentalmente da luxúria, talvez venha daí esse significado.

Nos dias de hoje não precisamos encarar o aparecimento de um desses aglomerados em evidência em um mapa como indicador de qualquer tragédia, mas elas podem ser indício de um comportamento mais promíscuo, luxurioso ou errôneo em seus relacionamentos afetivos, podendo levar a escândalos ou mesmo a problemas mais sérios.

Outra interpretação importante está relacionada ao elemento de confusão e de névoa que paira nessa região do zodíaco, como é comum a todos os aglomerados estelares. Assim elas podem sugerir problemas de visão, dificuldade de enxergar os fatos reais, ou tendência a esconder coisas ou mesmo inventar mentiras para os outros. A natureza atribuída a elas é de Vênus com Saturno, juntando prazer com o elemento da “desgraça” ou “vergonha” quando exagerado. Basicamente todo o primeiro decanato de gêmeos está na zona de influência das Plêiades ou Híades.

Ventri e Sadral tauri são estrelas marcando o corpo do touro, a parte do animal que serve como alimento , e tem um sentido benéfico de uma maneira geral, apesar de não serem notadas pela tradição como significadoras de nada em particular.

Aldebaran é uma estrela régia, significando sucesso, vitória sobre os inimigos, fertilidade, abundância e fartura.Tem algo de violento ou autoritário associado a ela, indicando líderes e pessoas de destaque em suas comunidades. Na atualidade, indica pessoas que se destacam nos esportes, na carreira militar ou como bombeiros e policiais por exemplo. São pessoas que aliam inteligência com integridade, sendo populares e queridas. As oposições com essa estrela implicam conjunção a uma estrela igualmente poderosa, Antares, e estão entre as mais intensas e violentas.

Por fim, sobre as estrelas localizadas nos chifres (El Nath e Al hecka), elas tem uma natureza mais marciana, o que seria de se esperar, já que essas são as armas do animal touro. Mesmo sendo marcianas elas são benéficas, indicam uma pessoa impetuosa, cheia de vigor e iniciativa, de temperamento ativo, talvez precipitado e agressivo ou excessivamente mordaz.

A constelação de Aries

A constelação de Áries não formava uma constelação própria na antiguidade , muito por conta do fato de suas estrelas serem pouco brilhantes. Ela acabava incorporando outras constelações, até que a constelação do carneiro surgiu no Império neo-babilônico. Foi adotada pelos gregos antigos, se tornando uma constelação do zodíaco. Deu nome ao primeiro signo do zodíaco porque o ponto vernal se localizava nessa constelação durante a antiguidade.

Ela ocupa uma área de aproximadamente 450 graus quadrados, mas se estende por uma longitude reduzida. É uma constelação difícil de se encontrar , e fica mais fácil saber pra onde olhar quando touro já ascendeu , porque aí ela estará a oeste, especialmente se vc traçar uma linha reta imaginária a partir das Plêiades em direção ao oeste no céu. Ela está próxima das constelações de Perseu, Touro, Peixes, Cetus e o Triângulo do Norte.

Pode ser observada com clareza entre meados de junho até fevereiro. O melhor momento pra observação é a partir de novembro quando ela já aparece no céu logo após o pôr do sol. As constelações próximas estão todas relacionadas ao mito de Perseu e Andrômeda.

Mitos da constelação de Áries

No Egito, essa constelação se misturava a constelação vizinha de Perseu e representava o deus Amon-rá, deus sol e pai de todos os deuses , que tinha cabeça de carneiro, e as vezes, cabeça de ganso. Em tempos muito antigos, os egipcios viam um Ganso nesta constelação, e por volta de 2000 AC começaram a identificar ela com um carneiro.

Para os gregos, Aries era o carneiro cujo pelego era feito de ouro e que foi o grande objetivo das aventuras de Jasão, herói da mitologia grega. Acaba sendo associada a coragem e bravura, pois pra chegar ao velo de ouro Jasão teria que passar por um terrível dragão.

Esse carneiro foi um presente de Hermes para a ninfa Nefele. O filho dela, Frixo, foi condenado por um Oráculo a ser sacrificado por conta de uma colheita ruim. Ela então ordenou que seu carneiro mágico, que podia voar, levasse seus dois filhos até um local seguro . No caminho a irmã de Fixo, Hele caiu do carneiro e morreu, enquanto Frixo conseguiu chegar vivo até o distante país da Cólquida , onde foi recebido pelo rei do país. Em agradecimento , Frixo sacrificou o carneiro para os deuses e deu o velo de ouro para o rei Eetes, que entregou a mão de sua filha em casamento para Frixo.

Mais tarde Jasão convocaria os Argonautas com a missão de recuperar o velo de Ouro. O navio dos Argonautas figura na constelação Argo Navis, e vários dos heróis que acompanharam Jasão também figuram em outras constelações, como Hércules, os Dióscorus de Gêmeos, Orfeu da constelação do Cisne, Orion , além de uma comitiva que chegava a 50 heróis no total. Para obter o velo de ouro, Jasão precisou se sujeitar a trabalhos impossíveis ordenados pelo rei Eetes, e recebeu ajuda da feiticeira Medeia que era filha de Eetes, tendo que finalmente enfrentar um dragão que guardava o troféu.

Em resumo, atos heróicos, sacrifícios e um troféu estão entre os principais símbolos desta constelação do ponto de vista grego. Pode também simbolizar o cordeiro sacrificado por Abraão e que iniciou a tradição judaica antiga de sacrifício de cordeiros para expiação de pecados. Fato é que os carneiros e ovelhas eram importantes na alimentação da antiguidade e era comumente oferecidos em sacrifício. Como os deuses estranhamente preferiam apenas os Ossos e gordura dos animais, os fiéis é quem comiam a carne ao final. Era uma tradição generalizada, e perdura até hoje por exemplo em alguns festivais islâmicos.

Anatomia da Constelação de Áries

As principais estrelas da constelação de Áries formam uma linha próxima da borda norte da constelação, com a área central e mais ao sul sendo mais vazia de objetos com relevância, sobretudo para a astrologia. Nessa área com menos estrelas de destaque, várias constelações menores ja foram propostas mas terminaram não sendo adotadas. Oficialmente somente Áries persiste naquela área.

Na época dos gregos, o equinócio de primavera ocorria com o sol passando por esta constelação. Atualmente, essa constelação corresponde a longitude zodiacal que vai de 29° de Áries a 20° de Touro. Abaixo vemos abaixo as estrelas dessa constelação que são nomeadas.

Mesarthim Gamma (γ)03°28′ de Touro
Sheratan Beta (β)04°15′ de Touro
Hamal Alpha (α)07°57′ de Touro
Bharani 41 18°29′ de Touro
Botein Delta (δ)21°08′ de Touro
Posição das Estrelas calculadas para 01/01/2021

Mesarthim, Gamma (γ) Arietis, também conhecida como primeira estrela de Áries em função do ponto vernal ter coincidido exatamente com essa estrela por volta da época das consquistas de Alexandre o Grande. É uma estrela de brilho fraco, localizada na cabeça do carneiro. O nome é de origem hebraica, significando “Ministro”.

Sheratan, Beta (β) Arietis, é uma estrela localizada no chifre do carneiro. O ponto vernal se localizava sobre essa estrela na época de Hiparco, século 2 antes de cristo. O nome da constelação é árabe, Al Sharatain e significa “o sinal”.

Hamal, Alpha (α) Arietis, é uma estrela localizada na testa do carneiro. O nome vem do árabe, Al Ras al Hamal, que significa, “a cabeça da ovelha”. Outro nome antigo para essa estrela era simplesmente Arietis, palavra que atualmente designa todas as estrelas da constelação no sistema moderno de nomenclatura astronômica.

Bharani, 41 Arietis, chegou a integrar a agora obsoleta constelação de Musca Borealis. Outra constelação também obsoleta tinha essa estrela como alfa, a constelação da flor-de-lis. Se localiza atualmente no corpo do carneiro. Bharani é o nome do segundo nakshatra ou mansão lunar Hindu que tem essa como estrela principal.

Botein, Delta (δ) Arietis, é uma estrela localizada na perna traseira do carneiro. O nome vem do árabe Al Butain, que significa “a barriga”.

Significado Astrológico das estrelas de Áries

As estrelas mais importantes para a tradição e também as mais brilhantes se localizam na região da cabeça do carneiro. Hamal, a estrela alfa, é a testa do carneiro, a grande arma desse tipo de animal quando se sente ameaçado e quando está em disputas por fêmeas ou território. Sheratan , a estrela beta, esta localizada na região que corresponde a um dos chifres. Ptolomeu associava as estrelas da cabeça com a combinação marte/saturno, sendo consideradas maléficas, violentas, etc. As estrelas do corpo ( com o pelego sendo feito de ouro de acordo com a mitologia) tinham natureza de vênus/saturno.

Sheratan, a estrela Beta, é um dos chifres, tem o significado básico da teimosia e da obstinação manifestas num sentido negativo. Hamal é a testa do carneiro, é a estrela alfa da constelação sendo a mais importante. Indica impulsividade, obstinação, teimosia, imprudência, temeridade e pode ser indício de acidentes devido a falta de flexibilidade. É sinal de brusquidão, pode indicar força física, e levar alguns dos nativos aos esportes violentos ou a carreiras militares. Podem se expor desnecessariamente a riscos.

Bharani é a estrela que da nome ao segundo nakshatra hindu, associado a deusa Kali, significa intensidade e extremos de comportamento.

A constelação de Peixes

A constelação de Peixes, oficialmente Constelação de Pisces, é uma constelação zodiacal que se localiza na eclíptica, o caminho do trânsito anual do sol. É o local onde se localiza atualmente o ponto vernal, que se deslocou de Áries para Peixes no início do primeiro milênio após Cristo , e que tende a se deslocar para Aquário nos próximos séculos.

Essa constelação foi concebida na Babilônia , de onde se irradiou para Pérsia, Egito, Grécia e India com esta mesma representação: Um par de Peixes, nadando em direções opostas e unidos por uma corda.

Mitos da Constelação de Peixes

O principal mito associado a esta constelação está relacionado a Guerra dos deuses contra os titãs. Os titãs foram derrotadas e banidos para o submundo ao fim da Titanomaquia, que é como ficou conhecido este conflito. Depois de derrotada, Gaia copulou com o próprio tártaro (o inferno grego) e dessa união nasceu o gigante tifão , a mais terrível e tenebrosa das criaturas, que ela enviou para a superfície para vingar os titãs e destruir os deuses olímpicos.

O primeiro deus a ver o Tifão foi Pã, o deus dos bosques selvagens e do pânico, que se transformou numa cabra aquática para conseguir fugir da criatura. Esse fragmento de mito é um dos que explicam a constelação de Capricórnio. Depois foi a vez de Afrodite e Eros (ou Cupido),que se banhavam em um rio. Eles começaram a fugir nadando e se transformaram em Peixes para conseguir nadar mais velozmente. Por conta do caos da fuga, ataram-se com uma corda para que não terminassem se separando. E assim é explicada essa constelação.

A própria Afrodite pode ser considerada uma titã quando se leva em conta um dos seus mitos de nascimento. Quando Cronus castrou Urano, que copulava Gaia incessantemente , suas últimas gotas de semen caíram sobre o mar, o que explica a espuma formada pelas ondas. Da espuma fecundada nasceu Afrodite, a deusa que personifica o amor e o sexo. Porém, uma outra versão descreve Afrodite como filha de Zeus com Dione , existindo inclusive diferentes denominações para a deusa a depender da Origem: Afrodite Urânia, fruto da castração de Urano, e uma deusa do amor celestial, elevado, como o amor fruto da amizade ou das relações de sangue. E Afrodite Pandemos, o amor comum, do povo, mais associado ao sexo e a luxúria.

Afrodite , junto de Apolo , era uma deusa da beleza. Mas enquanto apolo simbolizava uma beleza física mais associada ao vigor, a saúde e a virilidade dos homens, Afrodite estava ligada a uma beleza mais estética relacionada a roupas , perfumes, maquiagens , flores, decorações e ao corpo feminino. Seu culto é na verdade um sincretismo de outros cultos praticados na Turquia, como o culto de Ishtar e Astarte, que eram deusas da Mesopotâmia que tinham os mesmos atributos e rituais de adoração muito similares. Nesse sentido, Afrodite é a mais antiga, porque essa linha de sucessivas sincretizações remonta à deusa Inanna da Suméria, uma das primeiras civilizações conhecidas.

Apesar de casada com Hefesto, deus que personificava o trabalho nas cidades, das invenções , da metalurgia e do próprio fogo, o coração de Afrodite ardia verdadeiramente por Ares, o impetuoso e viril deus da guerra. Com ele Afrodite teve vários filhos, dentre eles Eros, ou na versão romana, Cupido. Eros é assim a personificação desse amor-tesão, carnal e incontrolável, e seu atributo era um arco com o qual ele disparava setas responsáveis por deixar suas vítimas apaixonadas. Era o filho preferido de Afrodite e seu companheiro inseparável, o que levou a um problema porque ele não crescia. Quando Afrodite começou a lhe dar irmãs, Eros cresceu e se separou da mãe, e terminou se casando com a mortal Psiquê.

O casamento de Eros e Psiquê tinha uma condição muito simples: Ela jamais poderia ver o rosto do marido, mas um dia ela não suportou a curiosidade e o espiou enquanto ele dormia, que acordou e se separou dela. Depois disso Psiquê ficou vagando sozinha pelo mundo até a sua morte. Eros então foi até o tártaro interceder por sua amada e a resgatou, dessa vez a levando para viver com ele no Olimpo, onde ela também se tornou imortal ao consumir a Ambrosia.

 “Iēsous Christos Theou Yios Sōtēr”, que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador” (em grego antigo, Ἰησοῦς Χριστός, Θεοῦ ͑Υιός, Σωτήρ)

Jesus Cristo era simbolizado por um Peixe em algumas representações, e ele é uma figura que pode muito bem ser associada com essa constelação. Inclusive a Era de Peixes, descrita como era Cristã, especialmente se você gostar de ver as coisas sob a ótica eurocêntrica , é explicada em função da mudança do ponto vernal para peixes ainda durante a época do império romano e que iniciaria um período de expansão do cristianismo, que foi marcante porém, somente a partir do período das grandes navegações.

A verdade é que de fato, muitos dos valores mais nobres do cristianismo: piedade, caridade, compaixão, sacrifício e doação, são valores associáveis ao eixo Peixes-Virgem, sobretudo a Peixes enquanto signo. E várias passagens do novo testamento fazem alusão a Peixes e coisas relacionadas: O batismo nas águas do rio Jordão, o momento em que Jesus caminha sobre as águas para testar a fé dos seus discípulos, quando ele os ensina a pescar, quando realiza o milagre da multiplicação de pães e peixes … Sem falar na contraparte de Cristo, sua mãe, a Virgem, que se localiza na constelação oposta.

Entretanto, a Constelação mostra Peixes nadando em direções diferentes. Um deles nada na direção Norte, de maneira vertical indo de encontro ao ventre de Andrômeda, num movimento de ascensão, sendo este associado a Cristo. O outro Peixe em sentido horizontal, na direção leste, na direção da constelação de Aquário. Esse é associado ao “anticristo”.

Anatomia da Constelação de Peixes

Peixes é a 14° constelação em termos de área, com cerca de 889 graus quadrados. É uma constelação que pode ser vista em quase todas as partes do planeta, com exceção da Antártida onde ela nunca ascende, por ser uma constelação localizada atualmente no hemisfério norte do céu. Quase todas as estrelas de Peixes correspondem ao signo de Áries atualmente.

As estrelas de Peixes não são muito brilhantes e não formam asterismos muito claros. As constelações zodiacais vizinhas, Áries e Aquário, também não são tão fáceis de encontrar, então não servem de referência. Se quiser observar Peixes, é mais fácil primeiro encontrar a constelação de Pegasus que forma um asterismo em forma de quadrado muito bem definido. A constelação de Peixes está tanto a oeste quanto a sul dessa constelação, que na realidade envolve boa parte da constelação de Pegasus. Peixes também tem poucas estrelas com nome próprio, e apenas 2 com importância astrológica.

Fumalsamakah Beta (β)18°52′ de Peixes
Al pherg Eta (η)27°06′ de Áries
Torcularis Septentrionalis Omicron (o)28°02′ de Áries
Alrisha Alpha (α)29°40′ de Áries

Fumalsamakah, Beta (β) Piscium, é a estrela localizada no Peixe que se move na direção Leste. O nome é árabe, Fum al Samakah, que significa “boca do peixes”.

Torcularis Septentrionalis, Omicron (o) Piscium é uma estrela localizada na corda ligada ao peixe do norte. Torcularis significa “cheio” em latim, e era usado também pra se referir a Adegas de vinhos.

Al pherg, Eta (η) Piscium, é a estrela mais brilhante da constelação de Peixes, não sendo ela muito brilhante porém, quando comparada a estrelas de outras constelações. Ela está localizada na cauda do Peixe que nada na direção norte. Seu nome babilônico era Kullat Nunu, que significa corda do peixe.

Alrisha, Alpha (α) Piscium, é a estrela alfa de Peixes, localizada no objeto que une as duas cordas dos Peixes da constelação. É ligeiramente menos brilhante que Al pherg, mas ambas são bem difíceis de se observar, a não ser em noites particularmente secas e escuras, sem poluição luminosa. O nome vem do árabe Al Risha, que significa corda.

Significado astrológico da Constelação de Peixes

As estrelas da constelação de Peixes (e não o signo) tem a natureza de Júpiter e Saturno. Significam vitórias as custas de dificuldades e sacrifícios. É uma mistura do terror causado por Tifão (Saturno) e o sucesso da fuga empreendida por Afrodite e Eros. Representa particularmente bem a jornada de Cristo, que é julgado e crucificado antes de ascender até o céu na mitologia Cristã.

Somente Al Pherg e Alrisha tem destaque na tradição astrológica, e ambas estão próximas longitudinalmente, atualmente entre 27° e 29° de Áries. Manilus diz ainda que as pessoas que são marcadas por essas estrelas serão amantes do oceano, e podem ter um talento natural para a navegação.

A constelação de Cetus

Cetus é uma grande constelação do hemisfério sul do céu sendo adjacente as constelações de Peixes e Áries. Aliás, durante um dia do ano (27 de março) o sol, astronomicamente, sai dos limites da constelação de Peixes e faz uma rápida passagem pela constelação de Cetus. Daqui a algumas centenas de anos o ponto vernal , que é o dia do equinócio da primavera, vai coincidir com essa região. Essa curiosidade é interessante pra mostrar a arbitrariedade das constelações, porque são um construto humano, uma forma de organização do céu que é arbitrária.

A constelação de Eridanus faz o limite sul de Cetus. Apesar de grande,Cetus não tem estrelas muito brilhantes, destacando-se somente 4 estrelas. Dessas, 2 de razoável importância pra astrologia: Deneb Kaitos e Menkar.

A palavra Cetus está diretamente relacionada a palavra Cetácea, a ordem de mamíferos a qual pertencem as baleias. Cetus é portanto uma Baleia, e seu nome em outros idiomas faz referência direta a isso.

Mitologia da Constelação de Cetus

A ideia original dos gregos é atribuir esta constelação ao terrível monstro marinho que foi enviado por Posseidon pra destruir a Etiópia, e que exigia em sacrifício a bela Andrômeda pra que o reino fosse poupado. Esse monstro foi destruído pelo herói Perseus, cuja constelação fica paralela a cetus, mas no hemisfério norte, do outro lado da constelação de Áries. Na verdade o casal Perseu e Andrômeda estão lado a lado na região oposta a de Cetus. O monstro foi morto ao olhar a cabeça da medusa, portada por Perseu, o que fez com que ele imediatamente se transformasse em pedra. Por esse e por outros motivos é que a natureza básica dessa constelação a associa ao planeta saturno.

Em outras culturas esse ideal de monstro marinho teve outras acepções. Uma das mais importantes é a divindade mesopotâmica, a deusa oceânica Tiamat, que era representada na forma de um monstro marinho ou dragão. Tiamat seria responsável pela criação de tudo o que existe, sendo uma entidade absoluta, doadora de vida. No livro de Jó a descrição feita sobre o leviatã o faz se assemelhar muito a ideia contida na mitologia grega, do monstro enviado por Posseidon.

Outra lenda aparece na bíblia e se refere a baleia que engole o profeta Jonas. A baleia dessa passagem bíblica é um cachalote, o maior animal carnívoro que existe no mundo, e que na época de Jonas habitava e era comum na região do Mediterrâneo (hoje não mais). A história não é completamente absurda, porque se sabe por exemplo que essas baleias carregam seus filhotes feridos na boca.

O cachalote também é personagem central de uma lenda contemporânea, Moby Dick. Curiosamente, a obra foi lançada em 1851. Neste ano os Planetas Urano e Plutão estavam passando pelo final do signo de Áries e formaram conjunção ao grau correspondente ao da estrela Mira , uma das mais importantes da constelação de Cetus, que ficava nesta época aos 29° de Áries. Saturno por sua vez passava também pelo terceiro decanato de Áries e formava conjunção com Baten Kaitos, outra estrela bem importante desta constelação. Cito esses planetas lentos por se tratar de uma manifestação cultural, de importância coletiva, e que carrega simbolismos paralelos ao das estrelas fixas tocadas pelos geracionais da época.

O leviatã também aparece na bíblia, sobretudo no apocalipse e foi uma imagem recorrente até pouco tempo atrás, associado pelos pescadores a monstros marinhos causadores de acidentes e naufrágios. O leviatã é encarado também como um demônio, um dos príncipes do inferno.

Entre os Vikings e celtas existiam lendas relacionadas a criatura conhecida como Kraken, representada não como uma baleia, mas como um polvo gigantesco. Acredita-se que a lenda do Kraken possa ser verídica a julgar pelo tamanho de algumas espécias de lulas colossais que ja foram encontradas. Essas lulas tem como predador natural justamente o cachalote, e diversos exemplares deste tipo de baleia são encontrados com ferimentos graves advindo das lutas contra esses gigantes. As lulas colossais podem chegar a impressionantes 15 metros.

O escritor de ficção H. P. Lovecraft traz uma lenda contemporânea muito interessante e que pode ser associada diretamente a temática desta constelação: Cthulhu, uma criatura marinha gigantesca, monstruosa, horrenda e causadora do mais profundo horror e desespero , manifestação da maldade , do ódio e da corrupção mais hedionda que possa ser concebida. Na realidade, Cthulhu seria uma entidade alienígena que vivia nas profundezas oceânicas da terra, adormecida antes mesmo de haver vida no planeta. A ideia do despertar de Cthulhu seria a ideia do despertar do mal, do fim e da destruição, e no universo criado por Lovecraft havia inclusive um culto empenhado em trazer a criatura a vida. Um filme recente foi muito inspirado nesta história, O monstro de Cloverfield, de 2008.

Índios amazônicos projetam nessa constelação um jaguar, que é associado ao deus das tempestades, furacões e calamidades naturais de uma maneira geral.

Anatomia da Constelação de Cetus

Cetus é a 4° maior constelação do céu, localizada no hemisfério sul, e ocupando uma área de mais de 1000 graus quadrados. Ela se localiza numa região do céu que é chamada de mar, porque é repleta de constelações cujas representações são criaturas marinhas ou relacionadas a água: Peixes, aquário, capricórnio, cetus, eridanus, Peixe austral, cisne, etc.

Veja abaixo uma lista com as estrelas de Cetus que são nomeadas:

Deneb Kaitos Beta (β)02°52′ de Áries
Baten Kaitos Zeta (ζ)22°14′ de Áries
Mira Omicron (ο) Ceti01°46′ de Touro
Kaffaljidhma Gamma (γ)09°43′ de Touro
Menkar Alpha (α)14°36′ de Touro
Posição das estrelas calculadas para 01/01/2021

Deneb Kaitos, Beta (β) Ceti, é uma estrela localizada na cauda do monstro marinho. O nome da estrela vem do árabe, Al Dhanab al Kaitos al Janubiyy, que significa a parte sul da cauda da baleia. Não é uma estrela muito brilhante, mas é a que mais se destaca na constelação, sendo hoje mais brilhante do que a alfa.

Baten Kaitos, Zeta (ζ) Ceti, é uma estrela amarela localizada na barriga de Cetus. O nome vem do árabe Al Batn al Kaitos, que significa a barriga da baleia.

Mira, Omicron (ο) Ceti, é uma estrela dupla e oscilante, cujo brilho varia ao longo do ano na madida em que seu sistema binários se movimenta. Especialmente quando observada no telescópio, exibi cores fortes que lembra joias. O nome vem do latim mirus, que significa maravilhoso. Fica localizada no pescoço de Cetus.

Kaffaljidhma, Gamma (γ) Ceti, é uma estrela localizada no olho esquerdo de Cetus. O nome é árabe, Al Kaff al Jidhmah, e na realidade serve para se referir ao conjunto de estrelas que se localiza na Cabeça de Cetus. Significa “a mão curta”.

Menkar, Alpha (α) Ceti, é uma estrela laranja localizada na boca aberta de Cetus. Também chamada de Minhar, vem do árabe Al Minhar, e significa nariz. É a estrela mais importante e mais conhecida devido a sua posição ser a mais norte da constelação. No dia 21 de dezembro, solstício de verão do sul e inverno no norte, ela aparece culminando logo após o por do sol.

Significado Astrológico de Cetus

De modo geral, Cetus é uma constelação maléfica, que simboliza medos irracionais e dificuldades. Sua natureza é semelhante a Saturno e assim se manifestam todas as suas estrelas. Cetus é quase como uma lição , pra apendermos que por maior que pareçam os problemas, não é uma atitude temerosa e a paralisia que vai nos ajudar a vence-los. As pessoas que nascem sob os auspícios dessa constelação são dotadas de disciplina e cautela, talvez em excesso, e podem precisar enfrentar sentimentos melancólicos e uma tendência a paralisar diante das dificuldades.

Deneb kaitos tem natureza saturnina, está relacionada a autodestruição em diversos níveis e a melancolia. As pessoas afetadas por essa estrela podem se mostrar mais cautelosas e temerosas em relação a vida, podendo apresentar diversas formas de inibições, a depender do planeta que faz o contato.

Baten Kaitos é outra estrela não muito positiva, numa aparente alusão a história de Jonas que foi engolido e transportado pela baleia a sua revelia, essa estrela pode sugerir mudanças na vida que estão completamente fora do controle do nativo, especialmente mudanças geográficas. Também tem natureza de saturno indicando cautela e algumas inibições, mas não tanto quanto a estrela anterior.

Mira tem a natureza de Jupiter e saturno indicando perseverança, cautela e capacidade de solucionar grandes problemas com esforço e industriosidade. A pessoa tende a ser severa e rigorosa e pode ser autoritária. Por outro lado, pode indicar melancolia e grandes decepções e fracassos na vida em outro extremo. Hitler tinha o sol em conjunção com essa estrela.

Menkar é a boca do monstro. De natureza saturnina, indica perigo de atrair inimigos por motivos pequenos, limitações e impedimentos associados ao planeta que toca a estrela e preocupações ligadas a vivência daqueles temas. Essa é a estrela mais importante e mais brilhante da constelação, a estrela alfa. Ela pode sugerir temores, medos exagerados e um excesso de cautela que limita a pessoa .

A constelação de Andrômeda

Andrômeda é uma constelação localizada próxima ao equador celeste, no hemisfério norte do céu, paralela as constelações zodiacais de Peixes e Áries; Do lado oposto na parte sul está a constelação de Cetus. Mais ao norte de Andrômeda estão também as constelações de Cepheu e Cassiopéia, seus pais. ao lado de Andrômeda está a constelação de Perseus, seu herói e amado.

Todas essas constelações juntas fazem parte do mesmo esquema mitológico e estão intimamente relacionadas com as constelações de Peixes, Áries e Touro. Andrômeda particularmente é uma constelação que tem uma natureza muito semelhante a de Peixes, mas isso indo muito mais para o lado da exaltação de Vênus neste signo: é uma constelação venusiana por excelência. É a clássica representação da donzela indefesa que é salva pelo príncipe (Perseu) de uma fera terrível (Cetus).

Os mitos da constelação de Andrômeda

Andrômeda era filha do Rei da Etiópia, Cefeu, e de Cassiopéia. Cassiopéia era uma mulher descrita como fútil e vaidosa, e certa vez afirmou que era mais bela do que todas as Nereidas (divindades protegidas por Posseidon) , o que causou a ira do Deus das águas. Como punição, Posseidon decidiu enviar uma besta marinha gigantesca com a missão de destruir o reino da Etiópia. A condição para a não destruição da Etiópia era que Cefeu e Cassiopéia entregassem sua filha em sacrifício para Posseidon, que seria devorada pelo monstro.

Para salvar o reino, Cefeu não teve alternativa a não ser entregar sua filha. Assim Andrômeda foi levada para um rochedo na costa do antigo reino da Etiópia (que também englobava parte da Arábia em tempos antigos). Quando estava para ser devorada pelo monstro, Andrômeda é salva por Perseu que acabara de derrotar a Medusa e ainda portava a cabeça daquele monstro. Usando do poder diabólico da cabeça da Medusa, Perseu fez com que a Besta marinha olhasse nos olhos da Medusa, petrificando a fera. Assim Perseu quebrou as correntes que mantinham Andrômeda presa ao rochedo e a tomou como esposa, salvando, dessa forma, o reino da Etiópia da destruição. Andrômeda e Perseu criaram a linhagem que daria origem ao povo Persa, de acordo com a mitologia.

Anatomia da constelação de Andrômeda

Na direção da constelação de Andrômeda pode-se observar o objeto mais distante observável a olho nu no céu, a Galáxia de Andrômeda, nossa vizinha. Andrômeda não é tão difícil de se localizar , uma vez que se saiba pra onde olhar. Ela fica na região mais ao norte do céu, próxima de Peixes. Localizando-se a constelação de Pégasus (que forma um quadrado), Andrômeda forma uma espécie de linha reta prolongando-se a partir deste quadrado.

A melhor época pra se observar Andrômeda é a partir de Outubro quando ela fica visível logo após o por do sol. Suas principais estrelas estão neste prolongamento. Se o local onde se vai realizar a observação for razoavelmente livre de poluição luminosa, é possível se avistar a Galáxia de Andrômeda na direção desta constelação. Uma luneta ou binóculo ajudaria no processo de observação. Na região sul do Brasil (e qualquer local mais ao sul), a observação de andrômeda é comprometida pela proximidade dela com a borda norte no céu. Na medida em que se vai para o norte a constelação fica mais fácil de ser observada.

A maioria das estrelas de andrômeda são pouco visíveis. Mesmo tendo uma das maiores áreas de todas as 88 constelações modernas, ela apresenta poucas estrelas de destaque. Entretanto, além da galáxia de Andrômeda, outras galáxias (mais dependentes de telescópios) podem ser encontradas na área da constelação de Andrômeda. Veja abaixo uma lista com as estrelas de Andrômeda que são nomeadas:

Alpheratz Alpha (α)14°35′ de Áries
Vertex M3128°08′ de Áries
Mirach Beta (β)00°41′ de Touro
Adhil Xi (ξ)08°09′ de Touro
Almach14°31′ de Touro
Posição das estrelas calculadas para 01/01/2021

Alpheratz, Alpha (α) Andromedae, é uma estrela binária localizada na cabeça de Andrômeda. É uma estrela dupla e a mais brilhante da constelação. Ela fazia parte da constelação de Pegasus antigamente, tanto que seu nome , que vem do árabe Al Surrat al Farras, significa umbigo ou barriga do cavalo.

Vertex, na verdade a famosa Galáxia de Andrômeda , ou M31, sua designação astronômica, é uma galáxia localizada no ventre de Andrômeda. O nome vertex é uma designação tradicional usada hoje em dia apenas na astrologia. Era conhecida antigamente como a pequena nuvem ou a rainha das nebulosas.

Mirach, Beta (β) Andromedae, é uma estrela amarela localizada na cintura de Andrômeda. Já foi chamada de Ventrale (em latim) em representações antigas em função de sua posição ventral , próxima de onde seria a vagina de andrômeda. Quando Alpheratz era incluída na constelação de Pegasus, esta era a estrela mais brilhante de Andrômeda.

Adhil, Xi (ξ) Andromedae, É uma estrela localizada onde seria a barra do vestido de Andrômeda, na altura de suas panturrilhas. Seu nome vem do árabe Al Dhail, que significa a barra de um vestido

Almach

Significado Astrológico da constelação de Andrômeda

Andrômeda está diretamente relacionada a constelação de Peixes e também ao signo oposto, Virgem, e é uma representação clássica da Vênus nos moldes do eixo Peixes-Virgem: Entregue ao sacrifício, acorrentada a um rochedo, totalmente indefesa a espera do príncipe encantado. Não à toa, as estrelas desta constelação tem todas a natureza Venusiana, indicando beleza, capacidade de atração, carisma e dons artísticos. Essas estrelas representam o desejo, a volúpia e a forte possibilidade de o nativo não conseguir conter seus ímpetos sexuais, seja homem, seja mulher. É também indício de grande potencial de atração, especialmente se uma das estrelas principais estiver em algum elemento significador da aparência física. Também costuma atrair conforto material, especialmente se a estrela Alfa ou Beta estiverem relacionadas.

Alpheraz é a estrela Alfa e está localizada aos 14° de Áries nos dias de hoje. No céu, é a estrela que está mais próxima do quadrado de Pégasus. Essa estrela também tem outro nome, Sirrah. Esta localizada nos cabelos de Andrômeda, é significadora de grande beleza, carisma e popularidade.Alguns autores incluíam essa estrela na constelação de Pégasus mas a maioria a posiciona em Andrômeda.

A Galáxia de Andrômeda, também conhecida como Vertex (M31 NGC224) está localizada muito próxima da estrela Beta de Andrômeda, atualmente aos 28° de Áries. Na figura, a galáxia fica localizada próxima a região do ventre-vagina de Andrômeda. É encarada astrologicamente como um aglomerado estelar, e é interpretada da mesma forma, podendo simbolizar problemas de visão e algo como um véu a encobrir e confundir os assuntos relacionados aos planetas/ângulos tocados. Era chamada também de pequena Nuvem porque é esse o aspecto que tem quando observada a olho nu numa noite de céu limpo e tempo seco.

Mirach é a estrela Beta, e está localizada atualmente aos 00° de Touro. É quase tão brilhante quanto Alpheraz e os significados são bem parecidos, com a diferença de que essa é considerada um pouco mais benéfica, indicando fertilidade , sorte no casamento e sendo auspiciosa no quesito vida familiar.

Almach fica localizada na região do pé esquerdo de Andrômeda aos 14° de Touro nos dias de hoje. É a região que fica mais próxima de Perseus, sendo na região que passa por essa estrela, a constelação do triângulo e a constelação de Perseus que ocorre a chuva de meteoros das Perséiades. Por esse motivo os Chineses consideravam essa como uma região especialmente afortunada do céu, porque entendiam as estrelas cadentes como bons augúrios. Essa região era conhecida entre os chineses como “o grande general dos céus” e significava eminência, representando uma das mansões lunares da astrologia sideral chinesa. Na astrologia ocidental, Almach tem os significados básicos de andrômeda simbolizando carisma, atração física e sorte moderada nos assuntos venusianos, com possibilidade de aventuras extra-conjugais. das estrelas de Andrômeda, o forte desta não é exatamente na sorte matrimonial ou no carisma, mas no hedonismo e na capacidade de se extrair prazer da vida.

A constelação de Órion

A constelação de Órion é uma das mais belas e fáceis de se localizar no céu, e é uma das mais tradicionais e também cultuadas ao longo da história. É composto por um trapézio formado por 4 estrelas: Betelgeuse (Alfa), Rigel(Beta), Bellatrix (Gamma) e Saiph (Kappa). No centro deste trapézio se encontra o famoso cinturão de Órion, um asterismo em forma de linha conhecido também como as três Marias: Mintaka, Alnilam e Alnitak. Ainda na região desta constelação encontramos uma das poucas nebulosas que são visíveis a olho nu, a Nebulosa de Órion.

A importância dessa constelação para navegação, especialmente nos meses que vão de setembro a março, quando ela é mais visível no céu, foi incalculável. Isso porque é uma constelação próxima do equador celeste, e por isso é visível em quase todo o globo terrestre, com exceção de ambos os polos. Pode ser vista da latitude 85° norte até 75° sul. Essa proximidade em relação aos polos a torna uma constelação de referência, porque mesmo em noites iluminadas (com lua) ou com visibilidade parcial, seu asterismo característico ainda pode facilmente ser identificado. A primeira estrela do cinturão de Orion , Mintaka, é conhecida por marcar a posição exata do leste e do oeste nos pontos onde ela nasce no horizonte, com 1 grau de precisão.

Os Mitos da Constelação de Órion

Órion teve importância em todas as culturas que desenvolveram algum nível de astronomia, devido ao seu asterismo tão definido e ao fato de suas estrelas serem tão brilhantes.

Egito

Os antigos egípcios associavam esta constelação com o deus Osíris, que era uma das divindades mais cultuada por aquele povo, muito associado com a simbologia básica do eixo Touro-Escorpião: Ele presidia a vida, a força vital presente na terra que dá vida as plantas e era também o grande juiz que ficava na sala das duas verdades decidindo quem merecia ir para o paraíso gozar da prosperidade eterna.

Existe ainda uma teoria , sem comprovação, de que a construção das pirâmides de Gizé foi posicionada geograficamente de forma a espelhar o cinturão de Órion, com o tamanho de cada pirâmide equivalendo a magnitude de brilho das estrelas desse asterismo, conhecido no Brasil também como “as três Marias”.

O fato é que o cinturão de Órion personificava uma das principais divindades para os Egípcios, o próprio Osíris, com a estrela Sirius representando sua esposa Íris. Sirius é a estrela alfa do cão maior.

Grécia

Já os gregos associavam essa constelação a vários diferentes mitos ou versões de um mesmo mito diferentes. Órion foi venerado como herói especialmente na Região da Beócia, nos arredores das cidades de Tebas e Platéia. Ele tinha a mesma importância para essa região que os Dióscorus tinham para Esparta, ou que Perseu e Agamenon tinham na Argólida, sendo idolatrados como herói, com festivais sendo celebrados em sua homenagem. Hesíodo atribui sua filiação ao deus dos mares e das águas, Posseidon, e a uma das filhas do rei mítico Minos de Creta. Por conta disso, Órion era capaz de caminhar sobre as águas. Essa atribuição provavelmente se relaciona a posição de Órion quando ele nasce no leste, observado a partir do hemisfério norte: é como se estivesse caminhando pelo mar.

Histórias sobre os seus feitos heroicos eram múltiplas, sendo contados principalmente pelas tradições orais e poetas da Beócia. Vamos nos focar aqui nos mitos que explicam sua origem como constelação, que é o que nos importa aqui, e mesmo quando nos concentramos somente nisso, percebemos que as versões de sua história são múltiplas.

Numa delas, Órion é retratado como um gigante e um vilão, que estava levando os animais de uma determinada região a extinção. Gaia então enviou um escorpião gigante que emergiu das profundezas da terra para picar o caçador e pôr um fim a matança que ele estava promovendo. Ártemis , a deusa da caça , admirava Órion e se apaixonou por ele, e quando percebeu o Escorpião que o perseguia , tentou ela mesma dar um fim a criatura , mas acabou errando o seu disparo e atingindo Órion por engano. Em prantos ela leva seu corpo moribundo até Zeus, que o transforma em constelação.

Em outra versão, Órion é um herói e caçador habilidoso que na realidade está livrando uma região de feras terríveis. Ele se apaixona por Ártemis e o sentimento da deusa por ele é recíproco, o que desperta o ciume do deus Apolo, que era irmão gêmeos de Ártemis. Para proteger a virgindade de sua irmã, ele envia o Escorpião gigante que passa a persegui-lo. Ártemis termina por atingir o seu amado sem querer com uma de suas flechar mortais, dirigida para o Escorpião, e nesse caso, ela mesma o transforma em Constelação, com Apolo transformando o Escorpião em outra constelação, localizada em oposição a localização de Órion. Dessa forma, quando Órion está nascendo, o Escorpião está se ponto e vice-versa. Os cães de caça de Órion foram colocados pela deusa Ártemis ao seu lado para lhe fazer companhia, na forma das constelações de Cão maior e Cão Menor. Existem versões que dizem que na verdade Apolo mata Órion não somente pelos ciumes em relação a irmã, mas devido a beleza extraordinária dele. Órion é relatado como o homem mais bonito que ja existiu por fontes Beócias.

Em outra versão completamente diferente, Órion se apaixona por Ártemis e tenta violentar ela enquanto ela se banhava nua com as ninfas em um lago. Como punição, a deusa invoca um Escorpião gigante para persegui-lo eternamente, e transforma ele e o Escorpião em constelações.

Existe ainda uma intersecção entre o mito de Órion e o mito das Plêiades (aglomerado localizado na constelação vizinha, de Touro) contada na Beócia. Nesse mito, Órion se Apaixona por Pleione, a mãe das plêiades, e passa a persegui-la durante 7 anos. Num dado momento , Zeus decide interferir e transforma tanto Órion quanto as Plêiades em constelações, e até hoje Órion pode ser visto perseguindo as Plêiades. Outra versão diz que, como as Plêiades faziam parte do culto de Ártemis, a própria deusa teria enviado o Escorpião, que nesse caso o picaria no calcanhar, com Órion sendo colocado no céu junto do Escorpião como punição.

Brasil

Os índios tupi-guaranis viam as constelações de Touro e Órion como uma só , e chamavam ela de Homem-Velho (Tuya’i). Era um homem velho, que tinha uma perna só , tendo a outra cortada. As Plêiades eram vistas como um cocar de penas em sua cabeça, e Beteugeuse marcava o local onde sua perna havia sido amputada. Na mão direita ele é representado segurando uma bengala.

A história da constelação é uma tragédia tupi-guarani. Esse homem velho, quando ainda tinha suas duas pernas intactas, decidiu um dia se casar com uma índia que era mais jovem que ele. Mas ele tinha um irmão mais jovem e bonito, e sua esposa se apaixonou pelo irmão. Para ficar com o irmão do homem velho, a india cortou sua perna fora com a intenção de mata-lo. Antes de morrer porém, ele foi transformado em constelações pelos deuses que ficaram comovidos com sua história.

Essa constelação era um sinal positivo no céu, porque marcava o verão, estação de calor e chuvas.

China

Na astronomia Chinesa, a região ocupada por Órion abarcava diversos asterismos que incluíam alguma estrela de Órion ou outras dentro de sua Área. Afinal os Chineses tinham 6 vezes mais constelações do que os gregos antigos!

Os principais asterismos que incluem Órion eram o Estandarte das 3 estrelas, que inicialmente incluía apenas o cinturão de órion, mas que depois passou a incluir outras, e o bico da Tartaruga, sendo este um dos asterismos principais de todo o quadrante do Tigre Branco , marcando o inverno para os Chineses.

Povos Mesoamericanos

Os astecas viam nas constelações do cinturão de Órion uma broca de fogo que era associada a uma das divindades do fogo asteca, Xiuhtecuhtli, que testemunhou o nascimento do próprio sol. A cerimônia do fogo novo era um ritual celebrado a cada 52 anos pelos astecas quando fechava um ciclo do calendário e se iniciava um outro, e era marcada por esta constelação.

Para evitar o apocalipse nesse momento de transição de calendário, os astecas realizavam um ritual onde todo o fogo de suas cidades era apagado , e um homem era levado até o topo de uma montanha para ser sacrificado. No momento em que o cinturão de Órion ascendia no horizonte , uma broca perfurava o peito da vítima, seu coração era removido e usado para ascender uma chama, que depois partia em procissão e era utilizada para ascender outras chamas ao redor das cidades e vilarejos.

Era portanto um ritual de purificação do próprio fogo , e a constelação de Órion era vista como esse instrumento ritual e era associada com o próprio festival em si. Esse ritual não se trata de uma exclusividade asteca, tendo sido praticado por culturas da califórnia, América central e cordilheira dos andes também, com algumas modificações.

Anatomia da constelação de Orion

Orion é composto por um asterismo central de 3 estrelas em linha que formam seu cinturão e mais outras estrelas que formam os braços e pernas da figura. Sua localização é muito fácil, e o mês em que Orion passa mais tempo visível no céu é o mês de dezembro, quando Órion culmina à meia-noite. Tudo o que você tem que fazer é procurar pelas três marias, e saber quando olhar.

Em Outubro, Órion nasce por volta de 21-22:00 aqui no Brasil, já sendo plenamente observável durante a madrugada. A partir de fevereiro, Órion já se encontra alta no céu logo após o por do sol. A partir do outono ela começa a permanecer visível por cada vez menos tempo , até o ponto em que ela fica totalmente invisível , geralmente em junho, reaparecendo a partir de julho quando começa a nascer no fim da madrugada antes do amanhecer.

Abaixo temos a lista com as estrelas de Órion que são nomeadas. Note que a constelação inclui um número bem maior de estrelas, mas que não são tão brilhantes quanto aquelas do asterismo principal.

Tabit Pi3 (π3)12°13′ de Gêmeos
Rigel Beta (β)17°07′ de Gêmeos
Bellatrix Gamma (γ)21°14′ de Gêmeos
Mintaka Delta (δ)22°41′ de Gêmeos
Hatsya Iota (ι) 23°17′ de Gêmeos
Ensis M4223°16′ de Gêmeos
Alnilan Epsilon (ε)23°45′ de Gêmeos
Meissa Lambda (λ)24°00′ de Gêmeos
Alnitak Zeta (ζ)24°58′ de Gêmeos
Saiph Kappa (κ)26°41′ de Gêmeos
Betelgeuse Alpha (α)29°02′ de Gêmeos
A posição das estrelas é dada para 01/01/2021. Tenha em mente que as estrelas se movem numa média de 1° a cada 70 anos.

Tabit, Pi3 (π3) Orionis, é a estrela localizada mais a norte nessa constelação. Ela integra um grupo de outras estrelas não nomeadas na região da Constelação onde aparece uma pele de leão, e significa suportar, aguentar firme (uma provação ou dificuldade). Os persas nomeavam coletivamente a esse agrupamento, o chamando de al taj, “a coroa”.

Rigel, Beta (β) Orionis, é uma estrela dupla, beta da constelação, localizada no pé direito de Órion. Ao mesmo tempo que os pés de Órion lhe concediam o poder de caminhar pelas águas, foi também ali onde ele foi picado pelo escorpião enviado seja por gaia, Ártemis ou Apolo. A palavra Rigel vem do Árabe Rijl Jauzah al Yusra, significando literalmente pé ou perna esquerda de Órion. Jauzah é o termo árabe usado pra nomear a constelação de Órion. É na verdade a estrela mais brilhante da constelação, e a sétima estrela mais brilhante dentre todas.

Bellatrix, Gamma (γ) Orionis, é uma estrela amarelada localizada no ombro esquerdo de Órion. A palavra significa “guerreira”. Em Árabe recebe o nome de Al najid , o conquistador. Marca o braço de Órion que carrega uma pele de leão, que pode ser lida como um troféu e símbolo de suas vitórias como caçador. É também chamada de estrela amazona.

Mintaka, Delta (δ) Orionis, é a estrela que se localiza mais a oeste no cinturão de Órion. O nome vem do árabe, Al Mintakah, e significa o cinto, nome que as vezes era atribuído a todo o conjunto. Do cinturão, é sempre a primeira a nascer no horizonte leste, e teve importância gigantesca para a navegação, devido a sua posição , a menos de 23′ de arco do equador celeste atualmente, marcando um ponto de referência muito importante para localização especialmente durante a época das grandes navegações.

Hatsya, Iota (ι) Orionis, é uma estrela localizada na espada embainhada na cintura de Órion, a mais brilhante daquela região. Em árabe, seu nome é Na’ir al Saif, significando literalmente “a brilhante na espada”.

Ensis é uma nebulosa localizada na bainha da espada de Órion. Seu nome astronômico é M42, e é conhecida como a grande nebulosa de Órion.

Alnilan, Epsilon (ε) Orionis, é a estrela central do cinturão de Órion. O nome deriva do árabe Al Nathan, que significa linha de pérolas , nome que também era usado coletivamente para as demais estrelas do cinturão.

Meissa, Lambda (λ) Orionis, é uma estrela dupla localizada na cabeça de Órion. Ela aparece formando um pequeno triângulo com outras duas estrelas presentes na região que não são nomeadas. O nome árabe era Ras al Jauzah, literalmente a cabeça de Órion.

Alnitak, Zeta (ζ) Orionis, É a estrela que fica mais a leste no cinturão de Órion, sendo a última a ascender do cinturão no horizonte leste. É uma estrela tripla, e é a mais brilhante do cinturão também , sendo a quarta mais brilhante da constelação. O nome vem do árabe Al nitak, a cintura.

Saiph, Kappa (κ) Orionis, é uma estrela localizada na perna direita de Orion. O nome vem do árabe Saif al Jabbar, significando “a espada do gigante”.

Betelgeuse, Alpha (α) Orionis, é uma super gigante laranja-avermelhada, 890 vezes maior que o nosso sol. Ela costumava ser ainda mais brilhante a algumas dezenas de anos atrás, mas vem perdendo progressivamente seu brilho nos últimos tempos, com alguns cientistas afirmando que ela talvez esteja a ponto de explodir e se transformar em uma Super Nova, coisa que pode acontecer a qualquer momento. Agora ela é a segunda estrela mais brilhante em Órion, depois de Rigel, mas ainda é a nona estrela mais brilhante dentre todas. O Nome é uma corruptela do original em árabe, Ib ţ al Jauzah , a axila de Órion.

Significado astrológico de Órion

Assim o significado básico de Órion é o de um grande guerreiro/caçador. O sentido bélico também se observa no significado que se atribui a suas principais estrelas, que geralmente concedem liderança e honrarias militares. Órion está próximo das constelações de Touro e Gêmeos, na região do equador celeste, sendo visível tanto no hemisfério sul quanto no hemisfério norte. Na época dos gregos e dos romanos, metade da constelação de Órion ficava posicionada na região paralela a passagem do Sol pelo signo de Touro, e a outra metade era paralela ao signo de Gêmeos, numa região de aproximadamente 20° de longitude zodiacal. Atualmente Orion fica entre o segundo e o terceiro decanato do signo de Gêmeos (10° a 29° de Gêmeos); Veja a localização zodiacal de suas principais estrelas:

Rigel, apesar de ser a Beta da constelação de Orion é a estrela mais brilhante da constelação e se localiza atualmente aos 17° de Gêmeos. Rigel é a sétima estrela mais brilhante em todo o céu visível a partir da terra. Fica localizada no pé esquerdo de Órion e significa rapidez, agilidade, esperteza, sorte e boa fortuna. Órion era capaz de caminhar sobre as águas, então essa é a parte mais “mágica” da constelação. É indicadora de criatividade, dons musicais e artísticos de modo geral. A peculiar característica de Rigel ter um brilho bastante variável, as vezes brilhando menos do que Betelgeuse, as vezes brilhando muito mais do que esta, pode sugerir um elemento forte de “altos e baixos” na vida dos nativos que são afetados por ela.

Bellatrix é conhecida também como a dama guerreira ou a estrela amazona. A própria palavra Bellatrix, que vêm do latim, significa literalmente guerreira. Aqui ela pode muito bem personificar o espírito audacioso de Ártemis , que era a deusa portadora do Arco e Flecha. Ártemis é conhecida pela sua independência e era a deusa maior das Amazonas e uma deusa maior em Esparta, cidade estado grega famosa pelo nível de emancipação e influência política de suas mulheres na antiguidade. Fica localizada aos 21° de Gêmeos e fica no braço esquerda de Órion, o que aparece segurando um pelego de leão. Significa honrarias militares, popularidade e um pouco de sorte. No mapa de mulheres sugere atrevimento, audácia, coragem, a personificação da “mulher guerreira”.

O cinturão de Órion, formado por Mintaka(22° de gêmeos), Alnilam(23° de Gêmeos) e Alnitak (24° de gêmeos) indica indivíduos audaciosos , de espírito independente e rebelde, que não se guiam nem por religião e nem pela palavra dos pais, mas pelo que manda seu coração . Por conta disso, tendem a conquistar coisas além do que seria esperado para eles, mas ao mesmo tempo se expõem a riscos e criam inimigos devido a sua insubmissão.

Saiph fica na perna direita de Órion , aos 26° de Gêmeos , e não tem significado especial além do geral da constelação que é a autoconfiança e o espírito audacioso.

Betelgeuse era tida como a estrela mais brilhante de Orion (sendo considerada até hoje como a alfa desta constelação) mas foi desbancada por Rigel porque passou a perder brilho nos últimos tempos. Fica localizada aos 29° de Gêmeos, na região do ombro direito de Órion, do braço que segura uma espada. No século XX porém, ela ficava em 28° de Gêmeos. Significa agressividade, coragem, força, honrarias e vitórias militares, sucesso e amizade com pessoas poderosas, além de criatividade e dons artísticos. Era também associada a explosões, incêndios e mortes causadas por raios, tendo portanto um simbolismo bem uraniano se pensarmos num contexto moderno.

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