Considerações sobre Saturno, o Grande Maléfico

Particularmente eu prefiro a  visão dos antigos a respeito de saturno, porque eles eram bem realistas, não tentavam florear uma coisa que traz em si justamente os significados daquilo simboliza o que existe de pior na experiência humana. Saturno fala de limitação, medo, restrição, penúria, miséria, condições espartanas, trabalho árduo, decadência e morte. Sob saturno, você faz, realiza, empreende e obtém resultados palpáveis, mas não obtém absolutamente nada em termos de reconhecimento, aplauso, prazer, benefício. Apenas o que for estritamente necessário, obtém bases e garantias, mas não “honrarias”.



Na visão moderna, o que ocorre de ruim na sua vida não se deve ao trânsito de saturno, na verdade se deve a sua incompetência ao lidar com o trânsito. Se coisas ruins ocorrem sob os auspícios daquele que, segundo os antigos, era o arauto do choro e do ranger de dentes, na visão psicologista dos modernos estes infortúnios se devem a sua incapacidade de lidar com o cósmico. Como se a dor, a tristeza, a limitação fossem elementos anormais , ou então, como se fossem elementos que merecessem aplausos e comemorações. Qual o problema em se dar nome aos bois? Qual o problema de lidar com Saturno e com sua verdade nua e crua? Porque censurar a dor? Por que será que parece ser pecado sentir dor? Sentir dor não é errado, não é uma falha, faz parte dos processos, e é saturno quem marca esses momentos normalmente (porque claro, existem mais fatores além de saturno, e é justo lembrar que pra algumas pessoas a experiência saturnina vai ser mais positiva do que pra outras). 



Vamos situar a questão. Uma pessoa está, digamos, com saturno em trânsito formando uma quadratura ao marte natal. Saturno fala então de uma situação exterior, que permeia a mentalidade coletiva em um determinado momento, incluindo aí a mente da pessoa em questão. Saturno neste caso gera um bloqueio sobre as funções marcianas daquele indivíduo. Ele não poderá agir de acordo com seu modo habitual de atuar, porque a autoridade momentânea (saturno em trânsito), que pode inclusive ser manifesta través de um indivíduo que surge e personifica a faceta castradora de saturno (uma figura de autoridade, como um policial, um professor, agente do governo ou o próprio pai da pessoa), simplesmente não admite o modo específico daquele individuo agir.



Imaginemos saturno em virgem quadrando um marte em gêmeos. O modo de agir do marte geminiano é inquieto, ansioso, avesso a regras ou normas. Ele tenta burlar os pequenos obstáculos, tenta criar atalhos, fazer tudo bem rápido, com sagacidade e demonstrações de esperteza. Saturno em virgem, a tal da autoridade momentânea, impõe a observância de regras e a normatização e uniformização como tendências. Saturno em Virgem aprecia tudo o que é mecânico, previsível, que vai por caminhos pré-delimitados. Durante um período onde a mentalidade coletiva funciona de acordo com aquelas norminhas virginianas, um marte em gêmeos se vê em maus lençóis. Neste momento ele se verá forçado a brecar sua forma habitual de agir e se render aquelas tediosas e desnecessárias regrinhas do saturno em virgem. Se pretender enrolar alguém, terá que fazer um esforço sobre-humano pra acobertar seus atalhos porque se ele for pego pelo saturno em virgem, está ferrado. Vem daí as conceituações em torno da quadratura de saturno com o marte natal: é quase impossível brecar este instinto primitivo de ação que é a energia marciana, e num primeiro momento a pessoa estará sujeita a acidentes e confrontos com autoridades. Quando já estiver acostumada com aquela energia, o que sobrevém é a tendência a inércia e o medo de agir, o medo de fazer qualquer coisa que exija da pessoa o impulso marciano.



Não adianta lançar granadas em direção ao céu, nem mesmo um raio laser. Não se pode fazer muito contra o trânsito, por isso é importante observar em que momentos estaremos mais sugeitos as influências de saturno. Este tipo de trânsito é sempre um teste para a paciência, e talvez por isso saturno seja associado ao tempo em si. Sob um trânsito de saturno, você terá de sobreviver funcionando com as funções do planeta afetado em modo standby, em modo hibernação. É isso mesmo. Não adianta se chocar contra saturno, não tem como vencer uma coisa tão etérea e subjetiva, porque no final das contas, saturno não passa de um símbolo pra marcar um determinado período, é o grande delimitador do tempo. São esses os testes para o nosso amadurecimento. Com saturno, aprendemos a agir no momento certo.
Saturno vem periodicamente limitar determinado aspecto do nosso mapa. Impõe-nos a ausência momentânea daquilo, para que aprendamos a poupar recursos, energias, a agir de maneira a aproveitar os momentos favoráveis (quando o olho de saturno não está direcionado para aquele ponto específico). No mapa natal saturno representa um ponto de carência, de medo, insegurança, limitação, apreensão contínua, infinita busca por superação.

A passagem do tempo é um fator saturnino, é este o planeta delimitador de limites, a chamada consciência. Onde temos saturno é onde se encontram nossas angústias pessoais, nossas rusgas, nossas vergonhas. Através do signo, saturno expressa de que maneira a pessoa vivencia aqueles limites, a casa aponta onde os limites estarão presentes e sendo vivenciados da maneira preconizada pelo signo onde saturno se encontra. Os aspectos que saturno forma com outros planetas refletem as áreas da vida que serão vivenciadas com a participação especial do amargor e o peso de saturno, em especial os aspectos partis (1° de orbe), por que estes estarão sujeitos a trânsitos no mesmo momento em que o saturno natal é tocado por algum planeta em trânsito.

Onde temos saturno é onde estamos em constante guerra por superação de barreiras, onde procuramos super compensar nossas carências, onde sentimos necessidade de nos provar, onde somos cruéis conosco mesmos, onde nos exigimos. Compreender saturno é a chave para libertar a si mesmo das algemas da ausência de auto-estima, do medo irracional e das posturas preconceituosas.

Sinastrias envolvendo saturno tem sempre um amargo sabor de inveja, especialmente nos aspectos tensos. Sentimos vontade de esmagar alguém com marte ou júpiter no mesmo grau que o nosso saturno, que exibem com a maior espontaneidade todas aquelas características que nós acreditamos não possuir, quando elas fazem com a maior facilidade do mundo tudo aquilo que nós mais tememos fazer, quando elas, destemidamente, exploram as áreas da vida que nós normalmente procuramos evitar. Essa é uma faceta feia e humana, pouco explorada na maioria dos livros que tratam de sinastria. Em geral diz-se que aspectos de saturno com outros planetas indicam que a pessoa portadora do saturno agirá como um professor para com o portador do outro planeta, o que não deixa de ser verdade. O portador de saturno também limitará o outro, e as motivações disso residem no desespero causado no portador de saturno pela exposição das suas vergonhas, das suas rusgas.

O metal associado a saturno é o chumbo, e não é a toa que a intoxicação causada pela ingestão de chumbo é chamada de “saturnismo”. E é incrível observar a manifestação do arquétipo planetário através dos sintomas desta intoxicação. Ocorrem delírios, onde a pessoa acredita que existe alguém desejando destruí-la. A musculatura progressivamente enrijece, com dores por todo o corpo, os olhos ficam arregalados, as mucosas secas, com aparecimento de úlceras orais, violentas dores abdominais, tremores e inexplicável sensação de frio, sobretudo nas extremidades do corpo (mãos e pés), gosto metálico na boca, progredindo para paralisia motora, convulsões e por fim a morte.

Sedna pelos signos e uma associação com os diferentes períodos históricos

 

À medida que os anos passam observamos mudanças drásticas em termos de cultura, costumes, vestuário, pensamento e arte. Quanto maior o espaço de tempo a que nos propusermos analisar, maiores são as transformações observadas. Isso não se deve a influência dos astros, mas a uma conseqüência natural decorrente da passagem do tempo, da evolução e involução natural de todas as coisas. Mas com a astrologia podemos caracterizar o tempo, não impondo o significado de um astro como contendo obrigatoriamente a qualidade de uma determinada época. Mas podemos observar, fascinados, as surpreendentes analogias entre fatos históricos e configurações astrológicas presentes naqueles momentos. Podemos fazer isso em diversas escalas, tomando desde o espaço de uma década até o espaço de um século, um milênio, etc.
Os novos planetas que vem sendo descobertos além da órbita de Plutão tais como Eris, com sua órbita de 557 anos, ou Sedna, com sua imensa órbita de 10.500 anos, podem ser uma interessante fonte de estudos, uma vez que se eles realmente forem possuidores de algum significado para a astrologia, certamente isso se aplica a uma astrologia mais coletivizada, que trata justamente do tema sobre o qual me proponho falar, a passagem das épocas.
Vamos nos ater aqui ao planetóide Sedna. Vou me abster das associações mitológicas, em primeiro porque meus conhecimentos em mitologia são por demais básicos, e em segundo por que não considero que essas associações mitológicas feitas com planetas recentemente descobertos sejam válidas. Parece-me que a escolha dos nomes é em certa medida, gratuita. Outro fato é que a descoberta de Sedna é por demais recente, dados sobre suas características orbitais são ainda imprecisos, Carecem de maiores estudos e mais tempo de observação. Sendo assim, efemérides de períodos muito antigos para Sedna são pouco confiáveis, mas ainda assim eu vou analisar a passagem de Sedna pelos signos numa dessas efemérides pouco confiáveis, porque o que eu pretendo aqui é apenas especular.
Sedna fica tempo demais em sagitário, é uma coisa muito tediosa. Se você nasce com Sedna em 10°sagitário, só com muita sorte testemunha o ingresso dela no grau 11° de sagitário. Segundo a efeméride do programa zet, de 2000 antes de cristo até a época do nascimento de cristo, Sedna permanece em sagitário. Seria subjetivo demais especular sobre como era aquela época, mas, segundo dizem, era um momento onde a religião tinha muita força, e a maioria das religiões eram politeístas, riquíssimas em significados, cheias de mitos e histórias fantásticas. O período de Sedna em sagitário também coincidiu com a era de Áries, e de fato foi um período belicoso (se bem que todos os períodos foram belicosos o.0), e como podemos acompanhar no antigo testamento, as pessoas brigavam muito por causa de Deus (ao menos os judeus faziam muito isso). Os povos que tinham mais força naquele momento eram os egípcios, os povos mesopotâmicos e os gregos. Quando Sedna estava na transição entre sagitário e Capricórnio, tivemos o apogeu do império romano.

 

Então Sedna estava definitivamente em Capricórnio logo nas primeiras décadas do primeiro milênio da era cristã. O cristianismo se consolida realmente por volta do século V, quando tem início o período medieval, a chamada idade das trevas. E Sedna estava justamente em um signo de saturno, aliás, durante toda a idade média ela esteve em signos de saturno. Enquanto a Europa chafurdava no feudalismo, os árabes e os chineses prosperavam. O pessimismo, o medo e a estratificação das hierarquias sociais eram a moda quando Sedna esteve em Capricórnio.
No século 11, entre os anos 1020-1050 Sedna ingressou em aquário, domicílio diurno de saturno. Alguns anos depois tivemos o início das cruzadas, decadência do império bizantino e o auge da idade média no século 13. Tivemos neste período aquilo que foi chamado de “revolução Industrial da Idade média” com o aparecimento de enumeras invenções e o surgimento da burguesia. As cruzadas foram responsáveis por estabelecer uma conexão entre a Europa e Ásia, removendo a Europa das suas “trevas”, ao menos parcialmente.

Está bem clara a simbologia de aquário através desses fatos. O século 14 foi um século de crise na Europa, funcionando como uma espécie de transição entre a idade média e a idade moderna, que já foi um período onde as características aquarianas estiveram ainda mais evidenciadas. O antropocentrismo se iniciava como tendência, o homem estava definitivamente deixando pra trás as trevas saturninas onde esteve durante tanto tempo e decidiu pensar um pouco. Um novo continente foi descoberto, um “Novo Mundo”.

Nos anos 30 do século 17 ocorreu o ingresso de Sedna em Peixes, signo de Júpiter, expansivo. Entre os anos 1630 e 1860 Sedna permaneceu neste signo, e foi um período onde o mundo lentamente começou a se “integrar”, mesmo que na marra. A Oceania foi colonizada, assim como a Ásia e a América, e a áfrica massivamente explorada pelos europeus. O pensamento desenvolveu-se de maneira vertiginosa ao longo desses anos, o que caracteriza bastante o a natureza jupteriana de Peixes.

Então entre os anos 1860 e 1960 tivemos sedna em áries. É impossível listar todos os acontecimentos importantes, o mundo tem evoluído cada vez mais rápido(aparentemente em compasso com o progresso da velocidade de sedna, sua velocidade aumenta a medida que ela se aproxima do periélio, localizado atualmente no signo de câncer), mas de modo geral a industria se estabelece no mundo, o urbanismo surge e tivemos duas grandes guerras em escala global. O imperialismo descarado foi a marca de sedna em áries.
Sedna ingressa em Touro entre o final dos anos 60 e início dos anos 70. É o que temos atualmente. Consumismo, materialismo extremado. Tudo transformou-se em produto e a lei agora, mais do que nunca, é lucrar, acumular, ter, ser belo, perfeito, sensual etc.

Baseado no que eu coloquei acima, considero Sedna, portanto, como uma excelente ferramente para se caracterizar uma época, estudando-se apenas seu movimento através dos signos. Verificar os ciclos de conjunções e oposições com outros corpos pode ser interessante também. Apesar da inexatidão de suas efemérides, elas ainda assim possuem uma margem de acerto, mas é irresponsável afirmar qualquer coisa em torno de uma mera especulação. Eu quando me deparei com as efemérides de sedna, por sempre ter sido tão interessado em história mundial, me surpreendi com as coincidências que observei. E ficam aqui registradas minhas obervações, para que aqueles que tem interesse, também pesquisem o assunto.

Lua em Aquário

Com a Lua em aquário a sua palavra chave é o desapego. Pra você é muito difícil desenvolver um sentimento de fusão realmente sincero, porque pra você a liberdade é algo tão importante que acaba não sobrando muito espaço para a intimidade em sua vida. De modo geral você deseja que as pessoas não fiquem “em cima” de você, mas na maioria das vezes você esquece de deixar isso claro. Pra piorar, sua companhia é extremamente agradável porque você é uma pessoa leve, doce e compreensiva, a amiga ideal, mas não exatamente cúmplice. O resultado é que você vive atraindo pra si pessoas do tipo “grude” e o desafio é desenvolver a arte de se desvencilhar delas tentando não destruí-las emocionalmente.

Intelectual, de hábitos avançados e totalmente improvisados e imprevisíveis, conviver com você pode ser uma aventura porque é difícil esperar qualquer coisa de você. Às vezes surta e pode agir com violência, descarregando as emoções mais pesadas que estavam adormecidas, e de repente volta a estabilidade e a placidez habitual. Precisa de muitos amigos, mas precisa de momentos de solidão absoluta também. A vida familiar tradicional pode lhe soar opressiva.

Você aborda o mundo com tanta leveza que normalmente acaba subestimando, ou tendo grande dificuldade pra reconhecer a relevância de determinadas coisas, e quando isso se aplica a pessoas isso pode tanto se revelar um desperdício quanto um perigo. Um desperdício quando você demora a perceber o potencial de uma verdadeira amizade, ou da ajuda que alguém poderia lhe oferecer. E um perigo quando você menospreza os riscos de se aliar a pessoas que podem inclusive ser perigosas, com potencial de lhe prejudicar ou tirar seu tempo, energia , etc.

Essa mesma tendência cria em você uma certa resistência ou imunidade ao sentimento de empolgação, mas ao mesmo tempo faz com que você jamais alimente o medo diante de crises ou situações perigosas. Daí que essa apatia as vezes faz com que você não consiga se motivar o suficiente quando em um novo projeto ou relacionamento, e também faz você correr o risco de ignorar a gravida de uma situação, permitindo que o problema cresça e se torne incontrolável. Mas é fato que essa atitude de isolamento emocional lhe ajuda a tomar decisões mais objetivas, desde que seja dado a você tempo e espaço pra refletir. No final é como se pra você nada fosse realmente tão importante ou tão grave assim, e já que vamos todos morrer mesmo, pra que o stress?

Essa energia diáfana da lua em aquário, como se estivesse alheia ao mundo, na verdade faz com que seus nativos sejam pessoas muito abertas, tolerantes, compreensivas e amigáveis, não exatamente porque realmente entendem a todos, mas porque aceitam a todos, absorvem bem o que é diferente, não se guiam por aparências e costumam tratar a todos democraticamente. Então essa é uma lua que pode contribuir pra popularidade, especialmente se  estiver bem posta no mapa, associada a outros elementos benéficos que apontem nessa direção.  

Os Eclipses

 

No ultimo dia 9 de Maio ocorreu um eclipse aos 19° de Touro, um eclipse solar.  Os eclipses são ocorrências muito importantes para a astrologia. Numa visão mundial, estão normalmente ligados a desastres naturais, não necessariamente em grande escala ou destrutivos, mas que tem algum impacto no imaginário coletivo. Um exemplo disso foi o eclipse solar de Capricórnio em 2010, quando ocorreu um terrível terremoto no Haiti.  Individualmente, incidindo sobre um mapa natal eles são igualmente intensos, no mínimo indicando que a área da vida afetada precisa de uma urgente reorganização. Há quem associe eclipses a ocorrências nefastas na vida de um nativo quando estes incidem sobre pontos importantes do mapa natal, e eu tenho notado que isso não deixa de ser verdade, mas nem sempre as ocorrências são assim tão catastróficas. Elas são no mínimo cruciais. Vamos então, entender o que é um eclipse e por que motivo eles tem importância para a astrologia.
A chave para a compreensão dos eclipses está no entendimento do que vem a ser os nodos lunares (e não nódulos, estes quando não tratados podem levar uma pessoa a morte). Na realidade eles não existem, são um ponto astronômico que marca o ponto onde duas órbitas dadas se encontram (no caso são pontos onde a órbita da lua ou de determinado planeta fica alinhada com a órbita da terra).

Todo mês ocorrem em média uma lua nova e uma lua cheia. Nos meses em que o trânsito do sol, por signo, coincide com a zona de influência dos nodos lunares, a lua nova será um eclipse solar e a lua cheia um eclipse lunar. Vamos pegar como exemplo os Nodos lunares agora. Estão transitando no 16° Escorpião (nodo norte) 16° Touro (nodo sul). Existe uma orbe que precisa ser respeitada pra que um eclipse ocorra numa determinada lunação. Trata-se da distância angular entre o grau da lunação e o grau do nodo lunar. Essa distância é de cerca de 18°. No caso, estamos passando por um momento marcado por 3 eclipses. Vejamos os graus das 3 lunações que serão eclipses: 05° de Escorpião, 19° Touro, 04° de Sagitário.  O primeiro eclipse lunar ocorreu a 11° de distância do nodo norte, o eclipse solar a 3° de distância do nodo sul, e o segundo eclipse lunar a 18° de distância do nodo norte, exatamente no limite pra ocorrência de eclipses.Vale lembrar que o período de eclipse sempre coincide com a lua Wobble. Essa condição da lua ocorre quando o Sol forma um ângulo tenso com os nodos lunares. Pra ocorrência de eclipses, o ângulo tem de ser o da conjunção ou da oposição, e a orbe é de 18° antes e depois do ponto exato.

Veja no esquema abaixo, em dois quadros. No quadro superior, a primeira imagem mostra lunações fora do eixo nodal, e a figura abaixo retrata lunações dentro do eixo nodal, portanto, eclipses . No quadro abaixo se vê uma esquematização similar, mais ilustrativa.(clique na imagem para ampliar).

Por que os eclipses não ocorrem todos os anos nos mesmos graus? Por que o eixo nodal se move, em movimento retrógrado, percorrendo todo o zodíaco em cerca de 18 anos. Assim, a cada 9 anos, em média, teremos eclipses incidindo sobre um pólo de signos zodiacais. O ciclo dos nodos lunares é conhecido como ciclo de saros.

TIPOS DE ECLIPSE
Já vimos que o eclipse é solar quando ocorre em uma lua nova, e é lunar quando ocorre numa lua cheia. Os eclipses solares e lunares recebem denominações específicas, dependendo do grau de proximidade que a lunação do eclipse ocorre aos nodos da lua.
Em relação ao Eclipse solar, ele é parcial quando ocorre afastado do eixo nodal, mas ainda dentro do limite para ocorrência de eclipse, ocorrendo uma ocultação parcial do disco solar. Ele é total quando ocorre mais próximo ao eixo nodal. Ela será Anular (um anel de luz contorna o disco solar no momento da ocultação) quando é total e quando ocorre em um momento em que a lua esteja próxima ao seu apogeu (lilith ou lua negra).
Os Eclipses lunares, assim como os solares serão totais ou parciais também de acordo com a proximidade do fenômeno ao eixo nodal. Mas existe uma particularidade: A sombra que a terra projeta apresenta duas partes distintas, as chamadas Umbra e Penumbra. Na umbra existe incidência direta da luz solar, já a penumbra é uma região onde a iluminação é bloqueada. Um eclipse penumbral, portanto, é quando o eclipse ocorre justamente nesta região onde a luz é bloqueada. O Eclipse parcial ocorre com incidência da sombra umbral, mas a lua não é totalmente encoberta. No eclipse total, a sombra umbral incide totalmente sobre a lua, e sua duração será tanto maior quanto for a proximidade da lua do seu apogeu (lilith ou lua negra).
DIFERENCIAÇÃO ENTRE ECLIPSES DE NODO NORTE E NODO SUL
É comum se ver interpretações genéricas sobre os eclipses, dando-se a um eclipse lunar e a um eclipse solar o mesmo peso interpretativo, mas esquece-se que eles são dois eventos distintos, que terão efeitos logicamente diferentes. O astrólogo também deve estar ciente de que não se trata apenas de uma lunação especial, mas da conjunção de uma lunação com um dos nodos lunares, e que existem dois nodos, o norte e o sul, cada um com seu significado específico. Não da pra simplesmente pegar tudo e jogar no mesmo saco e atribuir os mesmos valores, tem que se diferenciar.
Ao nodo norte se atribui as influências de Vênus e júpiter, seria este nodo uma área de crescimento na vida do nativo, representa uma energia que ele necessita trazer para a sua vida. O nodo sul, da natureza de saturno e marte, já representaria uma área onde ocorrem retrocessos, revezes um aspecto que o indivíduo precisa se esforçar pra eliminar de si mesmo.
Alexander Ruperti, no livro “Ciclos de Evolução” propõe esta diferenciação entre os eclipses, e eu tentarei colocar aqui a classificação que ele expõe.
ECLIPSE SOLAR DE NODO NORTE (o ultimo ocorreu em novembro do ano passado e o próximo ocorrerá em novembro deste ano, 2013)
Pelo fato da lua estar em conjunção ao nodo norte, neste eclipse, Ruperti atribui a ela o fator ativo e ao sol o fator passivo. Neste caso, a lua absorveria ao máximo as energias solares, tornando os fatores lunares preponderantes nas consciências. “Os fatores lunares, portanto, dominarão a consciência, acentuando as necessidades do ego, o utilitarismo, o oportunismo, o egoísmo e as necessidades emocionais nascidas do passado.”

Quando o eclipse lunar segue o eclipse solar de Nodo Norte, a lua estará em conjunção ao nodo sul e o sol ao nodo norte, sendo, portanto, o sol o fator positivo. O que ocorre aqui é um efeito reacionário aos que foram estabelecidos duas semanas antes, sob o eclipse solar, Havendo uma espécie de clarificação das coisas, uma tomada de consciência. O universo lunar, em contrapartida fica mais vulnerável, o que equivale a dizer que no período que segue a este eclipse, nós ficaremos muito mais vulneráveis aos nossos complexos psicológicos pessoais. Logicamente que se faz necessário observar as casas onde o eclipse ocorre e se ele ativa algum ponto importante do mapa por aspecto, afim determinar as possibilidades pra cada indivíduo. O eclipse não traz eventos, mas ativa aquilo que já é indicado no mapa natal.
Neste eclipse lunar especificamente, o pólo que é tocado pela lua eclipsada pode entrar em colapso, com o objetivo de remover medos e eliminar fraquezas, ocorrendo uma espécie de desintegração das funções do planeta afetado. Por exemplo, em conjunção ao ascendente, uma desintegração da imagem social que o individuou criou ou o aparecimento de alguma doença. Em conjunção ao sol, um período de anulação da vontade individual, com conseqüente baixa vitalidade e entrega total a objetivos maiores.
O que deve ficar claro é que o eclipse solar de nodo norte torna as coisas mais confortáveis, e o eclipse lunar vem para desestruturar e promover uma reorganização ao longo de todo o período posterior ao eclipse, com eventos deflagrados sob a incidência de trânsitos sobre o ponto eclipsado. Quando o eclipse lunar de nodo sul antecede ao eclipse solar de nodo norte, ocorre o contrário: O eclipse lunar neste caso deflagra um colapso durante as duas semanas que precedem o eclipse solar, com as funções lunares meio que fora de controle. O eclipse solar vem para uma retomada do controle e inaugura um período onde o individuo se esforça para a remoção de seus complexos lunares deflagrados ou descontrolados pela incidência dos eclipses. 

ECLIPSE SOLAR DE NODO SUL (o eclipse do dia 9 de maio de 2013 foi um desses)
Neste eclipse a lua esta em conjunção ao seu nodo sul, sendo o sol o fator ativo. Este eclipse enfatiza a imposição da vontade pessoal, baseada em necessidades íntimas (lunares) que serão conscientemente supridas através do princípio solar que neste caso encontra-se fortalecido. Pode indicar a adesão a algum tipo de movimento social ou a participação em algum evento na região geográfica onde o indivíduo se encontra desde que este eclipse incida em pontos importantes do seu mapa, e que a região em questão for tocada pelo curso do eclipse.
 

Caso um eclipse lunar venha após um eclipse solar de nodo sul, a lua age como uma “energia reacionário”, promovendo inércia e reagindo contra aquilo que se propuseram duas semanas antes no eclipse solar. Ela trás estagnação e retorno a comportamentos infantis, que a pessoa reassume de maneira obsessiva e insistente, podendo isso gerar um atraso. Ao mesmo tempo, ocorre a restauração da estabilidade e as coisas se tranquilizam.
Se o contrário acontece, ou seja, se o eclipse lunar antecede ao eclipse solar de nodo sul, a princípio o que se percebe é a manifestação dos comportamentos mais instintivos do individuo, no decorrer das duas semanas entre os eclipses. Então o eclipse solar vem como uma proposta de purgar, eliminar ou transformar aquelas tendências negativas. (repare que neste mês os eclipses lunares são 2, 1 antes e 1 depois do eclipse solar!)
ECLIPSES ENTRE 2013-2015
2013-1
25/04/2013 lunar parcial 05° Escorpião
09/05/2013 solar anular 19° Touro
25/05/2013 lunar penumbral 04° Sagitário2013-2
18/10/2013 lunar penumbral 25° Áries
03/11/2013 solar hibrido  11° Escorpião, conjunto a saturno
(híbrido quer dizer que em alguns lugares será total, em outros anular)

2014-1
15/04/2014 lunar total 25° Libra
29/04/2014 solar anular 08° Touro

2014-2
08/10/2014 lunar total 15° Áries
23/10/2014 solar parcial 00° Escorpião

2015-1
20/03/2015 solar total 29° Peixes
04/04/2015 lunar parcial 14° Libra

2015-2
13/09/2015 Solar Parcial 20° Virgem
28/09/2015 lunar total 04° Áries

Sol em Aquário

Aquário é o detrimento do sol, signo oposto a Leão,
que é o domicílio. Neste signo o “foco” simbolizado pelo sol não existe, ao
contrário, ele é combatido. Tudo o que represente uma postura centralizadora, de
autoridade, tudo o que faça sucesso, que receba louros, que se destaque de
alguma maneira é repudiado. Em aquário o que vale é a lei da igualdade
absoluta. Não se admitem líderes ou pessoas que detenham privilégios, todos são
vistos como iguais, sendo assim o foco aqui está mais que difuso, uma vez que
se encontra no todo. O detrimento consiste no fato de que, uma pessoa que nasce
com o Sol em Aquário, ao invés de preocupar-se com o próprio bem estar, vai se
preocupar com o bem estar coletivo, e ao mesmo tempo se preocupará em lutar
contra qualquer forma de privilégio concedido a quem quer que seja.
A natureza dos aquarianos faz deles pessoas
sociáveis, democráticas, que lutam não apenas pela sua liberdade, mas pela
liberdade de todos. Uma das características mais negativas vem da dificuldade
que a pessoa tem em demonstrar respeito pelo próximo, normalmente diminuindo a
importância das pessoas, fazendo com que mesmo as mais próximas saibam o quanto
pra eles é importante que todos recebam tratamento igual. Só por ser sua mãe,
seu pai, seu filho, seu irmão, seu patrão ou quem quer que você seja isso não
faz de você alguém especial: você é igual a todos os outros e o nível de
tratamento e respeito que você irá receber é igual ao que é direcionado a todos
os outros – isso sintetiza o pensamento aquariano. É interessante notar, porém,
que o Ascendente pode tornar o aquariano uma pessoa extremamente arrogante e
egoísta, ainda que continue defendendo o ideal de igualdade para todos. A ação
espontânea pode contradizer, e muito o ideal intelectual de democracia,
liberdade e igualdade, que raramente é efetivamente praticável.

Por ser o detrimento do Sol, a vitalidade pode ser
comprometida, e muito vai depender da posição do sol por casa. Como se trata de
um signo fixo todos os processos fisiológicos tendem a ser muito lentos. Os
aquarianos nascidos no hemisfério norte (inverno) tendem a ser mais apáticos,
mais subjetivos e “distantes”. Os aquarianos nascidos no hemisfério sul (verão)
tendem a ser mais ágeis, dinâmicos e violentos. Quando saturno está em signos
de Ar, a pessoa é extremamente inteligente, disciplinada e o aspecto social é
dinamizado. Se saturno está em signos de fogo a pessoa tende a saber respeitar
o próximo e a característica mais negativa da rebeldia e do desdém é muito
diminuída. A pessoa fica ainda mais enérgica, dinâmica e agressiva, sua ambição
aumenta e ela torna-se otimista. Com saturno nos signos de terra, a pessoa fica
mais prática, pragmática e muito fria, sendo a principal marca a disciplina.
Com saturno nos signos de água o aquariano tende a ser mais pessimista,
melancólico e comodista, mas tende a ter um aspecto mais humano e emocional que
não é presente na maioria.