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A constelação de Eridanus

A constelação de Eridanus é uma das maiores do céu noturno, localizada no hemisfério sul celeste , entre longitudes que vão do signo de Peixes até Gêmeos. Ela representa um rio mítico, que “nasce” nos pés de Órion, próximo de Rigel, e que após percorrer um caminho sinuoso, deságua indo em direção ao extremo sul do céu. O nome da constelação é o mesmo que o antigo nome do Rio Pó na Itália, rio que nasce nos alpes e atravessa o norte da Itália desaguando próximo de Veneza.

É uma constelação que não forma asterismo muito claro , e também não tem muitas estrelas brilhantes. As mais destacadas são as que marcam as extremidades, Cursa, a nascente, e Achernar, a foz do rio. A melhor maneira de encontra-la é localizando a costelação de Orion, e olhando na direção sudeste do céu a partir de Rigel, a estrela mais brilhante de Orion.

Mitologia Associada a constelação de Eridanus

A origem da constelação é babilônica, e o nome original era Mulnunki, que significa “Estrela de Eridu”. Eridu por sua vez foi uma das cidades mais antigas do mundo , fundada pela civilização Suméria e era dedicada ao deus das águas Enki-ea, por se localizar numa região pantanosa, no delta do Tigre e Eufrates.

Na Grécia antiga originalmente essa constelação não representava um rio, mas o caminho percorrido por Faeton, o filho do deus Sol Hélios, quando ele pegou emprestada a carruagem solar do seu pai. Faeton perdeu o controle e traçou um caminho errático no céu, e estava colocando todo o mundo em risco de ser consumida pelas chamas do sol, até que ele foi acertado por um trovão enviado por Zeus, que finalmente o matou.

Os Egípcios viam ali o seu rio Nilo , enquanto os Atenienses viam ali um rio que cruzava a cidade, até que o nome da constelação mais tarde passou a designar o Rio Pó na época do Império Romano. É uma constelação que representa os rios de uma maneira geral, elementos geográficos fundamentais na constituição das civilizações ao longo da história.

Anatomia da Constelação de Eridanus

Eridanus é a sexta maior constelação do céu, com 1138 graus quadrados de área. Ela toca em diversas outras constelações ao longo do seu caminho: Orion, Touro, Cetus, Lebre, Pomba, Cinzel, Relógio, Tucano, Fênix e Fornalha. Esse rio nasce próximo do equador celeste e vai em direção ao leste , fazendo uma curva acentuada e se voltando para o oeste, onde faz uma segunda curva e desce em direção ao sul.

Não é uma tarefa fácil identificar essa forma no céu noturno ,mas a referência de Orion ajuda a saber onde a constelação começa. O hemisfério Sul é o melhor local para observação dessa estrela, especialmente a partir de novembro, quando ela ja está inteira no céu logo no começo da noite. Em latitudes superiores a 30° Norte ela será vista parcialmente , e acima dos 60° norte ela é invisível.

Achernar Alpha (α)15°36′ de Peixes
Acamar Theta (θ)23°33′ de Áries
Angetenar Tau (τ2) 02°55′ de Touro
Azha Eta (η)09°02′ de Touro
Zibal Zeta (ζ)14°07′ de Touro
Rana Delta (δ)21°09′ de Touro
Zaurak Gamma (γ)24°09′ de Touro
Beid Omicron (ο129°43′ de Touro
Theemin Upsilon (υ100°10′ de Gêmeos
Keid Omicron (ο)00°28′ de Gêmeos
Sceptrum 5305°32′ de Gêmeos
Cursa Beta (β)15°34′ de Gêmeos

A moderna constelação de Fornax, a Fornalha, fazia parte de Eridanus originalmente.

Estrelas de Eridanus em Peixes e Áries:

Achernar, Alpha (α) Eridani, É uma estrela localizada na foz do Rio Eridanus. Esse título antigamente pertencia a Acamar, porque Achernar não ascende na latitude da Grécia. O nome significa “boca do rio”.

Acamar, Theta (θ) Eridani, é uma estrela localizada próxima ao fim de Eridanus. Para os gregos a constelação terminava ali , porque a estrela Alfa Achernar era invisível daquela latitude. Por isso ela recebia o nome que é dado pra Achernar. Os árabes porém adotaram outra forma para o nome, Acamar, mas o significado é o mesmo: O fim do rio.

Estrelas de Eridanus em Touro:

Angetenar, Tau (τ2) Eridani, é uma estrela localizada no rio Eridanus. Ela fica na região da curva mais acentuada do rio, próxima a constelação de Cetus. O nome dela significa literalmente “a curva do rio”, e vem do árabe.

Azha, Eta (η) Eridani, é uma estrela localizada na constelação de Eridanus. Por se localizar numa região onde ficava um asterismo árabe chamado “ninho de avestruzes”, seu nome significa literalmente isso. Os persas consideravam ela fazendo parte de Cetus e a chamavam de “As tetas da baleia”.

Zibal, Zeta (ζ) Eridani, ela também compunha o asterismo do ninho de avestruz onde hoje temos a curva de Eridanus próxima a Cetus. O nome significa “filhote de avestruz”.

Rana, Delta (δ) Eridani, é uma estrela em Eridanus o Rio. O nome é latim e significa rã; é o Nome científico do gênero das rãs inclusive.

Zaurak, Gamma (γ) Eridani, é uma estrela da constelação de Eridanus. O nome é o termo árabe para barco.

Beid, Omicron (ο1) Eridani,  é uma estrela de Eridanus que fazia parte do ninho de Avestruz árabe. O nome significa Ovo de Avestruz.

Estrelas de Eridanus em Gêmeos:

Theemin, Upsilon (υ1) Eridani, é uma estrela localizada na segunda curva de Eridanus. O nome é uma corruptela da palavra árabe para Avestruz.  

Keid, Omicron (ο) Eridani, é mais uma estrela de Eridanus que fazia parte do asterismo obsoleto do ninho de Avestruz. O nome significa “casacas de ovos”.

Sceptrum, 53 Eridani, é uma estrela a leste da nascente de Eridanus, e o termo latim no nome significa cetro. Esse nome é referência a uma constelação obsoleta, criada no século XVII.

Cursa, Beta (β) Eridani, é a estrela que marca a Nascente do rio Eridanus, um pouco acima de Rigel da constelação de Orion. O nome vem do árabe, e significa “trono”.

Significado Astrológico da Constelação de Eridanus

A constelação de Eridanus tem natureza de Saturno, o que não significa que ela seja maléfica por isso. Na realidade os significados dela são positivos: Ela indica busca por conhecimento ao longo da vida, bom senso, sabedoria, e uma vida marcada por viagens e aprendizado. Existe humildade e a capacidade tanto de ensinar quanto de aprender. Ela indica ainda gosto e envolvimento com coisas ligadas a água, como navegação , e risco de acidentes na água e afogamentos.

Achernar, a estrela Alfa, está associada a fé, ética, compaixão e religiosidade. Indica sucesso em questões religiosas, científicas, acadêmicas ou estudantis em geral. Como a foz do rio, a pessoa está preocupada em compartilhar com o mundo o que ela sabe e se sente feliz quando pode contribuir para o coletivo.

Cursa, a estrela Beta, marcando a nascente do rio indica também sucesso em questões estudantis, acadêmicas, científicas ou religiosas, mas fala principalmente de uma pessoa cuja natureza é intuitiva e criativa. É o local de onde as “águas” do rio brotam.

A constelação de Gêmeos

A constelação de Gêmeos (ou Gemini) é uma das constelações do zodíaco localizada na porção Norte do planisfério celeste, por onde passa a linha da eclíptica (o caminho anual percorrido pelo Sol) . Esta constelação atualmente marca o solstício de Verão no hemisfério Norte e o solstício de Inverno no hemisfério sul, correspondendo na realidade, em grande parte, com o signo de Câncer nos dias atuais.

Ela é facilmente reconhecível por ter um asterismo identificável, estrelas suficientemente brilhantes, e por ser vizinha de constelações ainda mais marcantes. Gêmeos fica próxima de Touro, Auriga, Órion, Cão Maior e Cão Menor, uma região particularmente importante do céu que conta com algumas das estrelas mais brilhantes.

Mitos associados a Constelação de Gêmeos

Egito, Mesopotâmia e Índia.

Na Mesopotâmia, mais precisamente entre os Assírios, existia uma dupla de divindades conhecida como Lugal-irra e Muslamta-ea que eram gêmeos e associados a portas, portões, caminhos , estradas e passagens. Eles guardava as portas do submundo , e eram responsáveis por cortar a ligação dos mortos com seus corpos para que eles pudesse entrar no submundo. Essa é a origem da representação dos Gêmeos para esta constelação , que depois foi assimilada na Grécia e na Índia.

Os egípcios em tempos antigos enxergava duas cabras nesta constelação. Eram associadas ao Deus Khnum, que tinha uma cabeça de cabra e foi uma das divindades antigas do rio Nilo, relacionado as suas cheias, adorado principalmente em Elefantina (atualmente Assuã). Com a influência Assíria e depois greco-romana, os egípcios modificaram sua representação da constelação e passaram a adotar os gêmeos divinos de outras culturas.

Na Índia existe uma dupla de Gêmeos que também é associada a essa constelação. A diferença é que os gêmeos indianos são de sexos diferentes. Um deles se chama Yama e a outra se chama Yami. A palavra yama significa gêmeo em sânscrito. Yama na mitologia hindu foi o primeiro homem a morrer, e em virtude do seu “pioneirismo”, tornou-se regente dos mortos.

O principal paralelo que encontramos entre Yama e Yami e a mitologia grega está no mito de Hades e Perséfone. Dessa forma, Os gêmeos, numa perspectiva hindu seriam os equivalentes ao que conhecemos por Hades e Perséfone, com a diferença de que além de Yama e Yami formarem o primeiro casal de todos, eles eram também irmãos gêmeos.

Mitologia Greco-Romana

Os gêmeos quase sempre são retratados como irmãos e jovens guerreiros. Na mitologia Greco-Romana a constelação de Gemini corresponde aos gêmeos Póllux e Castor, que por sua vez dão o nome para as principais estrelas da constelação. Também é relacionada a Hércules e Apolo, que não são gêmeos, mas são meio irmãos e talvez os dois filhos preferidos de Zeus. Apolo por sua vez tem uma irmã gêmea, Ártemis deusa da lua e da caça que frequentemente é associada ao signo oposto a Gêmeos, Sagitário.

Polux e Castor

Castor e Polux na mitologia grega são irmãos gêmeos filhos da mortal Leda, porém de país diferentes. Polux era filho de Zeus (sendo assim imortal) e Castor era filho de Tíndaro (Rei de Esparta), sendo assim um mortal. Inseparáveis, os dois irmãos eram chamados as vezes de Dióscorus (filhos de Zeus, apesar de somente um deles o ser de fato), as vezes de Castores. Etimologicamente seus nomes estão relacionados diretamente ao animal Castor da natureza, conhecido pela sua engenhosidade (é aquele animal que constrói represas com gravetos).

Leda era a rainha de Esparta, esposa de Tíndaro. Era uma mulher muito bela e íntegra, e por isso chamou atenção de Zeus, que se metamorfoseou em um Cisne para conquista-la. Zeus apareceu pra Leda na forma de Cisne quando ela se banhava em um lago. Encantada com a beleza do animal, ela o colocou no seu colo. Foi o suficiente pra que Zeus conseguisse fecunda-la. Existe uma constelação no céu (Cygnus, o Cisne) que representa Zeus metamorfoseado, simbolizando este evento peculiar.

Desse intercurso, nasceram 4 criança colocadas em 2 ovos que continham cada um deles um casal de irmãos: Pollux e Helena (filhos de Zeus) e Clitemnestra e Castor (Filhos de Tíndaro). Os filhos de Zeus foram adotados por Tíndaro e foram todos criados juntos e eram muito unidos. E a constelação de Gemini, representando especificamente Pollux e Castor por que eles eram figuras populares, considerados protetores dos navegantes.

Os Dióscorus eram como padroeiros de uma das cidades mais expressivas da cultura grega clássica, Esparta. Eram adorados ainda em diversas outras regiões da Grécia, em especial no Peloponeso. Pollux e Castor eram guerreiros muito valentes e um dos seus maiores feitos foi a expulsão dos piratas da costa da Grécia, onde lutavam completamente desarmados. Por esse motivo eram tidos como protetores dos navegadores.

Fizeram parte também da comitiva dos Argonautas na busca pelo velo de ouro. Como Castor era mortal, quando este morreu Pollux implorou por sua vida a Zeus solicitando que ele também lhe concedesse a imortalidade. Dessa forma Zeus teria os colocado no céu na constelação conhecida como Gemini.

Hércules e Apolo ou Hermes e Apolo

Hércules foi filho de Zeus com a mortal Acmena e é associado a Polux, o gêmeos imortal. Hércules foi um semideus e como tal, possuía poderes extraordinários como sua incrível força. Mas ele era mortal, e conquistou a imortalidade por conta de suas façanhas. É o herói que mais acumula mitos na Mitologia grega, e muitas constelações se relacionam com ele direta ou indiretamente como Câncer, Leão, Centauro e a própria constelação de Hércules.

Já Apolo é filho de Zeus com a deusa da maternidade Leto, e tem uma irmã gêmea, Ártemis. Ele costuma ser associado a estrela Castor. A ilha de Delos foi o local de nascimento de Apolo, e ele também presidia sobre o oráculo de Delfos. Delfos e Delos eram os dois principais locais de peregrinação na Grécia antiga, com complexos de templos dedicados a diversos deuses, mas sobretudo a Apolo e Ártemis. Eles eram assim venerados principalmente porque governavam sobre a saúde, Apolo dos homens, e Ártemis das mulheres.

Outra representação Grega enxergava nessa constelação os deuses Hermes e Apolo. Neste caso, Hermes seria Polux, e Apolo seria Castor. Esses dois deuses estão muito relacionados ao sentido do signo de Gêmeos em si. Hermes por ser o deus associado ao planeta que rege este signo, e Apolo por ser tido já como o guardião deste signo entre os romanos.

Anatomia da Constelação de Gêmeos

A constelação de Gêmeos é relativamente fácil de se localizar e a época em que fica mais visível no céu é a partir do mês de janeiro quando se ergue no horizonte logo após o por do sol. Continua ótima de se observar pelo menos até abri. Ela desaparece por volta do mês de Julho e passa a ser vista ascendendo antes do nascer do sol a partir do mês de agosto. Em Outubro ela ascendente por volta de meia-noite sendo possível observar essa constelação durante a madrugada.

Tem 514 graus quadrados de Área, sendo uma constelação de tamanho mediano e apresentando estrelas de brilho importante. Vejamos as estrelas com nome próprio que fazem parte desta constelação:

Propus eta (η)03°43′ de Câncer
Tejat Posterior mu (μ)05°35′ de Câncer
Alhena gamma (γ)09°23′ de Câncer
Mebsuta epsilon (ε)10°13′ de Câncer
Alzir xi (ξ)11°30′ de Câncer
Mekbuda zeta (ζ)15°16′ de Câncer
Wasat delta (δ)18°48′ de Câncer
Castor alpha (α)20°31′ de Câncer
Pollux beta (β)23°30′ de Câncer
Longitude calculada para 01/01/2021

Propus, eta (η) Geminorum, também chamada de Tejat prior, é uma estrela localizada no pé esquerdo de Castor, o gêmeos que fica à esquerda. Propus significa “pé à frente”.

Tejat Posterior, mu (μ) Geminorum, é uma estrela localizada na canela esquerda de Castor, bem próxima a Propus. Aparece com outros nomes como Dirah e Nuhatai. A palavra Tejat não tem um significado conhecido, mas vem do árabe.

Alhena, gamma (γ) Geminorum, é uma estrela localizada no pé Esquerdo de Polux, o gêmeos que fica à direita. O nome é uma corruptela de um termo árabe, Al maisan, que significa “aquele que marcha orgulhoso”.

Mebsuta, epsilon (ε) Geminorum, é uma estrela localizada no joelho direito de Castor. A palavra vem do árabe al Mabsuta, e significa “o estendido”.

Alzir, xi (ξ) Geminorum, é uma estrela localizada no pé direito de Pólux. O nome é árabe, al azir, e significa “o botão”

Mekbuda, zeta (ζ) Geminorum, é uma estrela localizada na Perna direita de Pólux. O nome é árabe , al Makbudah, e significa “pata contraída”. Esse nome estranho deriva do fato de que em tempos mais antigos, os árabes tinham uma constelação gigantesca chamada “Asad” que era um Leão que englobava estrelas das constelações de Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Auriga e Bootes, dentre outras. O nome da estrela Mebsuta parece vir disso também.

Wasat, delta (δ) Geminorum, é uma estrela localizada no braço direito de Castor. O nome da estrela é árabe, al wasat, e significa “o meio”. Isso se relaciona tanto ao fato dessa estrela ficar no meio da constelação quanto ao fato dela passar muito próxima da eclíptica. Foi passando próximo dessa estrela que o planeta Plutão foi descoberto em 18 de fevereiro de 1930, no auge da grande depressão.

Castor, alpha (α) Geminorum, é uma estrela localizada na cabeça do gêmeo da esquerda. É conhecida também como Apollon, nome dado pelos gregos, e Rasalgeuze de maneira mais incomum. Castor era o gêmeo mortal, e que foi imortalizado na constelação, e Apolo era um dos principais deuses da Grécia antiga, então o significado dessa estrela perpassa a mitologia dessas duas figuras.

Pollux, beta (β) Geminorum, é uma estrela localizada na cabeça do gêmeo da direita. Era chamada de Heraklees pelos gregos , e recebeu ainda outros nomes como Pugil, em referência ao fato de Pólux ser pugilista. Hércules , apesar de ser um mortal, conquistou a imortalidade em função de suas façanhas e era muito mais cultuado do que alguns deuses olímpicos como o próprio Ares por exemplo. Pólux era o gêmeo filho de Zeus e portanto imortal, mas escolheu passar a eternidade ao lado do seu irmão na forma de constelação.

Significado Astrológico da constelação de Gêmeos

Essa constelação tem significado positivo de uma maneira geral. Ela simboliza o equilíbrio entre mente e corpo. Um dos gêmeos simboliza a força física (Polux) e o outro a habilidade e a inspiração artística (Castor). Um é o herói grego conhecido pela sua força descomunal (hércules) e o outro é o deus da beleza, das artes e da medicina, e fonte do oráculo mais respeitado de toda a Grécia.

Evidentemente os nativos não serão necessariamente deuses em termos de força ou habilidades, mas as estrelas dessa constelação prometem sucesso nos esportes, em assuntos militares, assim como em questões estudantis e artísticas também. São pessoas versáteis e talentosas de uma maneira geral. Vale lembrar que essas estrelas ocupam atualmente longitudes zodiacais que correspondem ao signo de Câncer.

Pelo menos 5 estrelas são muito importantes: Propus, Alhena, Wasat e obviamente Castor e Pollux.

Propus é o pé de Castor localizada mais ao norte na constelação. Indica proeminência, grande capacidade de discernimento e habilidade pra se expressar de diversas maneiras.

Alhena é uma estrela que significa habilidades físicas e artísticas. A pessoa pode ser uma boa dançarina e ser muito inspirada em outras expressões artísticas.

Wasat , no meio da constelação, se localiza em um ponto da constelação de Gêmeos em que os braços dos dois gêmeos se unem. Ela seria um indicativo de preguiça e de habilidades que existem mas são desperdiçadas.Tendem a ser pessoas particularmente gregárias , com muitos amigos.

Castor é a estrela alfa da constelação de Gêmeos e está localizada na região onde fica a cabeça de um dos gêmeos, Castor (ou Apolo). É uma estrela que prenuncia muitas viagens, habilidades diversas e inteligência em múltiplas áreas. Tem natureza de Mercúrio e Júpiter e pode significar o risco de ferimentos em um dos braços. A pessoa pode ter um talento natural para música, poesia, teatro ou literatura de uma maneira geral.

Pollux é a estrela Beta da constelação de Gêmeos e está localizada na região que corresponde a cabeça de Pollux (Hermes, ou ainda Hércules). Sua natureza marciana casa com a analogia feita com Hércules. Indica um comportamento agressivo, força física, resistência, mãos habilidosas o que seria indício de habilidade para artes marciais e esportes em geral. Podem ser pessoas literalmente fortes como Hércules, podendo ter sucesso em esportes como fisiculturismo. Pode indicar sucesso com questões militares e facilidade em lutas marciais. A pessoa poderia estar muito sujeita às provocações, se encolerizando com facilidade, e direcionar essa agressividade para os esportes seria a saída mais inteligente.

A constelação de Touro

A constelação de Touro (ou Taurus), a que deu origem ao nome do signo de Touro é uma das mais importantes desde tempos imemoriais. É também uma das mais fáceis de se localizar, por conta da presença de 2 aglomerados estelares que tornam a região dessa constelação especialmente estrelada. Além disso, a estrela Aldebaran (Alfa desta constelação) é bem fácil de se identificar no céu, por ser bem brilhante e ter uma tonalidade alaranjada. Por conta disso era conhecida entre os gregos como Tocha.

Caso queira saber rapidamente onde está o touro, basta procurar pelas três marias (cinturão de Órion) , e olhar em linha reta em direção a esquerda (do ponto de vista do hemisfério sul) e procurar por uma estrela laranja bem brilhante. A própria forma da constelação de Touro é inconfundível, pois tem o formato aproximado de um Y. Na verdade Os dois chifres do touro correspondem as linhas paralelas superiores deste Y, O aglomerado das Híades corresponde a cabeça do touro (estando Aldebaran localizado onde estaria um dos olhos do Touro) com as Plêiades estando localizadas na região do corpo deste touro.

Mitos Relacionados a Constelação de Touro

Na antiguidade o Touro era um símbolo de abundância e fartura, especialmente porque sua fêmea, a vaca , dava o leite, além da carne em abundância e do couro. Junto das cabras, porcos, ovelhas e cervos, o Touro e sua versão castrada, o boi, eram muito usados em sacrifícios aos deuses. Entre os romanos , egípcios e gregos, o Touro era sempre sacrificado em homenagem a divindade principal. Zeus no caso dos Gregos, Júpiter no caso dos Romanos, Ossíris no caso dos egípcios.

Os templos de Zeus por exemplo, tinham altares com montanhas de cinzas que restavam destes sacrifícios. Era na realidade uma grande festa comunitária, porque comodamente, os deuses tinham preferência somente pelas partes do animal que não são consumidas por humanos (como ossos, tendões e camadas mais grossas de gordura). Esses rituais de sacrifício eram na realidade uma boa oportunidade pra se comer refeições ricas em proteína.

Mitologia Grega

O Touro referido nesta constelação pode ser o próprio Zeus, Deus dos deuses, disfarçado neste animal pra seduzir a bela Europa, filha de Cadimo, um rei Fenício da cidade de Tiro (que hoje fica no Líbano). Zeus transformou-se em touro principalmente pra que sua esposa, Hera, não percebesse mais esta sua aventura romântica. Zeus levou Europa, ainda transformado em Touro, até a ilha de creta pelo mar. Um dos principais atributos de Zeus é a fertilidade, ele foi o grande pai do Olimpo tendo incontáveis amantes de todos os sexos e procedências e tendo gerado muitos filhos. Em Creta, Zeus e Europa tiveram 3 filhos, dentre eles Minos, o que teria sido o primeiro dos reis de Creta.

O reinado de Minos estava sob disputas e para sair vitorioso de suas contendas, Minos decidiu fazer um acordo com o Deus Posseidon, pedindo que este fizesse um Touro emergir do oceano, que seria sacrificado em sua honra pra assim o deus ajuda-lo com suas disputas políticas. Posseidon aceitou o acordo e enviou para Minos o Touro mais belo, mais forte, mais robusto e mais manso que ja existiu. Encantado pela criatura, Minos decidiu trair a confiança de Posseidon, tentando engana-lo ao colocar o Touro presenteado escondido em seu estábulo e sacrificando um outro em seu lugar. Como punição, Posseidon fez com que o Touro enlouquecesse, tornando-se incontrolável. Afrodite também quis punir a desonestidade de Minos fazendo com que sua esposa, Pasífae, ficasse perdidamente apaixonada pelo touro.

Para que ninguém soubesse de seu desejo secreto pelo animal, Pasífae recebeu ajuda de um famoso inventor ateniense, Dédalo(pai de Ícaro), que estava naquela altura exilado em Creta devido ao seu envolvimento em um assassinato em Atenas. Dédalo ajudou Pasífae em sua “história de amor” com o Touro criando para ela uma máquina que possibilitaria a cópula entre ela e o Touro de Minos, em segredo. Era uma vaca de madeira onde ela se esconderia pra receber seu amado. Pasífae engravidou do Touro e o filho viria a se tornar a criatura conhecida como Minotauro. Ela cuidou dele durante a infância mas com o tempo ele cresceu revelando-se uma fera terrível, incontrolável e canibal. Minos mandou que Dédalo construísse então um labirinto onde este monstro seria mantido cativo, até ser morto pelo herói Teseu com ajuda da filha do próprio Minos e irmã do Minotauro, Ariadne.

Mitos bíblicos

Outro Mito importante relacionado ao Touro vem dos Hebreus. Durante a passagem do êxodo dos israelenses que saíam de anos de escravidão no Egito retornando para a Judeia sob liderança de Moisés, em dado momento o povo firmou um acampamento no meio do deserto de Sinai, enquanto Moisés se retirou durante vários dias para conversar com Deus, que lhe entregava as tábuas dos 10 mandamentos e lhe passava as instruções pra construção do templo de sua adoração.

Como Moisés demorava, sem ele o povo construiu um Bezerro feito de Ouro ao qual adoravam em meio a danças, orgias e bebedeiras. O bezerro de ouro é uma figura icônica e faz referência ao culto ao prazer e a matéria e também ao antigo culto ao deus Moloch, que levou a destruição das cidades de Sodoma e Gomorrah pela fúria divina. Este bezerro pode ser também influenciado pelo culto egípcio ao touro Ápis.

Levante e Mesopotâmia (Fenícia, Babilônia, Assíria…)

Moloch, Marduk e Baal eram divindades adoradas na região da mesopotâmia e Levante por diferentes povos, tidos como deuses supremos de diferentes civilizações. Zeus , Júpiter e Osiris podem ser considerados sincretizações desses deuses. Moloch era adorado pelos caldeus e sua representação é exatamente igual às representações artísticas do Minotauro: tinha corpo de homem e cabeça de Touro, com longos chifres. Vem dele a associação que os judeus e cristão fizeram entre chifres e demônios, que perdura até hoje. Alega-se que o culto a Moloch envolvia o sacrifício de bebês recém nascidos, o que pode ser ou não verdade, porque a prática de propaganda difamatória de guerra não é uma coisa exatamente nova.

Eram construídas grandes estátuas de Moloch em seus altares que apresentavam uma cavidade onde supostamente os bebês ou outros tipos de sacrifício eram colocados. Dentro da estátua funcionava uma fornalha e os recém nascidos eram colocados vivos para serem queimados ali. Cronos (o saturno romano) foi sincretizado pelos gregos a partir da figura de Moloch, o devorador de crianças, mas teve um mito muito mais elaborado e uma aparência mais humanizada.

Egito

O Touro Ápis dos egípcios é uma personificação da própria Terra. Era uma deidade relacionada a agricultura e o trabalho. Era adorado principalmente na cidade de Mênfis. Era tanto uma encarnação do Deus Ptah (patrono de Mênfis) quanto do grande deus Ossiris. Sendo assim a constelação de Touro era fortemente associada a esse deus e também a sua esposa, Isis. Etimologicamente, a palavre Touro em suas origens tem parentesco com a palavra terra. Terra é a palavra latina para Géia, ou Gaia, a deusa terra, mãe de toda criação, sendo o próprio planeta. A constelação de Touro pode ter relação portanto com esta deusa tão fundamental.

A deusa Hator, divindade da fertilidade tinha cabeça de vaca. Era esposa de Rá, um deus supremo de um período mais arcaico do Egito, que mais tarde transformou-se em Amon-Rá. Hator as vezes era representada com forma humana, mas usando chifres de vaca como adereço e um disco solar para simbolizar sua ligação com Rá. Ela era encarada como a mãe simbólica dos deuses e dos Faraós.

Índia

Na Índia, entre os que praticam o hinduísmo, as vacas são reverenciadas e protegidas até hoje. Encontrar vacas vagando sozinhas pelas ruas de uma grande cidade é impensável na maior parte do mundo, mas era uma cena comum em diversas culturas da antiguidade e é algo comum até hoje na Índia. Elas estão sob proteção de Krishna, e são o veículo de montaria do próprio Shiva.

Atacar uma vaca é considerado crime na Índia até hoje, com alguns estados aplicando pena de prisão perpétua em quem mata um desses animais. Vários casos de linchamento fatais são cometidos contra quem é acusado de ferir, mesmo que acidentalmente uma vaca. Muçulmanos sendo as maiores vítimas. Mas essa proteção toda tem uma explicação material muito simples. As vacas sempre foram muito valorizadas em função do leite que elas fornecem, que é um alimento fundamental da dieta indiana. Elas valiam tanto quanto ouro antigamente, então essa associação religiosa tinha uma clara conexão com questões econômicas e de sobrevivência também.

Simbolismo Moderno

Dado tudo o que vimos sobre a adoração dos Touros, não é a toa que em frente a bolsa de nova York nos dias de hoje encontramos a escultura de um touro. O Touro é o simbolo da segurança material pelo seu simbolismo de fertilidade. Está também relacionado a entrega aos prazeres carnais. E é também o símbolo do otimismo na bolsa de valores, símbolos dos investimentos crescentes e de uma economia fértil. Seu “culto” nos dias de hoje só perde para o culto direto as notas de dólar, que são “regidas” por ele.

Anatomia da Constelação de Touro

A constelação de Touro apresenta dois aglomerados estelares: As Plêiades e as Híades.

Plêiades

As plêiades são chamadas também de “setestrelo”, é um aglomerado composto por 7 estrelas, das quais somente 6 são visíveis a olho nu. Se localizam na região do corpo do Touro. Elas são filhas do titã Atlas, exatamente aquele que segura a abóboda celeste em suas costas, com Pleione, filha de um outro titã, Oceano. Veja abaixo a lista com todas elas.

Electra 1729°42′ de Touro
Celaeno 1629°43′ de Touro
Taygeta 1929°51′ de Touro
Maia 2029°58′ de Touro
Merope 2329°59′ de Touro
Asterope 2100°01′ de Gêmeos
Alcyone Eta (η)00°17′ de Gêmeos
Atlas 2700°38′ de Gêmeos
Pleione 2800°40′ de Gêmeos

As plêiades são 7, mas a olho nu só se consegue identificar 6 estrelas no aglomerado. A justificativa mitológica reside no fato de que Mérope teria se casado com um mortal, por isso estava no setestrelo, mas não podia brilhar. Séculos mais tarde, Galileu apontou o telescópio para a direção das plêiades e constatou a existência de 7 estrelas, e não 6. Além das Pleiades, um pouco fora do Aglomerado estão duas estrelas, uma correspondendo a Atlas e outra a Pleione. Vamos conhecer cada uma delas.

Electra, 17 Tauri, diferente da personagem Electra de uma tragédia grega que leva o mesmo nome, é uma das plêiades , que teve com Zeus 2 filhos , e apesar de ser visível a olho nu, é considerada a Plêiade perdida. Ela teria mergulhado em profunda tristeza após a destruição do reino de um dos seus filhos, e se exilou no Polo Norte.

Celaeno 16 Tauri, Com Posseidon ela teve vários filhos, incluindo Tritão. Com Prometeu ela teve Deucalião de acordo com alguns autores.

Taygeta, 19 Tauri, teve com Zeus um filho, Lacedaemon, que é o rei mítico fundador de Esparta. Ela da nome a uma cadeia de montanhas na Lacônia conhecida como Taygetus.

Maia, 20 Tauri, é a mais velha das Plêiades. Com Zeus foi a mãe de Hermes, o mensageiro dos deuses, guardião das encruzilhadas e protetor dos mensageiros, comunicadores, comerciantes e ladrões.

Merope, 23 Tauri, é a Plêiade que não pode ser vista a olho nu. Isso é justificado na mitologia pelo fato dela ter se casado com um mortal, Sísifo, perdendo ela mesma a imortalidade. Porém uma simples luneta revela a existência cintilante de Merope.

Asterope, 21 Tauri, teve com Ares um filho chamado Oenomaus, que se tornou rei fundador de Pisa (onde ficava Olympia, onde eram realizados os jogos olímpicos em homenagem a Zeus e Hera), localidade que mais tarde integraria a região de Elis.

Alcyone, Eta (η) Tauri, é a Plêiade mais importante do ponto de vista astrológico em função de sua magnitude. Ela teve diversos filhos com Posseidon, deus das águas. É comum que se considere somente a longitude de Alcyone para marcar a posição das Plêiades.

Atlas, 27 Tauri, é uma estrela bem próxima as plêiades que representa seu pai, o titã Atlas , condenado a suportar a abóboda celeste em suas costas pela eternidade, associado a cadeia de montanhas Atlas, localizada no Norte da África.

Pleione, 28 Tauri,é uma estrela bem próxima as plêiades que representa a mãe delas, Pleione, uma oceânide, filha do Oceano e casada com o Titã Atlas.

Híades

As Híades São outro Aglomerado aberto, este localizado na região da cabeça do Touro. Na mitologia, as Híades são filhas de Atlas com uma ninfa. Serviam ao deus Dionísio, e eram perseguidas por Hera por sua beleza. Foram homenageadas por Zeus e transformadas em constelação em agradecimento aos cuidados que estas prestaram ao deus Dionísio. Híades significa chuva.

Aldebaran fica na mesma direção das Híades mas não é considerada como fazendo parte do aglomerado. As híades fazem parte do asterismo principal da constelação de Touro, compondo um v oblíquo que é projetado em y com outras estrelas da constelação. Veja abaixo as estrelas nomeadas que compõe as híades, incluindo Aldebaran:

Prima Hyadum Gamma (γ) 06°05′ de Gêmeos
Hyadum II Delta (δ)07°06′ de Gêmeos
Chamukuy Theta (θ)08°14′ de Gêmeos
Ain Epsilon (ε)08°45′ de Gêmeos
Aldebaran Alpha (α)10°04′ de Gêmeos

Prima Hyadum, Gamma (γ) Tauri, é a Principal estrela a compor o aglomerado das Híades. Significa Primeira Híade.

Hyadum II, Delta (δ) Tauri, é uma estrela que compõe as híades, com o nome significando simplesmente segunda Híade.

Chamukuy, Theta (θ) Tauri, é um par de estrelas que integra o aglomerado das Híades. Cada estrela tem designações numéricas. O nome é de origem Maia, e significa pequeno pássaro.

Ain, Epsilon (ε) Tauri,é uma estrela que compõe as híades, localizada na região do olho esquerdo do Touro. É chamada também de oculus Boreus (diferenciando da estrela oculus, da constelação de Capricórnio).

Aldebaran, Alpha (α) Tauri, é a principal estrela da constelação de Touro, uma das mais importantes para astronomia e astrologia, uma das estrelas reais dos Persas. Alguns astrônomos incluíram essa estrela junto às Híades, mas oficialmente é considerada não fazendo parte do aglomerado. Ela se localiza no rosto do Touro também, na região do olho direito. O nome vem do árabe, Al Dabaran, e significa o seguidor. Ela costumava ser a designação árabe para as Híades, mas hoje se tornou apenas designação desta estrela. Na Grécia antiga era chamada de Omma Boos, e em latim, Oculus Tauri.

Os Chifres e Corpo do Touro

Como dito, as Híades formam um v, e essas estrelas que serão listadas abaixo, prolongam todos os vértices formando um y e completando o famoso asterismo da constelação de Touro. Elas estão nas extremidades leste e oeste da constelação:

Al Hecka  Zeta (ζ)25°04′ de Gêmeos
El Nath Beta (β)22°52′ de Gêmeos
Ventri Tauri Omicron (ο)21°27′ de Touro
Sadral Tauri Lambda (λ)00°55′ de Touro

Al Hecka,  Zeta (ζ) Tauri, é uma estrela localizada na constelação de Touro, localizada no chifre que fica mais ao sul.

El Nath, Beta (β) Tauri, é uma estrela localizada na constelação de Touro, localizada no chifre que fica mais ao norte.

Ventri Tauri, Omicron (ο) Tauri, É um sistema composto de 4 estrelas elipsantes, com Magnitude variável, localizada na barriga do touro.

Sadral Tauri, Lambda (λ) Tauri, É uma estrela que outrora fez parte das híades, e que agora marca o peito do Touro.

Significado Astrológico da Constelação de Touro

Todas as estrelas das Plêiades e todas as estrelas da Híades são associadas por diversas culturas com chuvas, e a ideia básica que acompanha a chuva é a fertilidade. A palavra Híade vem do grego e corresponde ao termo usado pra chuva naquela língua. A associação genérica que se faz a constelação de Touro está relacionada a fertilidade e a intensa sexualidade, por ser a constelação que marca tradicionalmente o coração da Primavera, quando se celebrava o festival de Beltane. Especificamente a região desses aglomerados é apontada como indicador de uma sensualidade e uma sexualidade muito intensa. Alguns autores apontam como indício inclusive de comportamentos promíscuos, infidelidade no casamento e bissexualidade ou homossexualidade. Isso se deve ao elemento da fertilidade presente no simbolismo do Touro, animal forte, potente e que não pode ser contido.

Essas estrelas podem indicar por exemplo popularidade, e podem despertar o sentimento de posse em amigos ou atrair pessoas dominadoras. De modo geral, a literatura não descreve as plêiades e as Híades com muita generosidade, associando elas com desgraças e vergonha. Isso pode estar relacionado ao fato de que antigamente imperava uma visão mais moralista ou cristã em relação ao sexo, e como essas estrelas falam fundamentalmente da luxúria, talvez venha daí esse significado.

Nos dias de hoje não precisamos encarar o aparecimento de um desses aglomerados em evidência em um mapa como indicador de qualquer tragédia, mas elas podem ser indício de um comportamento mais promíscuo, luxurioso ou errôneo em seus relacionamentos afetivos, podendo levar a escândalos ou mesmo a problemas mais sérios.

Outra interpretação importante está relacionada ao elemento de confusão e de névoa que paira nessa região do zodíaco, como é comum a todos os aglomerados estelares. Assim elas podem sugerir problemas de visão, dificuldade de enxergar os fatos reais, ou tendência a esconder coisas ou mesmo inventar mentiras para os outros. A natureza atribuída a elas é de Vênus com Saturno, juntando prazer com o elemento da “desgraça” ou “vergonha” quando exagerado. Basicamente todo o primeiro decanato de gêmeos está na zona de influência das Plêiades ou Híades.

Ventri e Sadral tauri são estrelas marcando o corpo do touro, a parte do animal que serve como alimento , e tem um sentido benéfico de uma maneira geral, apesar de não serem notadas pela tradição como significadoras de nada em particular.

Aldebaran é uma estrela régia, significando sucesso, vitória sobre os inimigos, fertilidade, abundância e fartura.Tem algo de violento ou autoritário associado a ela, indicando líderes e pessoas de destaque em suas comunidades. Na atualidade, indica pessoas que se destacam nos esportes, na carreira militar ou como bombeiros e policiais por exemplo. São pessoas que aliam inteligência com integridade, sendo populares e queridas. As oposições com essa estrela implicam conjunção a uma estrela igualmente poderosa, Antares, e estão entre as mais intensas e violentas.

Por fim, sobre as estrelas localizadas nos chifres (El Nath e Al hecka), elas tem uma natureza mais marciana, o que seria de se esperar, já que essas são as armas do animal touro. Mesmo sendo marcianas elas são benéficas, indicam uma pessoa impetuosa, cheia de vigor e iniciativa, de temperamento ativo, talvez precipitado e agressivo ou excessivamente mordaz.

A constelação de Órion

A constelação de Órion é uma das mais belas e fáceis de se localizar no céu, e é uma das mais tradicionais e também cultuadas ao longo da história. É composto por um trapézio formado por 4 estrelas: Betelgeuse (Alfa), Rigel(Beta), Bellatrix (Gamma) e Saiph (Kappa). No centro deste trapézio se encontra o famoso cinturão de Órion, um asterismo em forma de linha conhecido também como as três Marias: Mintaka, Alnilam e Alnitak. Ainda na região desta constelação encontramos uma das poucas nebulosas que são visíveis a olho nu, a Nebulosa de Órion.

A importância dessa constelação para navegação, especialmente nos meses que vão de setembro a março, quando ela é mais visível no céu, foi incalculável. Isso porque é uma constelação próxima do equador celeste, e por isso é visível em quase todo o globo terrestre, com exceção de ambos os polos. Pode ser vista da latitude 85° norte até 75° sul. Essa proximidade em relação aos polos a torna uma constelação de referência, porque mesmo em noites iluminadas (com lua) ou com visibilidade parcial, seu asterismo característico ainda pode facilmente ser identificado. A primeira estrela do cinturão de Orion , Mintaka, é conhecida por marcar a posição exata do leste e do oeste nos pontos onde ela nasce no horizonte, com 1 grau de precisão.

Os Mitos da Constelação de Órion

Órion teve importância em todas as culturas que desenvolveram algum nível de astronomia, devido ao seu asterismo tão definido e ao fato de suas estrelas serem tão brilhantes.

Egito

Os antigos egípcios associavam esta constelação com o deus Osíris, que era uma das divindades mais cultuada por aquele povo, muito associado com a simbologia básica do eixo Touro-Escorpião: Ele presidia a vida, a força vital presente na terra que dá vida as plantas e era também o grande juiz que ficava na sala das duas verdades decidindo quem merecia ir para o paraíso gozar da prosperidade eterna.

Existe ainda uma teoria , sem comprovação, de que a construção das pirâmides de Gizé foi posicionada geograficamente de forma a espelhar o cinturão de Órion, com o tamanho de cada pirâmide equivalendo a magnitude de brilho das estrelas desse asterismo, conhecido no Brasil também como “as três Marias”.

O fato é que o cinturão de Órion personificava uma das principais divindades para os Egípcios, o próprio Osíris, com a estrela Sirius representando sua esposa Íris. Sirius é a estrela alfa do cão maior.

Grécia

Já os gregos associavam essa constelação a vários diferentes mitos ou versões de um mesmo mito diferentes. Órion foi venerado como herói especialmente na Região da Beócia, nos arredores das cidades de Tebas e Platéia. Ele tinha a mesma importância para essa região que os Dióscorus tinham para Esparta, ou que Perseu e Agamenon tinham na Argólida, sendo idolatrados como herói, com festivais sendo celebrados em sua homenagem. Hesíodo atribui sua filiação ao deus dos mares e das águas, Posseidon, e a uma das filhas do rei mítico Minos de Creta. Por conta disso, Órion era capaz de caminhar sobre as águas. Essa atribuição provavelmente se relaciona a posição de Órion quando ele nasce no leste, observado a partir do hemisfério norte: é como se estivesse caminhando pelo mar.

Histórias sobre os seus feitos heroicos eram múltiplas, sendo contados principalmente pelas tradições orais e poetas da Beócia. Vamos nos focar aqui nos mitos que explicam sua origem como constelação, que é o que nos importa aqui, e mesmo quando nos concentramos somente nisso, percebemos que as versões de sua história são múltiplas.

Numa delas, Órion é retratado como um gigante e um vilão, que estava levando os animais de uma determinada região a extinção. Gaia então enviou um escorpião gigante que emergiu das profundezas da terra para picar o caçador e pôr um fim a matança que ele estava promovendo. Ártemis , a deusa da caça , admirava Órion e se apaixonou por ele, e quando percebeu o Escorpião que o perseguia , tentou ela mesma dar um fim a criatura , mas acabou errando o seu disparo e atingindo Órion por engano. Em prantos ela leva seu corpo moribundo até Zeus, que o transforma em constelação.

Em outra versão, Órion é um herói e caçador habilidoso que na realidade está livrando uma região de feras terríveis. Ele se apaixona por Ártemis e o sentimento da deusa por ele é recíproco, o que desperta o ciume do deus Apolo, que era irmão gêmeos de Ártemis. Para proteger a virgindade de sua irmã, ele envia o Escorpião gigante que passa a persegui-lo. Ártemis termina por atingir o seu amado sem querer com uma de suas flechar mortais, dirigida para o Escorpião, e nesse caso, ela mesma o transforma em Constelação, com Apolo transformando o Escorpião em outra constelação, localizada em oposição a localização de Órion. Dessa forma, quando Órion está nascendo, o Escorpião está se ponto e vice-versa. Os cães de caça de Órion foram colocados pela deusa Ártemis ao seu lado para lhe fazer companhia, na forma das constelações de Cão maior e Cão Menor. Existem versões que dizem que na verdade Apolo mata Órion não somente pelos ciumes em relação a irmã, mas devido a beleza extraordinária dele. Órion é relatado como o homem mais bonito que ja existiu por fontes Beócias.

Em outra versão completamente diferente, Órion se apaixona por Ártemis e tenta violentar ela enquanto ela se banhava nua com as ninfas em um lago. Como punição, a deusa invoca um Escorpião gigante para persegui-lo eternamente, e transforma ele e o Escorpião em constelações.

Existe ainda uma intersecção entre o mito de Órion e o mito das Plêiades (aglomerado localizado na constelação vizinha, de Touro) contada na Beócia. Nesse mito, Órion se Apaixona por Pleione, a mãe das plêiades, e passa a persegui-la durante 7 anos. Num dado momento , Zeus decide interferir e transforma tanto Órion quanto as Plêiades em constelações, e até hoje Órion pode ser visto perseguindo as Plêiades. Outra versão diz que, como as Plêiades faziam parte do culto de Ártemis, a própria deusa teria enviado o Escorpião, que nesse caso o picaria no calcanhar, com Órion sendo colocado no céu junto do Escorpião como punição.

Brasil

Os índios tupi-guaranis viam as constelações de Touro e Órion como uma só , e chamavam ela de Homem-Velho (Tuya’i). Era um homem velho, que tinha uma perna só , tendo a outra cortada. As Plêiades eram vistas como um cocar de penas em sua cabeça, e Beteugeuse marcava o local onde sua perna havia sido amputada. Na mão direita ele é representado segurando uma bengala.

A história da constelação é uma tragédia tupi-guarani. Esse homem velho, quando ainda tinha suas duas pernas intactas, decidiu um dia se casar com uma índia que era mais jovem que ele. Mas ele tinha um irmão mais jovem e bonito, e sua esposa se apaixonou pelo irmão. Para ficar com o irmão do homem velho, a india cortou sua perna fora com a intenção de mata-lo. Antes de morrer porém, ele foi transformado em constelações pelos deuses que ficaram comovidos com sua história.

Essa constelação era um sinal positivo no céu, porque marcava o verão, estação de calor e chuvas.

China

Na astronomia Chinesa, a região ocupada por Órion abarcava diversos asterismos que incluíam alguma estrela de Órion ou outras dentro de sua Área. Afinal os Chineses tinham 6 vezes mais constelações do que os gregos antigos!

Os principais asterismos que incluem Órion eram o Estandarte das 3 estrelas, que inicialmente incluía apenas o cinturão de órion, mas que depois passou a incluir outras, e o bico da Tartaruga, sendo este um dos asterismos principais de todo o quadrante do Tigre Branco , marcando o inverno para os Chineses.

Povos Mesoamericanos

Os astecas viam nas constelações do cinturão de Órion uma broca de fogo que era associada a uma das divindades do fogo asteca, Xiuhtecuhtli, que testemunhou o nascimento do próprio sol. A cerimônia do fogo novo era um ritual celebrado a cada 52 anos pelos astecas quando fechava um ciclo do calendário e se iniciava um outro, e era marcada por esta constelação.

Para evitar o apocalipse nesse momento de transição de calendário, os astecas realizavam um ritual onde todo o fogo de suas cidades era apagado , e um homem era levado até o topo de uma montanha para ser sacrificado. No momento em que o cinturão de Órion ascendia no horizonte , uma broca perfurava o peito da vítima, seu coração era removido e usado para ascender uma chama, que depois partia em procissão e era utilizada para ascender outras chamas ao redor das cidades e vilarejos.

Era portanto um ritual de purificação do próprio fogo , e a constelação de Órion era vista como esse instrumento ritual e era associada com o próprio festival em si. Esse ritual não se trata de uma exclusividade asteca, tendo sido praticado por culturas da califórnia, América central e cordilheira dos andes também, com algumas modificações.

Anatomia da constelação de Orion

Orion é composto por um asterismo central de 3 estrelas em linha que formam seu cinturão e mais outras estrelas que formam os braços e pernas da figura. Sua localização é muito fácil, e o mês em que Orion passa mais tempo visível no céu é o mês de dezembro, quando Órion culmina à meia-noite. Tudo o que você tem que fazer é procurar pelas três marias, e saber quando olhar.

Em Outubro, Órion nasce por volta de 21-22:00 aqui no Brasil, já sendo plenamente observável durante a madrugada. A partir de fevereiro, Órion já se encontra alta no céu logo após o por do sol. A partir do outono ela começa a permanecer visível por cada vez menos tempo , até o ponto em que ela fica totalmente invisível , geralmente em junho, reaparecendo a partir de julho quando começa a nascer no fim da madrugada antes do amanhecer.

Abaixo temos a lista com as estrelas de Órion que são nomeadas. Note que a constelação inclui um número bem maior de estrelas, mas que não são tão brilhantes quanto aquelas do asterismo principal.

Tabit Pi3 (π3)12°13′ de Gêmeos
Rigel Beta (β)17°07′ de Gêmeos
Bellatrix Gamma (γ)21°14′ de Gêmeos
Mintaka Delta (δ)22°41′ de Gêmeos
Hatsya Iota (ι) 23°17′ de Gêmeos
Ensis M4223°16′ de Gêmeos
Alnilan Epsilon (ε)23°45′ de Gêmeos
Meissa Lambda (λ)24°00′ de Gêmeos
Alnitak Zeta (ζ)24°58′ de Gêmeos
Saiph Kappa (κ)26°41′ de Gêmeos
Betelgeuse Alpha (α)29°02′ de Gêmeos
A posição das estrelas é dada para 01/01/2021. Tenha em mente que as estrelas se movem numa média de 1° a cada 70 anos.

Tabit, Pi3 (π3) Orionis, é a estrela localizada mais a norte nessa constelação. Ela integra um grupo de outras estrelas não nomeadas na região da Constelação onde aparece uma pele de leão, e significa suportar, aguentar firme (uma provação ou dificuldade). Os persas nomeavam coletivamente a esse agrupamento, o chamando de al taj, “a coroa”.

Rigel, Beta (β) Orionis, é uma estrela dupla, beta da constelação, localizada no pé direito de Órion. Ao mesmo tempo que os pés de Órion lhe concediam o poder de caminhar pelas águas, foi também ali onde ele foi picado pelo escorpião enviado seja por gaia, Ártemis ou Apolo. A palavra Rigel vem do Árabe Rijl Jauzah al Yusra, significando literalmente pé ou perna esquerda de Órion. Jauzah é o termo árabe usado pra nomear a constelação de Órion. É na verdade a estrela mais brilhante da constelação, e a sétima estrela mais brilhante dentre todas.

Bellatrix, Gamma (γ) Orionis, é uma estrela amarelada localizada no ombro esquerdo de Órion. A palavra significa “guerreira”. Em Árabe recebe o nome de Al najid , o conquistador. Marca o braço de Órion que carrega uma pele de leão, que pode ser lida como um troféu e símbolo de suas vitórias como caçador. É também chamada de estrela amazona.

Mintaka, Delta (δ) Orionis, é a estrela que se localiza mais a oeste no cinturão de Órion. O nome vem do árabe, Al Mintakah, e significa o cinto, nome que as vezes era atribuído a todo o conjunto. Do cinturão, é sempre a primeira a nascer no horizonte leste, e teve importância gigantesca para a navegação, devido a sua posição , a menos de 23′ de arco do equador celeste atualmente, marcando um ponto de referência muito importante para localização especialmente durante a época das grandes navegações.

Hatsya, Iota (ι) Orionis, é uma estrela localizada na espada embainhada na cintura de Órion, a mais brilhante daquela região. Em árabe, seu nome é Na’ir al Saif, significando literalmente “a brilhante na espada”.

Ensis é uma nebulosa localizada na bainha da espada de Órion. Seu nome astronômico é M42, e é conhecida como a grande nebulosa de Órion.

Alnilan, Epsilon (ε) Orionis, é a estrela central do cinturão de Órion. O nome deriva do árabe Al Nathan, que significa linha de pérolas , nome que também era usado coletivamente para as demais estrelas do cinturão.

Meissa, Lambda (λ) Orionis, é uma estrela dupla localizada na cabeça de Órion. Ela aparece formando um pequeno triângulo com outras duas estrelas presentes na região que não são nomeadas. O nome árabe era Ras al Jauzah, literalmente a cabeça de Órion.

Alnitak, Zeta (ζ) Orionis, É a estrela que fica mais a leste no cinturão de Órion, sendo a última a ascender do cinturão no horizonte leste. É uma estrela tripla, e é a mais brilhante do cinturão também , sendo a quarta mais brilhante da constelação. O nome vem do árabe Al nitak, a cintura.

Saiph, Kappa (κ) Orionis, é uma estrela localizada na perna direita de Orion. O nome vem do árabe Saif al Jabbar, significando “a espada do gigante”.

Betelgeuse, Alpha (α) Orionis, é uma super gigante laranja-avermelhada, 890 vezes maior que o nosso sol. Ela costumava ser ainda mais brilhante a algumas dezenas de anos atrás, mas vem perdendo progressivamente seu brilho nos últimos tempos, com alguns cientistas afirmando que ela talvez esteja a ponto de explodir e se transformar em uma Super Nova, coisa que pode acontecer a qualquer momento. Agora ela é a segunda estrela mais brilhante em Órion, depois de Rigel, mas ainda é a nona estrela mais brilhante dentre todas. O Nome é uma corruptela do original em árabe, Ib ţ al Jauzah , a axila de Órion.

Significado astrológico de Órion

Assim o significado básico de Órion é o de um grande guerreiro/caçador. O sentido bélico também se observa no significado que se atribui a suas principais estrelas, que geralmente concedem liderança e honrarias militares. Órion está próximo das constelações de Touro e Gêmeos, na região do equador celeste, sendo visível tanto no hemisfério sul quanto no hemisfério norte. Na época dos gregos e dos romanos, metade da constelação de Órion ficava posicionada na região paralela a passagem do Sol pelo signo de Touro, e a outra metade era paralela ao signo de Gêmeos, numa região de aproximadamente 20° de longitude zodiacal. Atualmente Orion fica entre o segundo e o terceiro decanato do signo de Gêmeos (10° a 29° de Gêmeos); Veja a localização zodiacal de suas principais estrelas:

Rigel, apesar de ser a Beta da constelação de Orion é a estrela mais brilhante da constelação e se localiza atualmente aos 17° de Gêmeos. Rigel é a sétima estrela mais brilhante em todo o céu visível a partir da terra. Fica localizada no pé esquerdo de Órion e significa rapidez, agilidade, esperteza, sorte e boa fortuna. Órion era capaz de caminhar sobre as águas, então essa é a parte mais “mágica” da constelação. É indicadora de criatividade, dons musicais e artísticos de modo geral. A peculiar característica de Rigel ter um brilho bastante variável, as vezes brilhando menos do que Betelgeuse, as vezes brilhando muito mais do que esta, pode sugerir um elemento forte de “altos e baixos” na vida dos nativos que são afetados por ela.

Bellatrix é conhecida também como a dama guerreira ou a estrela amazona. A própria palavra Bellatrix, que vêm do latim, significa literalmente guerreira. Aqui ela pode muito bem personificar o espírito audacioso de Ártemis , que era a deusa portadora do Arco e Flecha. Ártemis é conhecida pela sua independência e era a deusa maior das Amazonas e uma deusa maior em Esparta, cidade estado grega famosa pelo nível de emancipação e influência política de suas mulheres na antiguidade. Fica localizada aos 21° de Gêmeos e fica no braço esquerda de Órion, o que aparece segurando um pelego de leão. Significa honrarias militares, popularidade e um pouco de sorte. No mapa de mulheres sugere atrevimento, audácia, coragem, a personificação da “mulher guerreira”.

O cinturão de Órion, formado por Mintaka(22° de gêmeos), Alnilam(23° de Gêmeos) e Alnitak (24° de gêmeos) indica indivíduos audaciosos , de espírito independente e rebelde, que não se guiam nem por religião e nem pela palavra dos pais, mas pelo que manda seu coração . Por conta disso, tendem a conquistar coisas além do que seria esperado para eles, mas ao mesmo tempo se expõem a riscos e criam inimigos devido a sua insubmissão.

Saiph fica na perna direita de Órion , aos 26° de Gêmeos , e não tem significado especial além do geral da constelação que é a autoconfiança e o espírito audacioso.

Betelgeuse era tida como a estrela mais brilhante de Orion (sendo considerada até hoje como a alfa desta constelação) mas foi desbancada por Rigel porque passou a perder brilho nos últimos tempos. Fica localizada aos 29° de Gêmeos, na região do ombro direito de Órion, do braço que segura uma espada. No século XX porém, ela ficava em 28° de Gêmeos. Significa agressividade, coragem, força, honrarias e vitórias militares, sucesso e amizade com pessoas poderosas, além de criatividade e dons artísticos. Era também associada a explosões, incêndios e mortes causadas por raios, tendo portanto um simbolismo bem uraniano se pensarmos num contexto moderno.

A constelação de Perseu

Perseu ou Perseus é uma constelação que fica na região norte do céu, não muito distante do equador celeste (a linha imaginária por onde ocorre o trânsito do sol). Está próxima das constelações de Áries e Touro. Na região desta constelação ocorre a chuva de meteoros conhecida como “Perséiades”, fenômeno em que se pode observar diversas estrelas cadentes e que é observado a mais de 2000 anos.

Perseu era filho do próprio Zeus com a mortal Danae, ele a visitou na forma de uma chuva de ouro, engravidando-a nessa forma de Perseu. As Perséiades seriam portanto uma referência a este feito do Deus dos deuses. Na Europa cristã este fenômeno é conhecido como “As lágrimas de São Lourenço”. O fenômeno é visível anualmente a partir de meados de Julho, registrando-se a maior atividade entre os dias 8 e 14 de Agosto, ocorrendo o seu pico por volta do dia 12.

Durante o pico, a taxa de estrelas cadentes pode ultrapassar as 60 por hora. Podem ser observadas ao longo de todo o plano celeste, mas devido à trajetória da órbita do cometa são observáveis principalmente no hemisfério norte e na direção Norte do céu. Pra esse fenômeno ser visualizado no Brasil, é necessária uma região de pouca poluição luminosa e com poucas obstruções na região norte. Quanto mais ao Norte do Brasil, mais provável de se conseguir visualizar alguma coisa.

Não se trata de uma constelação fácil de se localizar, porque ela não forma um asterismo muito claro, especialmente depois da reconfiguração das constelações feita na era moderna, onde a área de abrangência dessa constelação aumentou. Mas o fato de ela estar próxima das constelações de Áries e Touro ajuda a encontra-la, especialmente tomando Touro como referência, ela estará mais a norte dessa constelação.

Mitologia da Constelação de Perseu

Além do herói Perseu , essa constelação também apresenta uma figura mitológica cuja importância excede a do próprio Perseu, que é a Medusa , marcada pela estrela Algol, de grande importância astrológica. Vamos conhecer a orgiem das duas figuras e depois entender a maneira como elas se encontram, e o legado que cada uma delas teve depois, a luz da mitologia grega.

Perseu

Perseu era filho da mortal Dânae com Zeus , deus dos deuses. O pai de Dânae era o rei da Argólida, o coração da Grécia na era Micênica . Ele reinava a partir da cidade de Argos e mais tarde o próprio Perseu viria a fundar Micenas , mais ou menos a meio caminho entre Argos e Corinto. Esse rei não tinha filhos homens, e ao interrogar um oráculo, descobre que sua filha Dânae teria um filho que viria a mata-lo quando adulto. Diante desse presságio, o rei manda aprisionar a própria filha numa câmara subterrânea feita de bronze.

Zeus já havia notado a beleza de Dânae antes, e estava apaixonado por ela, mas evitava encontra-la a luz do dia porque sua esposa Hera era extremamente ciumenta e o vigiava constantemente. Ao saber que ela havia sido aprisionada pelo seu pai, o Zeus transforma-se numa chuva de ouro , e assim consegue penetrar no cativeiro de Dânae, revelando a ela sua verdadeira forma e finalmente a seduzindo. Dânae termina grávida de Perseu.

Ao descobrir que a filha havia engravidado de Zeus, o rei sem ter coragem de matar a ela ou ao filho que ela esperava com medo de ofender ao deus dos deuses, decide por banir a filha do reino da Argólida, colocando ela e o filho em um cesto de palha e lançando os dois à deriva no mar Egeu. É nesse ponto que o mito de Perseu se assemelha ao do Moisés bíblico.

Os dois terminam chegando as praias da ilha de Sérifos, no meio do mar Egeu, e são salvos por um pescador, Dyctes, que era irmão do rei de Sérifos, Polydectes. Dyctes criou Perseu até a vida adulta, e quando ja estava adulto, o rei Polydectes se apaixonou por Dânae, fato contra o qual Perseu se opôs. Ressentido da atitude de Perseu, polydectes trama um plano maligno , onde ele passa a exigir presentes de seus súditos, sabendo que Perseu seria incapaz de lhe dar o que ele pedia. Perseu então se vê obrigado a se oferecer em serviço ao rei, que lhe pede uma tarefa que ele imaginava que acabaria com a vida de Perseu: Trazer a cabeça da górgona Medusa.

Medusa

De acordo com uma versão antiga , Medusa e suas outras duas irmãs eram conhecidas como Górgonas, e eram filhas de Cetus que aparece em outra constelação. Eram divindades ctônicas, monstruosas e imortais, com exceção da medusa. Tinham o corpo monstruoso, e os cabelos em forma de serpente.

Em outra versão mais recente, ela é uma donzela ateniense que trabalhava no templo da deusa Palas Atena, muito bela e vaidosa, que se orgulhava dos seus lindos cabelos e que se considerava tão ou mais bonita do que a própria Atena. Ela era de fato, muito bonita, ao ponto de ter chamado a atenção do deus dos mares, Posseidon, que a estuprou.

As sacerdotisas do templo de Atena porém, deveriam se manter virgens, e Medusa voltou aos seus afazeres do templo como se nada tivesse acontecido, o que despertou a fúria de Atena. Como punição, Atena transformou seus cabelos em serpentes, e tornou seu rosto tão aterrorizante que quem quer que a visse se transformaria em estátua.

Ela foi banida da civilização e foi viver no deserto do Saara. Inclusive as víboras que infestam essa região do sul da Líbia são atribuídas a Medusa. O covil da Medusa era descrito como um local repleto de estátuas de homens convertidos pela maldição da deusa Atena, onde a entrada de mulheres era proibida para poupa-las.

Perseu e a Medusa

Perseu então tinha a missão de decapitar Medusa e levar sua cabeça como prova. Tarefa impossível, mas Perseu recebeu auxílio da deusa Atena, de Hermes e do próprio Hades, que lhe presentearam com artefatos mágicos : sandálias aladas, um elmo da invisibilidade e um escudo que lhe permitia ele mesmo ver o reflexo da medusa sem precisar olhar diretamente pra ela.

E assim ele o fez. Ao decapitar a Medusa , o sangue dela ao entrar em contato com o chão deu origem ao Cavalo alado Pegasus, que era o filho de Medusa com o próprio Posseidon. Ao tocar o solo após seu nascimento , o chão desértico tornou-se magicamente fértil como se uma suave primavera tivesse substituído a aridez do deserto naquela região, e assim se explicavam os Oásis na mitologia grega. Pegasus depois foi transformado em constelação.

No caminho de volta, Perseu passou pela Etiópia, e soube do monstro que iria destruir o país e da princesa entregue em sacrifício para aplacar a fúria de Posseidon. O monstro era Cetus, pai da Medusa em uma das versões do mito de origem dela , que Perseu derrotou simplesmente mostrando o rosto da medusa para a fera que se transformou em pedra. Assim Perseu salvou a princesa Andrômeda e se casou com ela. Sua prole daria origem depois aos imperadores da Pérsia.

O mito de Perseu continua com seu retorno para Sérifos, onde ele mata Polydectes livrando sua mãe . Posteriormente , ele funda a cidade de Micenas, próximo a Argos , que seria o epicentro da civlização Micênica, que daria origem posteriormente a Grécia clássica.

Seu avô Acrísio que governava Argos, ao descobrir sobre Perseu e seus feitos, se exilou na cidade Larissa, na região da tessália, ao norte de Atenas e Delfos. Um belo dia, jogos esportivos estavam sendo praticados na cidade em celebração de um funeral de uma pessoa importante. Acrísio foi assistir aos jogos, e um dos participantes como competidor era o próprio Perseu, no arremesso de disco. O disco de Perseu terminou atingindo e matando Acrísio , com a profecia se cumprindo.

Anatomia da constelação de Perseu

A constelação de Perseu não é conhecida pelo seu formato, nem por ter estrelas necessariamente brilhantes ou que se destaquem. É uma área do céu que fica entre outras constelações mais definidas, como Cassiopeia e Touro, e é a partir da identificação de uma dessas duas que você tem uma noção de onde olhar para encontrar Perseu.

Outras culturas associavam outras formas humanas a esta constelação: Os egípcios projetavam ali Khem, uma divindade da fertilidade e principio da masculinidade e virilidade. Os persas viam ali Mithra, a suprema divindade do Zoroastrismo, o princípio do bem e de tudo o que é positivo. Os chineses viam ali 4 asterismos diferentes, com o principal formado pela Alfa e Beta Persei sendo a representação de um general , yīng xiān zuò . Outras culturas imaginavam pouco naquela região, com as estrelas de Perseu frequentemente integrando outras constelações ou sendo ignoradas.

Se localiza no hemisfério norte celeste, sendo visível em todo o Brasil. Se estiver no hemisfério norte, procure pelo W formado pela constelação de Cassiopeia. A constelação de Perseu estará um pouco mais ao sul. Como Cassiopeia não é fácil de encontrar no Brasil, se estiver aqui procure pelo Y da constelação de Touro , Perseu estará mais ao norte, mais ou menos na mesma reta que o eixo desse Y. Isso significa que geralmente Perseu estará próxima ao solo, na direção norte. A melhor época pra observar é nos meses que vão de Setembro a janeiro. Veja abaixo as principais estrelas de Perseu:

Capulus 24°29′ de Touro
Algol beta (β)26°27′ de Touro
Misan kappa (κ)27°59′ de Touro
Miran Eta (η)28°59′ de Touro
Atiks Omicron (ο)01°26′ de Gêmeos
Mirfak Alpha (α)02°22′ de Gêmeos
Menkib Xi (ξ)05°15′ de Gêmeos

Capulus é um aglomerado estelar que se localiza no punho que segura a espada de Perseu, formado por mais de 60 estrelas , que pode ser melhor observado com um telescópio.

Algol , ou Caput Algol, a beta (β) Persei, é um sistema composto por 3 estrelas, que se localiza na cabeça da Medusa. Na antiguidade esse não era um fato conhecido, mas coincidentemente, a Medusa era uma das Górgonas, um grupo de 3 irmãs. Duas dessas estrelas são mais brilhantes , com uma sendo mais turva, e quando essa mais turva eclipsa uma das outras duas, isso produz um efeito de variação no brilho dessa estrela. Hiparco na antiguidade colocava Algol em uma constelação diferente, Caput Medusae, a cabeça da Medusa, mas a maioria dos autores sempre a consideraram como parte da Constelação de Perseu.

Em diversas culturas, a reputação dessa estrela era negativa . Mesmo na longínqua China, essa estrela era chamada de Cadáver, Tseih She. Na astrologia ocidental tradicional é considerada a mais maléfica dentre as estrelas. Seu nome vem do árabe Ra’s al Ghul, o demônio.

Misan, Kappa (κ) persei, é uma estrela que se localiza no braço esquerdo de Perseu, o que segura a cabeça da Medusa.

Miran, Eta (η) persei, é uma estrela que se localiza no braço direito de Perseu, o que segura a espada.

Atiks, Omicron (ο) persei, é uma estrela que se localiza na sandália esquerda de Perseu, uma sandália mágica que lhe permitia voar, dada por Hermes.

Mirfak, Alpha (α) persei, é a estrela mais brilhante de Perseu, ainda que não seja a mais importante astrologicamente , nem se comparando com Algol nesse quesito. Simboliza a costela direita de Perseu na lateral de seu abdomen. Tem vários nomes alternativos, o principal deles sendo Algenib.

Menkib, Xi (ξ) persei, se localiza na panturrilha esquerda de Perseu.

Significado Astrológico da Constelação de Perseu

Perseu como um todo é uma constelação percebida como poderosa, mas pouco benéfica. Representa pessoas egoístas e sem escrúpulos ao perseguir seus objetivos, inclinadas a mentira. Entretanto, somente uma estrela em Perseu realmente se destaca: Algol. Todas as outras são eclipsadas pelo mito da Medusa , e Perseu termina seus dias não passando de um coadjuvante, onde ela, a terrível Górgona, reina soberana, mesmo morta.

É interessante lembrar que Perseu da a cabeça da Medusa para a deusa Atena, que a coloca em seu escudo, o Aégis. E que Atena é representada como deusa da sabedoria, especialmente em função do seu papel na cidade de Atenas, onde era a padroeira, mas que no mundo grego ela era adorada como uma Deusa da Guerra. E nesse sentido, ela era uma figura terrível e Impiedosa. Para os Romanos , ela assumiu um aspecto de frieza e distanciamento na forma de Minerva, como deusa a presidir o direito romano, simbolizando a justiça. Atena usava a medusa como um amuleto para aterrorizar seus inimigos na guerra. Não a toa, os gregos confeccionavam amuletos com cabeças de medusa, para protege-los do mal.

A medusa é essa entidade terrível, monstruosa, e ao mesmo tempo infinitamente poderosa. E de certa forma ela e Atena são intimamente conectadas. Dessa forma fica mais fácil entender a natureza de Algol, se lembrarmos que a deusa Atena também está por trás dela.

Na astrologia Clássica, a reputação dessa estrela é maléfica, sendo associada a autoridade, tirania e abuso de poder. Também costuma ser lincada a mortes violentas , por decapitação ou enforcamento, ou outras formas de pena capital.

De certa forma ela simboliza o feminino sob a ótica do masculino amedrontado pela beleza e pela atração que o feminino exerce, apesar de sua fragilidade. E por esse motivo simboliza o ódio ao feminino que vemos expresso no estupro seguido da culpabilização da vítima do estupro, que além de estuprada, é desfigurada e banida. Essa estrela é antes de tudo um símbolo da opressão ao feminino, e de todas as formas de injustiça , todas as formas de abuso, que aqueles investidos de poder exercem contra os mais frágeis.

Quando Algol aparece no ascendente ou ligada a algum planeta por conjunção, a pessoa pode ter rompantes de comportamentos abusivos e tirânicos. Tende a uma postura dominante em todas as esferas da vida. Independente do gênero, sejam homens ou mulheres, vão assumir a impiedosa postura da deusa da guerra, e esmagarão aqueles que julgam seus inimigos. Por conta disso, aliás, essa estrela leva a pessoa a criar muitos inimigos. É particularmente violenta e destrutiva a conjunção de Marte com essa estrela. Se aparece no MC, a pessoa pode ter de conviver com patrões tiranos por exemplo. Se aparece no fundo do céu, essa tirania pode ser vivenciada a partir dos pais, e se aparece na cúspide da casa 7, através de inimigos declarados.

Marte em Gêmeos ♊

Marte em Gêmeos é um posicionamento que podemos considerar
como bom se levarmos em conta a região do zodíaco em que gêmeos se situa: O
Signo anterior é detrimento de marte, e o posterior é a queda. Assim Gêmeos é
como um oásis feito de lógica, velocidade e agilidade em meio a inércia e o
melindre dos signos lunares. Além disso, as estrelas fixas que incidem
atualmente sobre o signo de gêmeos (sendo as principais Aldebaran 10°, Rigel 16°,
Bellatrix 21° e Betelgeuze 28°) tem todas afinidade com o planeta vermelho. O
segundo decanato de Gêmeos é regido por Marte e a região que vai dos 17° aos
23° de Gêmeos correspondem aos termos de Marte, região em que marte é inclusive
considerado fortalecido.
A principal marca dos nativos de Marte em Gêmeos é a pressa.
Podem ser ansiosos e se marte for aflito até desenvolver problemas relacionados
a isso. De modo geral gostam de velocidade e tem agilidade pra acompanhar a
velocidade do mundo que os cerca. O problema é que isso pode fazer com que suas
ações – e aí entra também sua força de trabalho – sejam rasas e superficiais.
Por pressa, marte em gêmeos pode deixar diversos detalhes pra trás e acabar
tendo desempenhos medíocres. Se irritam profundamente com a lentidão nos mais
diversos sentidos, seja a física , seja a mental. Tem dificuldade pra respeita
o rítmo alheio e aí reside um desafio pra vida: Aprender a controlar essa
irritação pra conviver em harmonia com os outros. De modo geral costumam ser
ativos, antenados com as novidades, práticos, objetivos e versáteis.  
Aquela máxima, “perguntar não ofende” com Marte em
Gêmeos pode se revelar falsa. Perguntar ofende sim, e quem tem esse marte se
irrita bastante com fofoqueiros, bisbilhoteiros e “entrevistadores”
de plantão. Eles mesmos podem ter o dom de usar perguntas como alfinetadas. A
agressividade de Marte em Gêmeos é dissimulada, disfarçada na forma de
brincadeirinhas sonsas e numa ingenuidade simulada. Tendem a ser profundamente
curiosos, não descansando enquanto não se interam dos fatos, tendo habilidade
pra extrair informações dos outros ou pra pressionar as pessoas a falar o que
eles gostariam de ouvir. Podem usar a disseminação de informações de forma
muito útil, sendo excelentes pra se promover e vender o seu peixe. Mas usam
dessa mesma habilidade pro ataque quando ofendidos, usando esse aspecto
disseminador como arma. O confronto direto com marte em Gêmeos dá vantagem a
eles porque sabem se expressar bem, são bons oradores, sustentam seus
argumentos com firmeza e tem capacidade pra intimidar quando as coisas estão
apenas no nível intelectual sempre se valendo das contradições do adversário.
Apesar disso, são facilmente intimidáveis por quem sabe se impor e não costumam
ser dos mais habilidosos nos confrontos físicos.
O período de Marte em Gêmeos favorece aos debates acalorados
e a brigas em função de discrepâncias intelectuais, ideológicas ou por questões
bobas de opinião pessoal mesmo. Se você for do tipo melindroso leva desvantagem
porque de modo geral a tendência é que a comunicação flua de forma mais
assertiva, até mesmo agressiva, mesmo entre quem não tem marte em Gêmeos. É uma
época que pode predispor a imprudência no trânsito, em função da pressa, que
tende a estar acima da média. É uma época excelente para o trabalho
intelectual, para a produção textual e pra resolução de questões burocráticas.
Fofocar, espalhar boatos, fazer brincadeiras bobas, esse tipo de artimanha
geminiana está sujeito a despertar reações violentas ao longo do período.
Lembrem-se: enquanto marte está em gêmeos, perguntar ofende sim!
Ingresso: 31/05/2013

Deixa gêmeos pra entrar em Câncer: 13/07/2013

Mapa Astral: Angelina Jolie

Angelina Jolie é presença frequente nos chamados tabloides
que noticiam basicamente fofocas relacionadas a vida de pessoas famosas. Mas
nos últimos dias ela chegou a estampar capa de diversos jornais com a notícia
de que teria realizado um procedimento cirúrgico preventivo de mastectomia ,
motivada por um exame genético que indicava que ela tinha 87% de chance de
contrair câncer de mama e cerca de 50% de chance de contrair câncer nos
ovários. A notícia causou reações diversas; Muitas pessoas se sensibilizaram e
manifestaram apoio a Angelina, outras ficaram estarrecidas com a brutidão e o
radicalismo da atitude. Do ponto de vista astrológico a atitude de Angelina não
poderia ser mais simbólica. Vamos entender o por quê.
Em primeiro lugar vamos dar uma olhada no mapa de nascimento
de Angelina Jolie. Ela nasceu em 4 de junho de 1975 às 09:09 da manhã, em Los
Angeles na Califórnia. Veja o mapa:
Vemos Ascendente no signo de Câncer, quase no último grau do
signo. Câncer  é justamente o signo que
rege os seios na astrologia. Angelina ganhou destaque na última década
interpretando uma heroína dos videogames cuja marca registrada eram justamente
os seios. Neste caso, vemos que além de ter Ascendente em Câncer, Angelina tem
Vênus em Câncer cravada no Ascendente. Basicamente é um posicionamento que
indica beleza, sensualidade, simpatia e carisma de sobra. Indica uma pessoa
agradável, afável, criativa e artística também. E por estar no signo em que se
encontra, denota mulheres que se destacam, em termos de beleza, eventualmente
ou justamente pelos seios. O Ascendente em Câncer fala também de uma
personalidade mais reservada, mais sensível, apegada a família e as raízes.
Vemos que Angelina tinha também Saturno em Câncer, este colocado na casa 12.
Isso revela uma natureza um tanto insegura, conservadora e basicamente medrosa.
Isso é um lado insuspeito da natureza de Angelina e que é muito pouco
comentado, mas que detectamos no seu mapa. Isso ocorre porque este saturno entra
em conflito com um Stellium que Angelina tem no signo de Áries, posicionado
justamente no MC e que contradiz o lado inseguro de saturno em Câncer. Já vamos
entender como isso funciona na prática.
A Lua é um dos planetas que fazem parte desse stellium, e a
lua é justamente o planeta que rege o ascendente de Angelina. É um dos planetas
mais fortes do seu mapa. A lua em Áries indica uma pessoa de natureza
voluntariosa e impulsiva, emocionalmente franca e descomplicada, um tanto
melindrosa e reativa, mas geralmente direta, do tipo que não guarda
ressentimentos. Esta lua forma conjunção com Marte, o que torna Angelina uma pessoa
muito corajosa, impulsiva, ativa e reativa, além de impaciente e por vezes
descuidada. A lua forma ainda conjunção com Júpiter, otimista, altiva,
magnânima, generosa e cheia de fé e boa vontade em relação à vida. Essa
configuração toda forma a imagem da heroína dos filmes de ação que tornaram
Angelina famosa, justamente porque ela se encontra em conjunção ao meio do céu
da artista. O meio do céu fala da carreira e também da forma como a pessoa fica
conhecida publicamente.
Saturno em Câncer está em quadratura com este Stellium; Se
por um lado esse stellium indica uma pessoa de atitudes impulsivas, que
transparece firmeza, coragem e autoconfiança, a quadratura com saturno em
Câncer na casa 12 revela que a pessoa é secretamente bastante insegura e a postura
temerária pode ser exagerada justamente como uma reação e tentativa de
afirmação da pessoa contra esses medos. É excelente ter saturno na casa 12 (é o
júbilo de saturno) porque neste caso o verdadeiro ponto fraco da pessoa fica
escondido, fica longe dos olhos alheios.    
Angelina tem ainda sol em Gêmeos em oposição a Netuno e
Mercúrio em Gêmeos retrógrado, ambos na casa 11. Ela é uma mulher inteligente,
articulada e dinâmica, mas que pode frequentemente entrar em ondas de autoengano,
uma vez que nasceu com sol em oposição com Netuno em Sagitário. Plutão em
oposição ao stellium em Áries revela um outro lado, extremista e radical na
hora de tomar suas atitudes, que como já vimos, são tomadas de forma bem rápida
e impulsiva.
A cirurgia de Angelina vem à tona justamente quando vemos a
quadratura entre urano em Áries  e plutão
em Capricórnio tocando diretamente o stellium de Angelina, com plutão na casa 6
formando quadratura aos planetas em áries e Urano, planeta do extremismo, das
mudanças mais fortes e das quebras de paradigma, formando conjunção com marte e
com a lua. Ela sem dúvida vai voltar novamente as manchetes em breve porque o
processo dessas quadraturas , que leva a diversas mudanças radicais nas
estruturas de vida, está só começando e se estende até 2015; O ponto mais
intenso vai ser o primeiro semestre de 2014, quando Angelina estará lançando um
filme em que interpreta uma releitura da personagem Maligna (Maleficent) do
conto “A bela adormecida” em um filme que recebe o nome da personagem.

Urano tem realmente este efeito de chocar, de deixar todos
estarrecidos. O que chama mais atenção é que ele passa em conjunção com o
planeta do mapa da Angelina que rege especificamente o corpo, e também em
conjunção com Marte, significador natural de cirurgias. Vemos muito da quadratura
de saturno com o stellium por trás deste acontecimento na vida da atriz. Vale
lembrar que Angelina conviveu durante 10 anos (entre final dos anos 90 até
2007, ou seja, durante o auge de sua carreira) com a doença de sua mãe que veio
a falecer ao final, depois de uma longa batalha. O medo e o trauma decorrentes
desta experiência, como sugere saturno em câncer, podem ter sido fortes motivadores
da decisão radical de Angelina, assumida com muita coragem e destemor como
manda o stellium ariano. Poucas coisas são mais sagradas pra uma pessoa que tem
uma ênfase tão forte no signo de Câncer do que a mãe. Ver a mãe sofrendo tanto
ao final da vida deve certamente ter mexido profundamente  com o emocional da atriz, que de 2007 pra ca
tem tentado assumr um estilo de vida mais discreto e familiar, apesar das
constantes filmagens, e consequentemente teve muito peso em sua decisão.    

Saturno em Gêmeos

Trata-se de um posicionamento onde Saturno se encontra bem
colocado, já que neste signo ele tem triplicidade. Saturno em Gêmeos pode ser
compreendido basicamente por 3 medos básicos: Medo de não saber o suficiente, medo
de não ser ouvido ou respeitado por suas opiniões e o medo de não conseguir se
adaptar ao mundo que o rodeia. Esses 3 medos funcionam como motores para coisas
que no fundo são positivas: O medo de não saber o suficiente tende a levar a
pessoa a naturalmente buscar conhecimento. O medo de não ser ouvido e
respeitado em suas opiniões leva a pessoa a aprender a se comunicar de forma
mais adequada, e o medo de não conseguir se adaptar ao mundo que a rodeia leva
a uma vontade natural de explorar e conhecer a fundo esse mundo que a cerca,
pra que a adaptação possa se processar, e a se colocar em situações de novidade
(como em viagens) pra que seu senso de adaptação seja confrontado. Seria assim
na melhor das hipóteses, mas evidente que saturno neste signo também pode ter
suas manifestações mais negativas a depender das configurações do mapa que
envolvem este planeta.
O medo de não saber o suficiente é evidentemente uma das
coisas mais úteis que podem ocorrer a alguém, porque isso indica que a pessoa
será voltada ao aprendizado. Mas sempre ficará o vazio, a pessoa sempre se
sentirá em falta, porque por mais que ela saiba, sempre haverá uma pergunta que
a pessoa não saberá responder. E não saber responder algo ou reconhecer que não
sabe algo pode se revelar um grande desafio pra esses nativos. Tanto que muitos
vão se pegar em situações onde estarão inventando respostas, apenas pra não
passar pela “vergonha” de reconhecer que não sabem, especialmente porque muitos
lutam e se apegam ao status de ser o especialista ou mestre de determinado tema.
Quanto mais subestimarem a inteligência alheia, mais serão levados a mentir, e
mais vergonha passarão quando essas mentiras forem descobertas em um momento ou
outro.   Mentir acaba se tornando um artifício
corriqueiro pra tapar buracos, e sempre são mentiras bobas e desnecessárias.
Essa tendência a mentira compulsiva pode ser encontrada principalmente nos que
tem muitas oposições ou quadraturas envolvendo saturno, especialmente com a lua
ou mercúrio.
Dificilmente saturno em gêmeos vai mentir nos assuntos mais essências
de sua vida, porque apesar do que foi descrito acima, existe uma imensa consciência
em relação aos aspectos daninhos da mentira que envolve, por exemplo, o plano
dos sentimentos ou dos negócios. Falo de mentiras sérias, tipo aqueles segredos
de novela;  Nos casos em que a pessoa é
levada a isso por algum motivo, o sentimento de culpa causado por se carregar
uma mentira pode ser muito difícil de se suportar e a pessoa vai se colocar
deliberadamente ou inconscientemente em situações em que é descoberta pra que
seu martírio termine. A maturidade é quem vai fazer a pessoa a cada vez mais
viver uma vida sem mentiras, de consciência limpa. Isso inclui as mentiras “bobas”,
que se tornam estorvos: o tempo também ensina muito sobre a inutilidade dessas.
   Outro problema decorrente do medo de não saber
o suficiente é o pedantismo intelectual, onde a pessoa oferece demonstrações
gratuitas e desnecessárias sobre os seus fantásticos conhecimentos. Esse
problema tende a afetar principalmente os mais jovens e também é superado com a
maturidade. Com o tempo sempre aprendemos que há hora certa pra se dizer de
tudo, e no caso de saturno em gêmeos o domínio desse “timing” tende a
transformar-se em meta desde muito cedo.   
O medo de não ser ouvido leva a uma constante busca pelo
respeito e pela consideração dos outros. Ser “levado a sério” transforma-se em
dilema pessoal.  Isso pode levar a pessoa
a se esforçar bastante pra superar este medo e de fato obter o reconhecimento e
o respeito que ela julga merecer. Mas muitos podem crescer acreditando que sua
voz não precisa ser ouvida, tornando-se silenciosos e temendo dar sua opinião,
dizer o que pensam. É muito importante se perceber que aquele dito “quem cala
consente” transforma-se em realidade e pode comprometer a muitas pessoas que
tem saturno em gêmeos se elas não se conscientizarem da importância daquilo que
elas não dizem. O silêncio transforma-se nos grilhões da alma e sem perceber a
pessoa vai se submetendo aos outros, quando a liberdade é algo simples de se
conquistar, se faz no simples ato de dizer não, de denunciar, de expor sua opinião,
seu pensamento, gritar sua própria existência. Muitos, por serem ansiosos pra
se fazer ouvir podem apresentar problemas relacionados a fala. Isso será mais
verdadeiro se saturno afetar diretamente mercúrio, o ascendente ou a casa 1 e
seu regente. Problemas de dicção, de gagueira, dentre outros problemas de
natureza física ou somente psicológica podem ser simbolizados pela presença de
saturno em gêmeos, desde que envolvido em configurações que afetam diretamente
o corpo, a imagem e a fala do nativo.  
O signo de Gêmeos tem como características a versatilidade,
a adaptabilidade e a capacidade de rapidamente compreender e se mesclar a uma
nova realidade. Essa nova realidade pode ser o prédio ou a vizinhança nova, uma
nova escola ou curso, um novo emprego, até mesmo outro país se a pessoa vai pra
fincar raízes por um tempo. Ter saturno em gêmeos, entretanto, pode indicar a
sensação de que a pessoa não possui essas habilidades – e de fato, pode ser
mesmo que não possua. Isso significa que as áreas da vida representadas por
esse saturno vão requerer da pessoa um esforço consciente da parte dela pra que
ela se torne mais flexível e adaptável pra assim conseguir agregar o novo a sua
vida. Mas essa sensação pode ser generalizada, e assim a pessoa com saturno em
gêmeos estará o tempo inteiro buscando por novidades, não de forma frívola, mas
encarando tais novidades como desafios para sua capacidade de se adaptar ao
novo. Em outros casos, entretanto, em manifestações mais negativas deste
saturno, a pessoa pode viver com a crença que de fato não consegue se adaptar a
novidade, passando a vida a fugir de toda forma de inovação e de tudo que
desafie seu senso de estabilidade. Agindo dessa forma, é como se ela se recusasse
a amadurecer. 
Épocas de Saturno transitando por Gêmeos tendem a ser muito
boas de modo geral. São momentos que estimulam a interação entre as pessoas, a
conversa, a troca, o debate. São épocas em que as pessoas buscam estar mais
próximas uma das outras, mas num ponto que não prejudica a liberdade de
ninguém. É momento que favorece demais as relações baseadas em amizade. Há
também uma tendência geral as pessoas quererem ficar mais bem informadas, pra
não fazerem papel de “tapadas”. Parecer ignorante pode despertar sentimentos de
vergonha profunda. As diferenças de pensamento tendem a ser respeitadas, mas as
pessoas precisam mostrar que merecem esse respeito todo o tempo, e é aí que os
mais tímidos e silenciosos podem sofrer um pouco, porque quem já tem medo de se
expressar, ou dificuldades inatas, tende a ver isso piorar. Mas pode ser também
o momento de promover uma mudança nisso, libertar a própria voz. É uma época em
que as pessoas ficam mais ágeis e brincalhonas também e ficam mais dispostas a
brincar, fazer trotes, e todos precisam entrar no clima, do contrário os
sentimentos de rejeição podem ser bem fortes também. Tudo o que for radical,
extremista, veemente, tudo que vier se impondo como fato irrefutável, como “verdade
absoluta” corre o risco de ser rechaçado. É uma época de pensamento  mais relativista digamos assim. Outra coisa
pesada nas épocas de saturno em Gêmeos é a mentira. Carregar uma mentira numa
época como essa é como carregar o peso do mundo, deve ser evitado ao máximo.
Mentiras antigas correm sério risco de serem reveladas.   
Períodos em que Saturno ficou e em que Saturno vai ficar em
Gêmeos:
1912-1915
07/07/1912 a 30/11/1912 & 26/03/1913 a 24/08/1914 &
07/12/1914 a 11/05/1915
1942-1944
08/05/1942 a 20/06/1944
1971-1974
18/06/1971  a
10/01/1972 &  21/02/1972 a 01/08/1973
& 07/01/1974 a 18/04/1974
2000-2003
09/08/2000 a 16/10/2000 & 20/04/2001 a 03/06/2003
2030-2032
31/05/2030 a 13/07/2032

Sol em Gêmeos

O Sol em Gêmeos finaliza o primeiro semestre do ano dando a noção , de forma bem clara, que o tempo está passando e que logo já estaremos nos encaminhando para o final do ano. Sol em Gêmeos é então a sensação de tempo que escorre, de tempo que passa. Áries e Touro dão aquela ideia de princípio perene, mas gêmeos é o signo que começa a nos chamar a atenção pro nível em que nos encontramos. Não raro, nesta época entramos num estado de frenesi, corremos contra o relógio pra adiantar um pouco as coisas, afinal não podemos chegar ao meio do ano ainda sem ter começado isso ou aquilo ou com nossos projetos em estágio tão embrionário. Como signo mutável, Gêmeos é um processo de transição. O mutável é o que separa uma estação da outra quando pensamos no ciclo solar. No caso do hemisfério sul, antes de Gêmeos a realidade é outonal, depois de gêmeos é o inverno estabelecido. Gêmeos é um estágio de indefinição onde não conseguimos ter certeza se as coisas continuarão amenas como estavam até então na meia estação, ou se o extremismo da estação solsticial vai começar a dar o ar da sua graça.

Gêmeos rege a comunicação, o pensamento, a opinião: é uma época que convida ao diálogo, ao pensamento racional e a expressão das individualidades num estado de liberdade plena, experimental e completamente amorfo. É o signo da dualidade, da intersexualidade, da indefinição na ideia de gênero. Onde tudo é relativo, onde tudo é transitório, assim como o metal mercúrio associado a este signo que é o símbolo alquímico da amálgama, da mistura entre os opostos, da ausência de predominância. Neste momento nossa disposição deve ser flexível , devemos estar preparados para a eventual necessidade de termos de nos adaptar a uma nova circunstância. A eferverscência geminiana predispões as mudanças sem aviso prévio.

Trata-se de um momento em que o útil seria nos atualizarmos, colocarmos nosso ano, nosso projeto pessoal em dia, onde temos que nos preocupar em encaminhar nosso ano pessoal, antes que o prazo aperte e o ano seja completamente perdido. E em gêmeos não precisamos nos ater a milhares de detalhes, podemos ser simples e vacilantes, isso não representa problema agora. Depois as coisas ganham corpo. O que não pode ganhar espaço neste momento é a inércia, porque outros momentos do ano podem não ter o efeito propulsor que gêmeos costuma ter. É o momento do ano em que ganhamos embalo! Por mais que reclame da falta de profundida, sem movimento a profundidade apodrece e de nada serve. A vida é feita do equilíbrio entre o dinamismo dos signos diurnos e a densidade dos signos noturno. Gêmeos portanto é o signo que traz essa noção de movimento, é o empurrão pra que as coisas sigam em frente e se desenvolvam.

Ingresso do sol em gêmeos: 20/05/2014 as 23:59
Sol deixa Gêmeos pra entrar em Câncer: 21/06/2014 as 7:51

Mercúrio em Gêmeos ♊

Mercúrio está no seu domicílio, num local em que seu potencial é otimizado e expresso da melhor forma possível. Além de domicílio, Mercúrio também tem triplicidade neste signo. O planeta do pensamento, da comunicação e do movimento está portanto colocado no local mais ágil, esperto e flexível do zodíaco. Em Gêmeos mercúrio flui porque este signo é especialista em encontrar atalhos quando percebe obstáculos em seu caminho. Ao invés de insistir e perder tempo tentando resolver o insolúvel, mercúrio em gêmeos não se detêm e desvia do que está atravancando tudo. E se forem encarar um problema, são os mais rápidos  a encontrar a solução porque sempre evitam os caminhos retos, preferindo seguir a lógica da praticidade e da objetividade. Não seguem o protocolo, vão direto a solução de cada caso. A capacidade de assimilação e compreensão das ideias é beneficiada pelo funcionamento dinâmico da mente que aproveita informações análogas de outros processos pra lhe ajudar na solução de um dado problema. Ao invés de encarar o mundo das informações como uma lista infinita, repleta de coisas a decorar, a mente geminiana agrupa coisas similares de forma a resumir e diminuir o número de detalhes do processo sem sacrificar nenhuma parte do todo.

A mente funciona na base da analogia, da lógica e da interpretação circunstancial dos fatos, sendo adaptável, flexível, capaz de usar fórmulas sem ao mesmo tempo depender das mesmas. Não se trata de uma pessoa com uma memória fantástica ou níveis de conhecimento enciclopédico, mas trata-se de uma pessoa com plena capacidade de usar sua mente da forma mais prática e mais objetiva possível. Costumam saber se expressar, tem facilidade com idiomas, especialmente quando partem pra prática, porque sabem usar a comunicação em diversos níveis que vão além da mera conversação. Tendem a ser articulados, bons oradores e questionadores, sempre detectando as peças que não se encaixam em um conjunto.  Mentem muito bem, sem necessariamente ser desonestos. Usam a mentira de forma racional e são excelentes detectores de mentiras porque tem um radar muito sensível para as contradições.

Épocas marcadas por Mercúrio em Gêmeos são arejadas, marcadas pela boa conversa, pela facilitação do entendimento entre as pessoas. É um bom momento pra se firmar acordos e cuidar da burocracia e de tudo o que for complicado. É  muito bom pra se dar início a estudos, leituras e outros tipos de atividade intelectual, indica que os processos iniciados tendem a seguir com flexibilidade e conservando um certo frescor que mantem o tédio afastado. É o momento ideal pra trazer a tona uma nova informação, fazer uma revelação, tratar de algo complicado ou polêmico, em primeiro porque a tendência é que aja maior compreensão por parte das pessoas neste momento, se comparado com outras situações mercurianas. Além disso as pessoas tendem a se chocar menos com o que é novo nessas épocas.  Gêmeos é o signo mais experimental do zodíaco portanto este é o momento ideal pra se tentar introduzir uma novidade ou tentar aprender uma coisa nova e complicada.

Infelizmente, a velocidade de Mercúrio está alta, indicando que o período de mercúrio em gêmeos deste ano vai ser bem curto. Mesmo com mercúrio retrógrado, estando em gêmeos, mercúrio funciona muito bem.

Ingresso de mercúrio em Gêmeos: 06/06/2017
Mercúrio deixa Gêmeos pra entrar em Câncer: 21/06/2017

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